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Em briga de marido e mulher se mete a colher, sim!

publicado em 09 de julho de 2010 às 22:46

por Conceição Lemes

Janeiro. O ex-marido de Maria Islaine de Morais, 31 anos, a executa  diante das câmeras de vídeo do seu salão de beleza em Belo Horizonte (MG).

Abril. Orestina Soares, 53 anos, de Duque de Caxias (RJ), é assassinada a pedradas pelo namorado. Engenho de Dentro (RJ): Dayana Alves da Silva, 24 anos, morre devido a queimaduras dois meses de o ex-marido atear-lhe fogo no corpo. Mônica Peixinho, 28 anos, é morta com um tiro na nuca em Lauro de Freitas (BA); seu companheiro é o principal suspeito é seu companheiro.

Maio. Mércia Nakashima, 28 anos, é assassinada em Nazaré Paulista (SP); seu ex-namorado é o principal suspeito.

Junho. Eliza Samudio, 25 anos,  é  assassinada em Vespasiano (MG) porque tentava provar que Bruno, ex-goleiro do Flamengo, era pai do seu filho.

A imensa maioria, porém, dessas estúpidas tragédias femininas não sai nos jornais. No Brasil, agressões contra as mulheres ocorrem a cada 15 segundos. Quanto mais machista a cultura local, maior a violência contra a mulher. Os responsáveis por seus assassinatos são principalmente os atuais ou antigos maridos, namorados ou companheiros.

O Mapa da Violência no Brasil 2010, feito com base no banco de dados do Sistema Único de Saúde (DataSUS), revela:  entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio, o que significa dez mulheres assassinadas por dia no país.

“As mulheres são menos vítimas de assassinatos do que os homens”, explica Julio Jacobo Wiaselfisz, autor do estudo. “Porém, o nível de assassinato feminino no Brasil fica acima do padrão internacional. Enquanto aqui ocorrem 4,2 assassinatos femininos por 100 mil habitantes, na maioria dos países europeus, os índices não ultrapassam 0,5 caso por 100 mil.”

CRESCE PROCURA PELO DISQUE 180; MAIORIA MORA COM AGRESSORES

Essa semana a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), divulgou o número de atendimentos de janeiro a maio de 2010. Somaram 271.719, um aumento de 95,5% em relação aos primeiros cinco meses de 2009 (138.985).

Nesse período, a Central 180 registrou 51.354  relatos de violência. Foram  29.515 casos de violência física, 13.464 de violência psicológica, 6.438 de violência moral, 887 de violência patrimonial, 1.060 de violência sexual, 42 situações de tráfico e 207 casos de cárcere privado.

“A procura pelos serviços da Central 180 aumentou nos primeiros cinco meses de 2010 devido à campanha nacional ‘Uma vida sem violência é um direito de todas as mulheres’, realizada no final de 2009”, acredita a ministra Nilcéa Freire, da SPM. “Também por causa da maior divulgação da Lei Maria da Penha.”

O  relatório SEPM deste ano traz informações inéditas:

* 39,8% declararam que sofrem  violência desde o inicio da relação.

*  38% disseram que a relação com o agressor tem mais de 10 anos de duração.

* 71,7%  residem com o agressor.

* 68,9% relataram que os filhos presenciam a violência; 15,6 dos filhos sofrem também violência.

* 58, 2% das mulheres que buscam o Disque 180 têm entre 20 e 45 anos, 68,3% estão casadas ou em união estável e 28,9% possuem nível médio de escolaridade.

E VOCÊ, JÁ FOI VÍTIMA DE VIOLÊNCIA MASCULINA?

Pense um pouco na convivência com seu marido, companheiro, noivo, namorado. Alguma vez ele:

1) Xingou-a ou fez com que você se sentisse mal a respeito de si mesma?

2) Depreciou ou humilhou você diante de outras pessoas?

3) Ameaçou machucá-la ou alguém de que você gosta, como pessoas queridas ou animais de estimação?

4) Deu-lhe um tapa ou jogou algo em você que poderia machucá-la?

5) Empurrou-a ou deu-lhe um tranco/chacoalhão?

6) Deu-lhe um chute, arrastou ou surrou você?

7) Ameaçou usar ou realmente usou arma de fogo, faca ou outro tipo de arma contra você?

8) Forçou-a fisicamente a manter relações sexuais quando você não queria?

9) Você teve relação sexual porque estava com medo do que ele pudesse fazer?

10) Forçou-a a uma prática sexual degradante ou humilhante?

“Se respondeu afirmativamente a pelo menos uma dessas perguntas, você já foi ou está sendo submetida à violência por parte do parceiro”, alerta a médica Lilia Blima Schraiber, professora do Departamento de Medicina Preventiva da  Faculdade de Medicina da USP, no capítulo Relacionamento do livro Saúde – A hora é agora. As questões 1, 2 e 3 indicam violência psicológica; 4, 5, 6 e 7, violência física; e 8, 9 e 10, violência sexual. Freqüentemente, os três tipos estão sobrepostos.

No livro, a professora Lilian Blima Schraiber, que pesquisa a violência contra a mulher, responde algumas dúvidas muito comuns:

– Mas essas situações não seriam apenas agressão ou abusos?

– Uma fala rude, um tapinha, um empurrão ou um beliscão não são normais entre casais?

