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Sexo: Distribua carícias à vontade. Sem a menoooooooooooooooooor… pressa

Publicado em: 27 de agosto de 2012

por Conceição Lemes

Em tempos de internet banda larga, muitos querem tudo na base do pá-pum: objetivo, rápido e competente. Isso inclui a sexualidade. Tanto que sexo virou sinônimo de penetração; competência sexual é penetrar e ser penetrado. Se não houver, o restante do contato não vale nada. O “negócio” é ir logo para os “finalmentes”. Mero encontro de genitais. Uma pena.

“O prazer não é só genital, tem de integrar tudo”, argumenta a ginecologista e obstetra Fátima Duarte, com base no atendimento de mulheres de todos os níveis sociais e faixas etárias, em 30 anos de profissão. “A grande jogada para ter e dar prazer é distribuir carícias à vontade – sem pressa.

Isso mesmo. Sem a menooooooooooooooooooooooooor… pressa. Imagine-se num restaurante divino comemorando uma data especial. Você prefere que o chefe de cozinha prepare o seu prato em dois minutos, tirando-o do freezer, ou que demore para fazer algo especial? No sexo, é parecido. Você quer um prato feito rapidinho ou se dispõe a caprichar nos temperos, e depois saborear o manjar dos deuses? Pois as carícias são os temperos.

Por isso, aqui vai uma dica do livro   Saúde — A hora é agora, capítulo Relacionamento — O corpo inteiro para amar: invista mais nas preliminares.

Em geral, não utilizamos nem 30% do potencial erótico do nosso corpo. E os receptores de sensações estão nele inteiro. Basta você e seu (sua) parceiro(a) se tocarem bastante para os seus pontos preferidos aflorarem. Por falar nisso, você sabe quais são os seus?

“Quanto mais tempo o casal se dedica às preliminares, maiores tendem a ser a carga erótica e o prazer”, abre o jogo a psiquiatra e especialista em medicina sexual Carmita  Abdo,  professora livre-docente e coordenadora do Projeto Sexualidade  (ProSex) da  Faculdade de Medicina da USP.  “A mulher fica mais lubrificada e a penetração mais fácil, o que ajuda, ainda, a atingir o orgasmo. Para o homem saudável, cria condições para boas ereções.”

INFORME O QUE E COMO GOSTA — SEM ACANHAMENTO

Aproveitando a brecha, algumas e alguns desabafam:

– Ah… Mas meu parceiro não sabe do que eu gosto…

– Adoro meu marido, só que de uns tempos para cá não sinto desejo.

– Quando estou de TPM, meu tesão vai pra cucuia.

– Minha ex-namorada ia às nuvens; a atual, eu tento, tento, e ela não tem orgasmo. Será que se o meu pênis fosse maior…?

– Há um tempo saí com uma menina só porque ela me deu mole. Falhei! Desde então, perco o controle direto. Quando me dou conta, já gozei; minha companheira fica uma fera, diz que não ligo para o prazer dela. Juro que me importo.

Calma. Praticamente tudo em sexualidade tem explicação e – o melhor – solução. Na maioria das vezes, é questão de informação. Frequentemente, a mulher espera que o homem nasça sabendo fazer sexo, para que ela não precise comunicar o que gosta. O homem, por seu lado, habitualmente acha que as carícias que uma mulher adora a outra também vai amar, certo?

Ambos errados. Nem o homem é o “professor” nem a mulher a “aluna”. Cada pessoa é uma pessoa. Para descobrir onde “mora” o prazer do(a) parceiro(a), o casal tem de fazer tentativas. A mulher não deve se envergonhar de comunicar o que lhe agrada, assim como o homem também não.

No Brasil, 3,4% dos brasileiros nunca se masturbaram, contra 34% das brasileiras. Portanto, se você ainda desconhece todas as suas áreas erógenas, sempre é tempo de elas serem exploradas. Prazer é questão de foco, duração e intensidade.

