Mulheres unem-se em defesa da política integral de saúde

Unificar-001UNIFICAR PARA CONQUISTAR DIREITOS: MULHERES DESTACAM POLÍTICA INTEGRAL DE SAÚDE 

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A importância da unidade para a construção de uma política integral de saúde das mulheres foi o centro das discussões realizadas na tarde de sexta-feira (18/08), durante a 2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres (CNSMu).

O assunto foi tema do eixo Políticas Públicas para as Mulheres e a Participação Social.

Para as participantes de todo o Brasil, a sociedade unida, mobilizada e articulada nos mais diferentes espaços é a saída para garantir a luta em defesa da saúde e da vida das mulheres, respeitando todas as especificidades.

O conceito de integralidade e os desafios para a política de assistência integral também ganharam espaço entre as discussões.

Segundo a representante do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), Ana Maria Costa, é necessário refletir se um conjunto de pequenos programas e micropolíticas formam a integralidade.

“Se a integralidade é atender a todas a demandas em todas as fases da vida e em todas as especificidades de gênero que necessitamos, seria correta a dinâmica do fatiamento de serviços em varias ofertas?”, questiona Ana Costa.

“É necessário a retomada urgente de políticas integrais de fato, que contemplem todas as nossas especificidades”, avalia.

Já a coordenadora nacional da 5ª Marcha das Margaridas, Alessandra Lunas, a integralidade “é um chamado a cada uma de nós para uma luta conjunta, em todos os espaços que tenham qualquer impacto direto na saúde das mulheres”, afirma, citando a consequências das reformas Trabalhista e Previdenciária, propostas pelo Governo Federal, na vida das mulheres do campo.

“As mulheres rurais morrem cinco anos mais cedo do que os homens. Você imagina o impacto da reforma da previdência na vida destas mulheres”, questiona.

“É necessária a defesa radical do sistema de seguridade social, porque nesse contexto de desmonte as mulheres serão as grandes vítimas mais uma vez, já que toda tensão das desigualdades sociais sempre recai sobre elas”, completa Ana Costa.

A desigualdade racial, os preconceitos, a violação de direitos, e as mais diferentes formas de discriminação também foram questões discutidas.

“Cotidianamente surge alguma política para cortar direitos. É necessário que tenhamos resistência e que façamos uma unidade entre sociedade civil, já que estamos adoecendo com esse processo violento que esta sendo imposto por esse governo”, avalia a representante da Marcha das Mulheres Negras, Ângela Martins.

“Acredito que união dos povos e resistência, daqui a 3 ou 4 anos, mudará essa realidade. Não é possível que esse governo continue da forma como está”, completa a ativista.

A 2ª CNSMu reúne cerca de 1800 mulheres em Brasília, oriundas de diferentes estados e regiões brasileiras, com uma ampla diversidade cultural, religiosa e social. Ela ocorre no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, até domingo (20/08).

Ascom CNS