Não. E não. Todas essas vivências são formas de violência e causam prejuízos à saúde física e mental. Só que as próprias mulheres nem sempre as percebem como violência, pois provocam uma dor sem nome. Pior. Por desinformação, desconhecimento dos seus direitos, vergonha, medo, insegurança econômica, amor pelo agressor, falta de apoio familiar e social, entre outras dificuldades, freqüentemente agüentam caladas. É como se esse fosse o único destino.

O preço do silêncio é alto: a escalada da violência doméstica e a busca tardia de saídas, quando às vezes vidas – da mulher, dos filhos ou do parceiro – estão em risco. Agudos ou crônicos, sinais e sintomas dos sofrimentos e abusos se distribuem por todo o corpo: desde diarréias, sangramentos vaginais, doenças sexualmente transmissíveis, dores de cabeça, musculares, abdominais e no peito, até depressão, ansiedade, negligência dos autocuidados, abuso de álcool e outras drogas e suicídio.

– Então, o que fazer?

Violência à mulher é problema de saúde pública. Se pintar briga, discussão, desentendimento, ciúmes, sente-se para conversar com o parceiro. O ideal é resolver tudo por meio do diálogo, inclusive a eventual separação. Agora, se for difícil lidar sozinha com a situação, busque ajuda de amigos, familiares, organizações não-governamentais, delegacias da mulher. A violência pode aumentar de intensidade e colocar em risco você e sua família. Aja enquanto ela ainda não descambou para a tragédia.

“Em briga de marido e mulher se mete a colher, sim”, avança Lilia Schraiber, pondo abaixo um velho e arraigado ditado popular.  Bruno, ex-goleiro do Flamengo, usou-o em março para defender Adriano,  então colega de time, que havia batido na noiva.

“Muitas vezes a própria mulher não tem consciência da ameaça”, observa Lilia Schraiber.    Se é  você amiga, vizinha ou parente, dê-lhe um toque. Se perceber que a situação está fora de controle, não hesite em chamar a polícia. O silêncio e o imobilismo são cúmplices da violência. Os comportamentos agressivos transgridem os direitos humanos. Questão de respeito ao direito e à dignidade da pessoa.

– Mas os homens também não são vítimas de violência doméstica, não são?

Com certeza, são. Mas as grandes vítimas da violência doméstica são as mulheres, as crianças (os meninos, mais a física; e as meninas, mais a sexual) e os idosos. Tanto que, segundo estudos feitos no Brasil e no exterior, mais de 90% das violências perpetradas contra a mulher ocorrem no ambiente familiar, e o agressor é pessoa conhecida – freqüentemente, o parceiro. Já entre os homens é o inverso. Mais de 90% dos atos de violência são cometidos por outros homens, geralmente desconhecidos, e em espaços públicos.

“Apesar dessas diferenças de taxas, toda e qualquer violência deve ser prevenida: no espaço público e privado, contra mulheres, homens, crianças e idosos”, frisa Lilia. “De novo, uma questão de respeito ao direito e à dignidade humana.”

COMO SE PROTEGER MAIS: USE ESTAS ARMAS A SEU FAVOR

Conheça a Lei Maria da Penha na íntegra – Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Central Disque 180 –  É o disque-denúncia para violência contra a mulher. Vale para todo o território nacional, e a ligação é gratuita. Atende todos os dias, inclusive finais de semana e feriados, durante as 24 horas.

A Central funciona com atendentes capacitadas em questões de gênero, nas orientações sobre o enfrentamento à violência contra a mulher e, principalmente, na forma de receber a denúncia e acolher as mulheres.

Além de encaminhar os casos para os serviços especializados, a Central fornece orientações e alternativas para que a mulher se proteja do agressor. Ela é informada sobre seus direitos legais, os tipos de estabelecimentos que pode procurar, conforme o caso, dentre eles as delegacias de atendimento especializado à mulher, defensorias públicas, postos de saúde, instituto médico legal para casos de estupro, centros de referência, casas abrigo e outros mecanismos de promoção de defesa de direitos da mulher.

Cfemea – Oferece informações sobre legislação e direitos da mulher.

Secretaria de Políticas para Mulheres – Entre outros assuntos, contém uma relação de serviços de atendimento específicos para a mulher.

Reiteramos. Em briga de marido e mulher, namorado e namorada, companheiro e companheira,  se mete a colher, sim! É por todas nós, mulheres. É também por todos vocês, homens.

Nota do Viomundo: O livro Saúde — A hora é agora, publicado pela editora Manole, tem como autores a repórter Conceição Lemes, o médico Mílton de Arruda Martins, professor titular de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP, e o médico Mario Ferreira Junior, responsável pelo Centro de Promoção de Saúde do Hospital das Clínicas de São Paulo.

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Ronco alto? Todas as noites? Cuidado, pode ser apneia | Viomundo - O que você não vê na mídia

04/09/2011 - 13:01

[…] Em briga de marido e mulher, se mete a colher, sim! […]

Responder

EDINEA

26/08/2010 - 11:04

Conceição.
Solicito sua autorização para publicar este seu artigo em um jornal local que iniciaremos no inicio de setembro.
Circulará nas cidades de Igarapé, São Joaquim de Bicas e Betim – MG.

Claro, daremos os devidos créditos.

Responder

Adilson (E agora?)

23/08/2010 - 00:55

Cara Conceição

sugiro o pequeno texto : E os outros quinhentos? – sobre o caso de Sirley Dias, a empregada doméstica agredida gratuitamente por jovens na saída de um condomínio na Barra da Tijuca, aqui no Rio.

está lá no blog (16/08)

um abraço!