A mulher tem de aprender a identificar suas áreas prediletas de carícias e o homem a detectar novas. Seria o clitóris ou a vagina? O abdome, o pescoço ou os seios? Os lábios ou a sola do pé? Por acaso a cabeça ou o corpo do pênis? A região do umbigo ou a da nuca? Os lábios ou as costas? É tudo junto? Ou junto com o quê? Pegue a mão do(a) parceiro(a) e o(a) oriente. Você é que tem de lhe dizer: Está ótimo aí, continue!; Aqui, não!

Agora, não é fazer um carinho rápido e pronto. É preciso um tempo para o estímulo sair das terminações nervosas existentes nas áreas externas do corpo, chegar ao cérebro, informar que algo prazeroso está sendo feito e voltar sob a forma de sensação agradável. Além disso, você tem de informar sobre a intensidade dos toques naquele instante. São os movimentos lentos ou rápidos? Mais superficiais ou profundos? Em circular ou ziguezague?

“Se você silenciar, acabará entrando e saindo da relação sem a menor excitação, provavelmente não sentirá prazer, e o sexo se tornará desagradável”, observa Carmita. Se o(a) parceiro(a) for realmente legal, ficará feliz em tomar conhecimento das suas preferências para lhe satisfazer.

Portanto, nada de acanhamentos. Informe-o(a) das suas predileções, pois ninguém tem bola de cristal. Só assim o prazer de ambos poderá ser explorado ao máximo.

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Professor Mílton: Para prevenir anencefalia, ácido fólico nas gestantes

Publicado em: 17 de abril de 2012

por Conceição Lemes

É definitivo. A mulher grávida de feto anencéfalo pode  interromper a gestação ou levá-la adiante, sem ter de entrar na Justiça.  Na semana passada por 8 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF), num julgamento histórico,  decidiu que, nesses casos, não é crime a antecipação terapêutica do parto.

A anencefalia resulta de um defeito do tubo neural (estrutura embrionária que dá origem ao cérebro e à medula espinhal). O feto não tem cérebro, calota craniana e couro cabeludo.

É uma doença multifatorial. Os cientistas não sabem exatamente a causa. O que sabem é que resulta da interação de componente genético com ambiente. Em outras palavras: existem alguns genes que predispõem à doença e algum fator ambiental faz com que ela se manifeste.

“A ingestão insuficiente de ácido fólico, ou folato, é um dos fatores ambientais”, informa o professor Mílton de Arruda Martins, titular de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP. “Gestante com deficiência dessa vitamina do complexo B tem maior risco de gerar bebê com defeitos graves do tubo neural, entre os quais anencefalia e espinha bífida [fechamento incompleto da coluna vertebral].”

A boa notícia. Várias pesquisas já demonstraram que existe diminuição de defeitos do tubo neural em bebês cujas mães tomam suplementação de folato na gravidez. O ácido fólico ajuda a prevenir esses graves problemas congênitos.

O ácido fólico é encontrado em castanhas, vegetais de folhas escuras, cereais integrais, levedo, fígado e leguminosas, como feijão e lentilha. Portanto, em mulheres que desejam engravidar, o consumo de alimentos ricos em folato é fundamental. Suplementação significa ingerir comprimidos dessa vitamina do complexo B.

“Além de uma dieta rica em alimentos contendo ácido fólico, é indispensável a gestante fazer de suplementação dessa vitamina”, orienta o professor Mílton de Arruda Martins. “A suplementação deve ser iniciada três meses antes da gestação”.

A razão é simples. Como os defeitos do tubo neural aparecem nas primeiras semanas de desenvolvimento do feto, o ideal é a mulher estar tomando ácido fólico — atenção! — antes de engravidar. Converse  com o seu médico a respeito.

Leia também:

Nascituro: Ninguém assume a sua paternidade nem maternidade na MP 557

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Atividade física: Quando consultar o médico antes

Publicado em: 29 de fevereiro de 2012

por Conceição Lemes

— É preciso avaliação médica antes de começar uma atividade física?