Adilson

Responder

Ed.

06/08/2010 - 15:29

Caso real e exemplar de "meter a colher":
Um presidente estrangeiro de um multinacional, cujo motorista era um "negão careca", tipo "NBA", estava com sua esposa, sendo conduzido por ele para algum lugar.
Começa a discutir com a esposa e em seguida dá-lhe um tapa! E outros mais… No terceiro ou quarto, o motorista estacionou, virou-se para trás e disse: "Desculpe patrão, mas na minha frente o senhor não vai bater na sua mulher não!
O executivo, com sotaque carregado, retruca: "Meta-se no seu vida e dirija!"…
Sob a ameaça de perder seu emprego, manteve-se parado e firme: "Desculpe, dotô, mas não vou deixar! Sr. que sabe!".
A briga acabou, fez-se o silêncio e ele retomou o curso…
Continuou motorista dele até o fim do seu mandato no país.
Por que sei que é verdade? Porque conhecia os três… e ouvi um relato similar de cada um deles, separadamente.

Responder

Marcelo

31/07/2010 - 18:14

Apesar de sair um pouco do tema, ainda trato da condição feminina, pois não vejo estas questões serem muito discutidas no Viomundo. Tendo em vista o caso da iraniana condenada à morte por apedrejamento e o filme "Flor do Deserto" indago o seguinte: Uma grande feminista, a editora Danda Prado, quando estava mais atuante no espaço público, nas décadas de 1970 e1980, reclamava da esquerda ortodoxa da época. Tratava de um tema espinhosíssimo (não necessariamente para mim, que sou meio universalista, e que acredito em valores universais, aos quais o respeito à diferença não deve justificar quaisquer barbaridade) para os "bem pensantes": a mutilação genital feminina, presente em países africanos (e em alguns poucos asiáticos), praticado sob precárias condições de higiene como forma de regrar a sexualidade feminina (preservar virgindade, evitar adultério, etc) e com sequelas físicas e psíquicas graves. Então ela protestava contra isso e o pessoal mais ortodoxo reclamava que intervir nessas assuntos, questionar as autoridades desses países seria uma forma de "imperialismo". Ora, se o pensamento de esquerda prega a igualdade entre os seres humanos, acima das diferenças de classe, gênero demais e contingências sociais e históricas(pois as culturas humanas são elementos dinâmicos e em constante mutação) por que tanta indecisão, reticências para discutir estes problemas. O fato de existir muita violência contra a mulher no Brasil (temos legislação relativamente avançada e, olha que não me recordo de casos de mutilação genital ou lapidação pública com apoio estatal) não significa que somos indiferentes aos problemas do mundo. Não parece contraditório tudo isso?

Responder

    Marcelo de Matos

    01/08/2010 - 09:53

    De Marcelo para Marcelo, devo dizer que, em política internacional, não se deve meter a colher nos costumes alheios. Os portugueses e espanhóis, na época da colonização, cristianizaram os índios. O correto, a meu ver, seria que respeitassem sua cultura, ao invés de liquidá-la. Máximo Gorki, em alguns de seus romances, usando a metalinguagem, dirige-se ao leitor insurgindo-se contra o costume bárbaro dos russos de bater nas mulheres. Não sei se os russos ainda batem nas mulheres, mas, o que nos importa é que comprem o nosso café e nos mandem a vodca. Seus problemas domésticos não nos dizem respeito. A mídia faz de tudo para indispor o governo brasileiro com o Irã, através de todo tido de mexerico: a produção de armas nucleares, as mulheres apedrejadas e não sei mais o quê. Quem somos nós para darmos exemplos ao mundo? O “modus vivendi” de muitas de nossas marias chuteiras escandaliza até o New York Times, que o chama o caso Elisa de “macabro”. E não se trata de um caso isolado: o arrivismo tem feito a cabeça de muitas de nossas jovens.

    Ed.

    06/08/2010 - 15:44

    Tudo aquilo que é estranho a minhas crenças, princípos e valores me causa desde simples estranheza e curiosidade até repugnância e indignação.
    Mas há diferenças, por ex. entre suicidas depressivos, kamikazes, coletivos ou muçulmanos em busca de Alá.
    Ou entre o assassino que mata a sangue frio, o soldado que mata por obrigação e outro por convicção.
    Ou a execução legal, pelos mais variados meios, ou religiosa (a "Santa" Inquisição)
    Quando entra o fator fé, crença, religião, até sacrifícios coletivos são "justificados".
    Portanto, infelizmente, o conceito de justiça e barbárie não é absoluto.
    "Graças a Deus", não tenho religião…mas respeito-as.

Ed.

30/07/2010 - 20:42

Conceição (ou quem modera):
Como o tema aqui é "meter a colher", contei aqui um caso exemplar (e real) de um motorista de presidente estrangeiro de multinacional, mostrando que preto e pobre (só não era pu…) que impediu que o patrão, branco, rico e estrangeiro, batesse na sua mulher dentro do carro, mesmo correndo o rsco de perder o (bom) emprego (o que não aconteceu).
O comentário foi publicado. Depois sumiu. Foi tecnicamente perdido ou houve alguma "transgressão"?

Responder

    clemes

    31/07/2010 - 01:51

    Ed, não. Vou checar o que aconteceu. Abs

    Ed.