É uma pergunta que muitos leitores e leitoras fazem aqui, no Blog da Saúde.

“A resposta é não para a maioria das pessoas que pretende caminhar, dançar, pedalar, andar na esteira ou na bicicleta ergométrica”, orienta o professor Mílton de Arruda Martins,  titular de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP, e um dos autores do livro Saúde — A hora é agora. “Essas atividades praticamente não trazem riscos à saúde, já que são de intensidade leve ou moderada.”

Porém, se quiser, consulte o seu médico.

“Já quem sofre de algum problema de saúde ou tem alguma dúvida sobre a sua ou deseja praticar atividade física intensa – corrida, por exemplo –, a avaliação médica prévia é fundamental”, adverte o professor. “Nesses casos, ela é necessária qualquer que seja a sua idade.”

O Departamento Nacional de Saúde e Bem-Estar do Canadá criou o questionário abaixo.

Responda sim ou não às sete perguntas:

1) Alguma vez seu médico lhe disse que você tem algum problema de coração e só pode fazer exercício físico sob orientação médica?

2) Você sente dor no peito quando pratica atividade física?

3) Você teve dor no peito no último mês?

4) Você já perdeu a consciência ou caiu por causa de tontura?

5) Você tem algum problema nos ossos ou nas articulações que poderia piorar pela atividade física que pretende fazer?

6) Seu médico já prescreveu alguma medicação para sua pressão arterial ou seu coração?

7) Você sabe de algum motivo de saúde que o impediria de fazer atividade física sem supervisão médica?

Se respondeu não às sete questões, pode iniciar atividade física leve ou moderada, sem ir ao médico.

Porém, se disse sim a qualquer uma delas, procure um antes, mesmo que a atividade física seja leve ou moderada. É uma consulta normal. O médico vai conversar com você, medir sua pressão arterial, auscultar seu coração e pulmões e eventualmente solicitar alguns exames.

Por exemplo, teste ergométrico: a pessoa, enquanto caminha na esteira ou pedala na bicicleta até o coração atingir frequência bastante alta, é submetida a um eletrocardiograma. Muitas vezes durante esse esforço detectam-se alterações nas artérias que irrigam o coração. O
fato de o exame dar alterado não impossibilita a atividade física; apenas é preciso que seja sob orientação.

A propósito:

1) Hipertensos, diabéticos, cardíacos ou pacientes com problemas nos pulmões podem e devem se exercitar; somente necessitam de avaliação médica prévia e, depois, de orientação de um médico, um educador físico ou de um fisioterapeuta.

2) Quem respondeu sim a uma das perguntas mas faz atividade física regularmente, já passou pelo teste. Não precisa consultar um médico, a menos que decida mudar de intensidade ou sinta algum tipo de malestar durante o exercício.

3) Caso agora tenha respondido não às sete perguntas, e no futuro tiver tontura ou dor no peito, nos ossos ou nas articulações, consulte rapidamente um médico antes de prosseguir.

Leia também:

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Rocinha: Preconceito social, problema de saúde pública?

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Check up: Conversa é a parte mais importante da consulta

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Check up: Conversa é a parte mais importante da consulta

Publicado em: 29 de setembro de 2010

por Conceição Lemes

Check ups com maior número de exames laboratoriais e inovações tecnológicas são a preferência nacional. Quanto mais testes realizados, mais valorizados. Porém, ao contrário do que muitos imaginam, exames de laboratório não previnem doenças.

A advertência é do médico Mílton de Arruda Martins, professor titular de Clínica Médica da Faculdade da USP, no livro Saúde – A hora é agora. Ele é um dos autores.

“Prevenção e promoção de saúde só se conseguem com estilo de vida saudável: exercícios regulares, não fumar, sexo seguro, cinto de segurança, entre outros cuidados”, afirma o professor Martins. “Consequentemente, as orientações dos profissionais de saúde envolvidos no atendimento fazem a diferença. Sem elas, o check-up não serve para nada.”

O MÉDICO DEVE PERGUNTAR MUITO E OUVIR MAIS AINDA

A prática do check-up de saúde começou na década de 1960 e tomou fôlego nos anos 1970. O termo foi emprestado da revisão de material da engenharia mecânica e incorporado à medicina como avaliação periódica de saúde.

A finalidade é avaliar a sua saúde no momento em que é realizado. Mais precisamente, rastrear determinadas doenças, visando ao diagnóstico precoce em pessoas assintomáticas, ou seja, que não sentem nada e estão muito bem, obrigada.

Ele não precisa ser em serviço especializado ou no ambulatório da empresa; pode ser com o seu próprio clínico geral. É recomendável a homens e mulheres. Para um adulto sem doença e com menos de 50 anos, basta pelo menos uma avaliação de saúde a cada dois anos; acima de 50, uma por ano.

“A conversa, para saber sua história pessoal e familiar de doenças, queixas atuais e antigas, é a parte mais importante da consulta”, ressalta Martins. “Associada ao exame físico, fornece os principais dados para o médico ir atrás das doenças de cada pessoa.”

Por isso, a conversa deve ser demorada: o médico deve perguntar muito e ouvir mais ainda. Eis algumas das perguntas obrigatórias e os respectivos motivos:

* Qual é a sua atividade profissional? É para, se necessário, indagar sobre possíveis problemas de saúde que decorrem do seu tipo de trabalho.

* Onde nasceu, viveu e mora? Determinadas doenças são preocupação apenas em certas regiões do Brasil. A resposta, portanto, pode fornecer pistas para o médico investigar problemas específicos.

* Tem alguma doença? Que medicamentos toma? Por exemplo, hipertensão, diabetes e colesterol elevado aumentam o risco de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame cerebral. Alguns remédios também podem colocar a sua saúde em risco, devido aos efeitos colaterais.

* Tem sentido ou observado algo diferente no corpo nos últimos tempos? Essas questões visam a identificar sintomas iniciais de eventual distúrbio.

* Tem antecedentes familiares de câncer, doença cardíaca ou diabetes? Quando existem casos na família, principalmente pais e irmãos, cuidados especiais são indispensáveis, inclusive avaliações de saúde e testes laboratoriais mais precoces.

* Está em dia com as vacinas? Adultos devem tomar algumas, e muitos não sabem disso.

* Tem praticado atividade física? Qual, quantos minutos diariamente, quantas vezes por semana? É para, dependendo do caso, indicar uma atividade física mais adequada.

* Fuma cigarro (industrializado, de palha, indiano ou de Bali), cigarrilha, charuto ou cachimbo? Quantos por dia? Há quanto tempo? Já pensou em largar? Qualquer que seja a sua idade, sempre é tempo para parar, e o médico pode orientá-lo sobre as melhores estratégias ou encaminhá-lo a serviços especializados.

* Consome bebida alcoólica todo dia? Quanto bebe por semana? Muitas vezes a pessoa passa da conta, sem ter consciência do abuso, e o consumo excessivo põe em risco a sua saúde e até a sua própria vida.

* Usa maconha, cocaína, crack ou ecstasy? Além de esclarecer sobre os riscos à saúde dessas drogas, o médico tem condições de indicar onde buscar ajuda para a pessoa dar um basta.

* Usa preservativo nas relações sexuais? A camisinha é um método eficaz para a prevenção da aids e outras doenças sexualmente transmissíveis.

* Como é o seu sono? Qualidade e quantidade são essenciais para uma vida saudável. Existem problemas que a orientação adequada resolve.

* Como é sua alimentação? Alimentação mais saudável ajuda a prevenir infarto do miocárdio, AVC, diabetes e vários tipos de câncer, entre outras doenças.

* Como anda seu humor? Tem se sentido para baixo, sem prazer, interesse ou disposição para as tarefas do dia a dia? O objetivo é descobrir quem tem depressão. O problema é frequente e piora muito a qualidade de vida, mas tem tratamento.