    31/07/2010 - 20:06

    Se não tem problema, posto de novo, não se preocupe…
    Cuidar do Encontro Nacional é bem mais importante… Abs.

Mc_SimplesAssim

28/07/2010 - 13:40

Olá, Conceição Lemes e demais leitores e comentaristas.

Sem que a antiga ordem burguesa seja derrubada ou caia de podre, é inútil discutir a hipocrisia que cerca essa instituição caquética conhecida por casamento cuja única finalidade é proteger o direito de herança.

É preciso despertar para o fato de que ninguém é de ninguém e que um contrato assinado na frente de um padre e/ou de um funcionário burocrático civil não garante a felicidade eterna de um casal.

Não defendo a violência doméstica, mas muitas vezes as mulheres provocam os homens dizendo a eles que não são machos o suficiente para socar-lhes a cara.

Nem todos tem o sangue frio requerido nessas horas.

É lamentável mas os os chamados jornalistas apresentadores de programas sensacionalistas que espirram sangue pela tela agradecem.

Ou como diria o Datena: – Isso é falta de Deus no coração!

Abraços

Responder

Ed.

28/07/2010 - 01:51

Quem se lembra do assassinato da socialite mineira Angela Diniz pelo playboy paulista "Doca" Street?
Foram passar uma temporada numa mansão em Búzios. Desentenderam-se por ciúmes, dela com um caseiro e/ou pescador local. Decidiu ir embora. Não se conformou e voltou, parece que flagrando os dois no ato…
Não hesitou: matou-a a tiros! (não me lembro se o pescador também).
Depois de julgamento no tribunal do Júri, foi absolvido! … por "legítima defesa da honra"! (teve um SR. advogado!).
Coube recurso, bem sucedido.
Depois teve o do diretor do Estadão, que matou pelas costas, sem defesa, por não aceitar um simples "não"..
Réu confesso, está solto.
De lá para cá, já há uma Maria da Penha, que já deixa claro que "um tapinha dói"!
Perfeito? Não! Dois passinhos pra frente, um pra trás, e vamos evoluindo…acho!

Responder

Marcelo de Matos

27/07/2010 - 20:21

A violência contra a mulher, que fez surgir a lei Maria da Penha, é grave, mas, não é o único, nem talvez o maior dos problemas penais do país. Temos a superlotação dos presídios; o encarceramento que não reeduca; a necessidade de colocar milhares de criminosos não recuperados na rua, por falta de celas disponíveis. Talvez fosse mais correto implantar a pena de morte que colocar na rua criminosos que vão matar mais inocentes. No entanto, isso já virou rotina. Tivemos, recentemente, os dois casos de Goiás, em que criminosos entraram no regime de progressão da pena e saíram do presídio para assassinar dezenas de pessoas. No caso de violência contra a mulher há o apelo do sensacionalismo: é a parte fraca. Os meninos assassinados em Goiás não eram menos frágeis. O aposentado assassinado a mando da amásia não era menos indefeso. As feministas deveriam defender a Susana Richtofen: ela já poderia ser beneficiada pela progressão. Não o permitem para salvar as aparências e melhorar a imagem da Justiça.

Responder

Marcelo de Matos

27/07/2010 - 19:44

Durante um ano trabalhei como escrivão de polícia. Ainda me lembro do que seria o meu primeiro trabalho. Uma mulher chegou para prestar queixa do marido que a havia espancado. Coloquei o formulário na velha Remington (eu era um bom datilógrafo) e ia começar a preenchê-lo. Ai, um velho investigador que estava sentado ali perto disse: Marcelo, não escreva nada por enquanto. E perguntou à mulher: há quanto tempo a senhora apanha do marido? Ela respondeu: faz, mais ou menos, oito anos. Então, ele aconselhou: não preste queixa. Vá para casa, tome um banho, coloque perfume e espere o seu marido. Depois de uma briga, nada melhor que uma boa reconciliação. Pode até comprar uma garrafa de vinho, se a senhora gostar. A mulher agradeceu o conselho e saiu feliz da delegacia. Eu perdi meu primeiro trabalho, mas, tive uma lição inesquecível. Até hoje não sei se há mulher que gosta de apanhar, ou se elas vivem com esses maridos por absoluta necessidade. Se existisse uma ONG para dar assistência social a essas mulheres seria bom, se é que conselho resolve.

Responder

Pedro Luiz Paredes

27/07/2010 - 18:18

As mulheres tem como ir e vir a hora que quiser, muitas agredidas não tem nem filhos. Acho um absurdo a mulher apanhar e continuar a viver com o cara, o que na maioria das vezes acontece. Então tem que apanhar mesmo, 10, 20 e 30 anos.
Só que mais um dado tem que ser levantado. Normalmente o homem que mata a mulher ou terceiros não a agride antes e isso porque a mulher faz absurdos para ferir o ego do homem ao invés de largar dele. Mostra o grau de maturidade emocional da mulher que premedita e age nas costas do parceiro. Mostra também o grau de autocontrole dos homens que tem sua estima ferida.
A legislação e a sociedade ajudam na mantência de relacionamentos fracassados e ai estão os que não acabam bem.

Responder

    beattrice

    27/07/2010 - 23:29

    "Então tem que apanhar mesmo, 10, 20 e 30 anos."
    Alguém precisa informar as pessoas que como estamos nos primórdios da civilização no tocante à violência contra a mulher neste país, não há por exemplo entre nós, as "casas de passagem" que possam permitir abrigo seguro àquelas que conseguem, por uma graça divina, prestar queixa e, por um milagre, terem a queixa reconhecida pelo juiz, e escaparem portanto ao algoz.