* Experimenta situações de risco de acidente ou violência no trabalho ou em casa? A identificação delas permite estabelecer estratégias de prevenção.

* Quantas vezes por dia escova os dentes? A higiene bucal adequada é essencial em todas as fases da vida.

* No lazer ou no trabalho, fica muito no sol? A exposição excessiva à luz solar aumenta o risco de câncer de pele, especialmente em quem tem pele clara. Uso de protetor solar é uma das maneiras de reduzir a ameaça.

* Está enxergando bem? E a sua audição, como anda? Para detectar problemas de visão e/ou audição.

– Ah, é pergunta demais! Demora muito, não tenho tempo a perder…

Acredite: não é invasão de privacidade nem tempo perdido ou exagero. A avaliação periódica de saúde só acontece uma vez a cada um ou dois anos, dependendo da sua idade. Logo, a conversa aprofundada é vital.

Fornece as principais pistas para rastrear sintomas e sinais que possam indicar doença em fase inicial e mereçam investigação. “Portanto, não minta nem omita”, aconselha Martins. “Pistas erradas muitas vezes atrasam diagnósticos, tratamentos e até impedem prevenções adequadas.”

A etapa seguinte ao check up é o exame físico. É importante sempre verificar: peso, altura e circunferência abdominal (devido à obesidade, que aumenta o risco de diabetes, infarto do coração, AVC e alguns tipos de câncer, entre outras doenças), pressão arterial e visão.

EXAMES INDISPENSÁVEIS A TODOS OS ADULTOS

A combinação da conversa com o exame físico é que determina o passo seguinte: os testes laboratoriais. Eles são importantes para pesquisar distúrbios que possam estar presentes, mas ainda não dão sintomas ou sinais.

O Centro de Promoção da Saúde do Hospital das Clínicas de São Paulo,  o CPS do HC-SP, recomenda de rotina para adultos apenas os seguintes exames:

1) Colesterol total e frações – É fator de risco importante para doenças nas coronárias (artérias que irrigam o coração) e AVC.

2) Glicemia – Verifica se a pessoa tem diabetes, que é o aumento do “açúcar” no sangue.

3) Densitometria óssea – Para saber se a mulher tem osteoporose.

4) Mamografia – Destina-se ao diagnóstico precoce do câncer de mama.

5) Papanicolau – Visa a diagnosticar câncer do colo do útero bem no início.

6) Pesquisa de sangue oculto nas fezes – Objetiva a detecção precoce de câncer no intestino grosso ou colorretal (cólon e reto).

“Esses testes são obrigatórios na avaliação periódica de saúde, mesmo que você esteja muito bem”, frisa o professor Martins.

Mas se pela avaliação clínica houver suspeita de algum problema, o médico pode solicitar mais exames. É igualmente necessário a pessoas em situações que implicam maior perigo à saúde.

— Ah, mas há médicos que não gostam de dar muitas explicações…A gente pergunta, eles não dão bola… Eles não gostam de ouvir…Se respondem, a gente não entende…

Verdade. Verdade. Verdade. Verdade. Mas não se intimide. Você tem direito a esclarecimentos não só sobre as questões levantadas acima, mas também sobre os exames que ele solicitar.  Por exemplo: Qual o objetivo do teste? Tem risco? Qual?  Informe-se antes de fazer os exames. Pese os prós e os contras e tome a decisão.

“Juntando o que foi detectado na conversa, no exame físico e nos testes, o médico deve orientar sobre o que é necessário para diminuir ou evitar riscos futuros à sua saúde”, arremata  o professor Martins. “As orientações do médico e dos demais profissionais de saúde envolvidos no check up são mais importantes do que os exames de laboratório solicitados.”

Nota do Viomundo: Esta repórter é um dos três autores do livro Saúde — A hora é agora. O professor Mílton de Arruda Martins e o médico Mario Ferreira Jr, coordenador do CPS-HC-SP, são os outros.