    Pedro Luiz Paredes

    27/07/2010 - 23:49

    Tem que apanhar mesmo, 50 anos!!!!
    Antes de apanhar ela sofreu violência psicológica, se mostrou passional, passou a apanhar e continuou a apanhar; ou seja, não merece nada além de apanhar.
    Elas tem bilhões de Km² para ir, tem lei (n° 11.340) que prende o marido tempo suficiente para elas arrumarem as malas, pegarem as crianças e irem embora, tem informação, pai, mãe e amigos, querem mais o que????
    Não precisa de casa de passagem coisa nenhuma, isso não é coisa de quem tem igualdade de direitos, isso é coisa de machista, alias, pelo visto tem muita mulher mais machista que muitos homens. Divagam sobre direitos, sempre prontas para apontar o dedo; a verdade é que não vêm a hora e não perdem a oportunidade de se cobrir em manto de proteção alheia, não hesitam um segundo em usar dessa prerrogativa, principalmente as casadas, que já assumiram um papel social mais próximo ainda culturalmente dessa realidade.
    Por isso, e só por isso estamos absurdamente atrasados nessa questão, estaríamos muito mais civilizados se essas mulheres não existissem, não procriassem, e não dessem a oportunidade de crianças serem educadas por esses boçais, já que serão novos boçais ou novas vítimas, propagarão essa prática.
    Um exemplo do exposto é quando uma mulher que apanha arranja outro homem disposto a tirar ela de casa, ela vai na hora e larga o agressor. Não consegue levar a vida com independência sem um macho alfa. Se acham independentes mas não conseguem ficar sem macho uma semana e adoram o papel de vítima.
    Quantas mulheres viraram a cara para pessoas que as defenderam de seus agressores pois voltaram a se relacionar com eles?
    Na verdade beattrice, não estamos nos primórdios da civilização mas essas mulheres com certeza são absurdamente primitivas para os dias de hoje..

Sexismo emburrece e mata « Dukrai's Blog

27/07/2010 - 15:12

[…] Seria saudável para todos nós se tragédias anunciadas como a morte de Eliza Samudio ou o estupro da adolescente de 13 anos por outros três adolescentes na casa de um deles, servissem para que Estado e sociedade como um todo refletissem e agissem para diminuir o número escandaloso de mulheres assassinadas ou estupradas por seus companheiros diariamente no Brasil. Teríamos menos Elizas, Mércias, Eloás, Julienes e seus bebês, Marias Islaines, Orestinas… […]

Responder

walter jr

27/07/2010 - 14:45

Piaui- 2 maridos assassinos em 2 dias. Todo dia tem um corno safado querendo lavar a honra no sangue.Sinceramente , isso tem que parar.
http://www.cidadeverde.com/mecanico-de-sao-luis-e
http://www.meionorte.com/efremribeiro,funcionaria

Responder

SOCIEDADE | Sexismo emburrece e mata « Blog do @lotsemann

24/07/2010 - 23:42

[…] Seria saudável para todos nós se tragédias anunciadas como a morte de Eliza Samudio ou o estupro da adolescente de 13 anos por outros três adolescentes na casa de um deles, servissem para que Estado e sociedade como um todo refletissem e agissem para diminuir o número escandaloso de mulheres assassinadas ou estupradas por seus companheiros diariamente no Brasil. Teríamos menos Elizas, Mércias, Eloás, Julienes e seus bebês, Marias Islaines, Orestinas… […]

Responder

Violência contra mulher ainda assusta | Blog do Marcelo Sereno

23/07/2010 - 14:22

[…] assunto foi tratado com destaque no site do jornalista Luiz Carlos Azenha, o Vi o Mundo, no começo do mês quando veio à tona do desaparecimento de Eliza Samúdio, ex-amante do goleiro […]

Responder

Jussara

17/07/2010 - 16:17

É espantoso que em toda essa tragédia envolvendo duas mulheres, brutalmente assassinadas por seus parceiros (e mais uma juíza sem coração), não se ouça uma voz de mulher ligada a algum movimento feminista ou feminino do nosso país, a não ser a da Secretaria das Mulheres, que publicou nota. Eu acompanho blogs, leio jornais, revistas, vejo TV, e não vi manifestação de nenhum grupo de mulheres, ou mesmo uma que já tenha tido algum destaque nesse movimento, tão importante nos anos 80. Onde está o movimento feminista, cheio de advogadas, jornalistas (eu, como jornalista e mulher, fiz parte do movimento feminista e feminino no sindicato dos gráficos), sociólogas, médicas, etc. Nem mesmo na política. Cadê a Marta Suplicy, que lutava pela emancipação sexual da mulher? Cadê a Marília Gabriela? Cadê Sílvia Pimentel? Cadê Beth Vargas, Suzana Kfhouri, Carolina, enfim, tantas mulheres batalhadoras naquela situação. Cadê Beth Mendes, Rita Lee, e tantas artistas. Será que desistiram, e não fizeram escola, não deixaram novas seguidoras, ao ver no que a brasileira se tornou nos anos 2000? Acho que a partir da Xuxa (eu tinha filha pequena na época, e proibia assistir o programa da Xuxa…), no Brasil, mas acho que pode ter acontecido nos outros países também, em que houve uma sexualização da criança, mostrada na TV e nas revistas – e que as crianças reproduziam em seus ambientes -, 24 horas por dia, mostrando o que elas tinham que ter de qualquer jeito, houve uma séria mudança no comportamento, ou na maneira de se educarem as crianças. Acho que as mães ficam perdidas tentando entender como passar valores para seus filhos – como estudar e trabalhar, pra ser alguém na vida -, enquanto a mídia mostra que "pra que estudar, trabalhar, ser honesto, "bobo", se você pode se dar bem na vida rebolando seu popozão, mostrando suas "melancias", expondo sua vida durante dois meses, dando todo tipo de golpe pra tirar o outro da jogada, pra ganhar um milhão, ou traficando, se prostituindo, fazendo um filho em jogador de futebol, em cantor de pagode, se sujeitando às piores humilhações, pra ter tudo que é mostrado na mídia, pra vender. E surgem meninas criadas dessa maneira: sem uma orientação familiar forte, elas topam fazer qualquer coisa pra se dar bem. É triste, porque é uma realidade que existe, e merecia até uma reportagem da mídia, mostrando essas “orgias”, cada vez mais comuns, pela freqüência que tem aparecido na imprensa, em que se misturam traficantes, pagodeiros, jogadores de futebol, artistas, políticos, e tantos outros pra quem o dinheiro vem fácil.
E eu, que sou feminista, já fiz parte de grupos, criei uma filha, hoje veterinária, independente e feliz, olho pra isso e sinto uma pena tremenda, ao lembrar que a gente brigou tanto para que a mulher conseguisse um papel de respeito e igualdade, e agora ver tantas jovens com esse pensamento, de grandeza, ganância, de achar que vão se dar bem aplicando u golpe, e no fim acabar que nem a Elisa.

Responder

    Marcelo de Matos

    18/07/2010 - 12:00

    Concordo com tudo, menos com a referência à “juíza sem coração”. O juiz não pode dar à lei abrangência maior que a conferida pelo legislador. A Lei 11.340/06, em sua ementa, indica que foi criada nos termos do art. 226, § 8º, da CF: “A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado”. §8º “O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações”. O art. 226, § 3º ainda destaca: “Para efeito de proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar a sua conversão em casamento”. Está claro, portanto, que a lei só se aplica à família legalmente constituída, ou a relações estáveis. Descabida sua extensão às três amantes de Bruno identificadas até o momento. O remédio jurídico só se aplica aos casos indicados na lei e na Constituição, da mesma forma que não se prescreve Cytotec (para úlcera) como abortivo.

    jonas

    19/07/2010 - 05:53

    É por aí Jussara. A mercantilização da felicidade e proliferação de conceitos como " pagando bem, que mal tem", deu-nos a sensação de que todos nos daremos bem na vida bastando para isso buscarmos ter e não ser.

    GRandes abarços

    Jordam

    23/07/2010 - 17:36

    Não há o que falar perfeito Jussa, parabéns pela analize perfeita.

    mariaelena13

    23/07/2010 - 18:25

    Concordo, a banalizção da violência é fato. Estou tb sentindo falata da indignção de nós feministas

Marcelo de Matos

17/07/2010 - 11:50

O feminismo é uma visão burguesa e unilateral da sociedade: vê os problemas de relacionamento dos casais como uma resultante da violência masculina. A problema é mais profunda: tem a ver com a decadência dos valores. Que são as “maria chuteiras”? São mocinhas despreparadas intelectual e moralmente que almejam o sucesso a qualquer preço. André Malraux, em A Condição Humana, não quis escrever um romance histórico: longe disso, a Revolução Chinesa é apenas o pano de fundo do drama existencial de Tchen, um terrorista determinado a atirar-se sobre o carro de Chang-Kai-chek, abraçado a uma bomba. O que leva as pessoas a essas situações extremas? Aqui não temos terroristas suicidas, mas, Bruno, Elisa, Macarrão, Bola, Fernanda (uma das três amantes) e Dayanne (a esposa legítima) são seis personagens à procura de um autor, como diria Pirandello. Há algo de humano nessas pessoas sem medo e sem escrúpulos? Parece que elas têm a vida para negócio.

Responder

    Sílvia Gomes

    28/07/2010 - 09:33

    Concordo com vc, Marcelo. Além disso, o marido violento não é apenas isso. Muitas vezes é tb um bom pai, bom marido (qdo está bem), trabalhador explorado, etc, etc. Então, o problema da violência doméstica não se resolve com encarceramento do violento nem com feminismo (como constatou a Jussara acima, que batalhou a vida toda e vê com tristeza a violência doméstica ainda ocorrer). A mulher que briga com o marido e sai machucada fisicamente, muitas vezes gosta dele e espera que isso não mais aconteça. Sem entrar na questão social, complexa demais, é preciso investir no tratamento psicológico do casal, tanto do agressor como da agredida. Na minha opinião, quanto mais cedo o dilema é reconhecido e tratado, melhor.

Paulo Rogério

15/07/2010 - 23:29

O que é mais impressionante é que, diante de tanta violência e descaso das autoridades, os senado federal quer é discutir e aprovar o casamento gay. com tanta coisa pra se preocupar e cuidar…

Responder

    Marcelo de Matos

    17/07/2010 - 12:22

    Caro Rogério. Nem vou entrar no mérito da questão, embora ache certíssima a aprovação do casamento gay. A Argentina já aprovou e, segundo o UOL, os portenhos já estão faturando alto com o turismo gay. Aqui o jogo é ilegal, embora você encontre máquinas caça-níquel nos fundos da maioria de nossas padocas. Enquanto isso o turismo de jogo desloca-se para os países hemanos, nossos vizinhos. Pelo andar da carruagem, o casamento gay e o jogo poderão continuar proibidos no Brasil enquanto os hermanos faturam e agradecem.

Tiago

14/07/2010 - 21:32

Margarida está certa, o problema é que, quando somente se tem opinião copiado do senso comum, sem espírito crítico de enxergar alem do que a midia coloca, rotula-se quem tem coragem de expor sua opinião contraria, no caso da opinião de Margarida, está bem claro que não favorece a Bruno. Se não sou um suicida e estou a beira de um precipicio claro que não vou me jogar nele e sim me afastar e procurar meios de contornar. O que percebo tambem é que os homens estão perdendo a paciencia com mulher interesseira e como a impunidade grassa no pais, os meios de livrar delas estão sendo estes absurdos. Se ficarem impunes, voces verão mais carnificina no futuro…

Responder

Depaula

11/07/2010 - 23:14

Eliza pode ter sido vítima do tráfico
Da redação – 11/07/2010 – 00:19

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga uma segunda motivação para o assassinato da modelo Eliza Samudio – além da briga pelo reconhecimento da paternidade de seu filho por parte do goleiro Bruno Fernandes. A jovem teria descoberto um suposto esquema de tráfico de drogas comandado pelo braço-direto do atleta do Flamengo, Luiz Henrique Ferreira Romão, o “Macarrão”. Eliza teria pressionado Macarrão a negociar com Bruno a realização de um exame de DNA. Caso contrário, ela iria à imprensa denunciá-lo.
Conforme informou uma fonte da Polícia Civil ao HOJE EM DIA, o esquema de tráfico de drogas que seria comandado por Macarrão funcionaria em morros do Rio de Janeiro e na Região Metropolitana de Belo Horizonte, principalmente em Ribeirão das Neves e Vespasiano.
Ainda de acordo com a polícia, um traficante que teria recebido R$ 70 mil para dar um fim aos restos mortais de Eliza trabalharia para Macarrão. http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/hoje-em-dia/mi

Responder

Depaula

11/07/2010 - 22:53

Família de Mércia Nakashima espera
punição exemplar para culpados
Para irmão, não há dúvidas sobre culpa de Mizael; ex-policial nega crime

..Um dia após a Justiça de Guarulhos, na Grande São Paulo, decretar a prisão do ex-policial Mizael Bispo, a família de Mércia Nakashima diz que o fato de ele não ter se entregado à polícia é “mais um indício da culpa” do ex-namorado da advogada. Para os parentes, Bispo é o culpado pela morte de Mércia. Na noite do sábado (10), o delegado Antônio Olin, que investiga o caso, também afirmou que o culpado pelo crime é o ex-policial. A defesa de Bispo nega qualquer envolvimento no episódio.

Márcio Nakashima, irmão de Mércia, afirmou que, agora, tudo que a família espera é que seja aplicada aos culpados uma “punição exemplar”.

Responder

Pedro Ayres

11/07/2010 - 21:07

Conceição Lemes
Ainda na linha de seu pensamento e com o fito de dar mais alguns elementos para o debate e à reflexão, anexo o documentário do brilhante, mas falecido, Adam Curtis, em que o problema da sociopatia cotidiana. que de muito nos preocupa, é esmiuçado com lucidez e crueza. Acredito que a visão desse documentário – La Trampa – poderá nos dar muitos subsidíos, não só para o entendimento desse problema, mas, acima de tudo, ajudar-nos a desenvolver um processo crítico especificamente nacional como forma inicial para a gradual solução desse quadro de doença e doentes. http://video.google.com/videoplay?docid=782142015http://video.google.com/videoplay?docid=782142015http://video.google.com/videoplay?docid=-22995014

Responder

    Pedro Ayres

    12/07/2010 - 12:19

    Correção
    Só agora verifiquei que houve a duplicação de um endereço. Aqui vai o endreço faltante: http://video.google.com/videoplay?docid=782142015
    Espero que me desculpem.

    beattrice

    12/07/2010 - 20:29

    Pedro, gostaria de ter sua opinião acerca da questão sociopatia X psicopatia que levantei abaixo.

Amarylis

11/07/2010 - 22:11

Parabéns Conceição! Adorei a matéria.

Responder

Márcia Lopes

11/07/2010 - 21:24

Eliza Samudio tinha o direito como cidadã brasileira de ser o que quisesse, desde que não contrariasse a lei. Ser prostitua, fazer filme pornô, são profissões. Nada disso retira dela o status de cidadã brasileira. Nada do que ela fosse dava o direito de um ser humano animalizado tirar a vida dela. E vamos deixar de moralismos rasteiros. O suposto assassino dela a matou por dinheiro. E o mandante encomendou o crime porque estava acostumado a contrariar a lei, com rachas, brigas em campo, saindo com a mão em mulheres, etc. e nunca lhe aconteceu NADA. Era um ídolo do futebol. Com apenas dois neurônios, porque um mandante de crime com mais neurônios e com o monte de dinheiro que ele tem, teria engendrado um crime perfeito, longe de Minas, do Rio e por aí vai. É gente que nem costuma asssitir filme policial. Se fosse, o cenário seria outro. Agora, o nosso país, O Brasil tinha o dever de garantir a sua vida e não o fez. Um bom advogado pedirá idenização para o filho dela pelos anos de vida perdidos da mãe. Que o Estado pague pelo machismo de uma juíza que errou. Ou seja, é o dinheiro do povo que vai arcar com erros do judiciário.

Responder

    Renato

    12/07/2010 - 19:47

    Márcia, desculpe. Que exemplo seria para o filho em saber que a mãe foi prostituta e atriz porno e que ele foi usado para dar golpe no pai. Desculpe eu teria vergonha se fosse minha mãe.

    Bruno, também não podia cometer uma atrocidade dessa, Acabou com a carreira, provavelmente jogaria a copa de 2014 e no ano que vem, iria jogar na Europa (Itália, Espanha e Inglaterra). Ídolo e capitão no Flamengo. Perdeu os contratos de patrocínios.

    Bruno tinha uma receita mensal de R$340.000,00 e a Elisa pedia R$ 10.000,00 e um apartamento para ela e o Filho.

    Se o Bruno fosse cabeça boa, poderia negociar em Juíz, uma pensão de R$ 5.000,00.

    A Elisa não agiu de boa fé e o Bruno agiu na maldade e sem carater nenhum.

    Sílvia Gomes

    13/07/2010 - 16:37

    Concordo com você, Renato.

    Solange

    15/07/2010 - 19:14

    É uma questão de valores, de princípios. E a vida humana é o maior de todos. Não se trata de defender a maneira de agir de Elisa, o que aquela jovem considerava melhor ou pior para a vida dela. O que devemos evitar é a justificação do crime. Nada justifica um assassinato, e menos ainda um assassinato premeditado, executado por uma verdadeira quadrilha de "amigos" e com tamanha crueldade, se provado for o que diz o adolescente, único a se pronunciar, colocando em palavras cenas que a mídia não cansa de repetir-nos diariamente.
    É até possível apresentar o caso sem negar que Elisa buscasse mesmo algum tipo de privilégio financeiro. É uma prática comum, conhecida. Há mulheres sim que usam o corpo e o fruto de uma gestação para ter dinheiro. Não é necessário santificar a vítima, pode-se enxergá-la como uma pessoal real, que comete erros.
    O que não podemos é comparar os erros, imaginar que de alguma forma a irresponsabilidade e amoralidade de Elisa seriam motivos que explicariam a sordidez do crime cometido.
    e se olharmos para o caso pensando unicamente em dinheiro, estaremos sendo mais sórdidos ainda.
    Não importa o quanto Bruno deixou de ganhar e o sucesso perdido da carreira qe poderia ter-lhe rendido muito mais ou o quanto Elisa poderia pedir de pensão. Tudo isso é mesquinho.
    É o valor da vida humana e como cada um desses executores pesam esse valor, isso sim é incalculável…

    Importa

    beattrice

    12/07/2010 - 20:27

    Faço minhas suas palavras.
    O assassinato do caráter da vítima é tão covarde quanto o assassinato de fato.

alirio

11/07/2010 - 14:09

Não tenho nenhum interesse no caso Bruno.
Casei duas vezes e nunca pratiquei qualquer atrocidade, sequer um tapa
contra minhas ex mulheres.
Minha mãe recomendou: vai, Alirio, ser feliz na vida!
Isso vale mais que o batismo.

Responder

    beattrice

    12/07/2010 - 20:25

    O interesse advém não necessariamente da experiência pessoal ou familiar com o problema da violência contra as mulheres, mas da empatia por elas enquanto seres humanos e pela sociedade, igualmente vítima deste descalabro.

Pedro Ayres

11/07/2010 - 13:41

Conceição,
meu cumprimentos pelo cuidado com que fez o levantamento da questão e de como abriu perspectivas para que todos nós, atores, protagonistas, coadjuvantes ou simples espectadores possamos nos situar ante um quadro como o que você descreveu.
Um excelente apoio para que melhor se possa entender das razões sociais do gradual avanço da sociopatia como um comportamento cotidiano pode ser encontrado nos videos do Vi o Mundo, é aquela série sobre a Terapia do Choque e do cruel uso que se fez da psiquiatria como instrumento de controle e indução dos agires humanos.
É claro que apenas explica a parte que nos toca em termos de tempo, porém, como o sistema abordado já existe desde os finais da Idade Média, que deu continuidade à possessiva luta entre o matriarcado e o patriarcado como formas de poder e domínio econômico, tribal e pessoal, é fácil o entendimento de sua base ideológica. Uma base que foi muito bem sintetizada pelo comentário da Maria Lucia, quando ela reproduz a pergunta de Thomas Hobbes, chave de todo o sistema: Cui Bono

Responder

    beattrice

    12/07/2010 - 20:23

    À margem das questões socio-culturais e até econômicas aqui comentadas, resta a pergunta que ainda não tem resposta, sociopatia ou psicopatia?
    Lamentavelmente, há a ocorrência de casos singulares que contestam de modo firme a possibilidade de assistirmos a "simplesmente" sociopatias, digo simplesmente, entenda-se, porque a racionalização de tais ocorrências em função de dados socio-econômicos permitiria antecipar a existência de uma prevenção de tais atos, no âmbito da sociedade, o que a designação por psicopatia descarta absolutamente.

Margarida

11/07/2010 - 11:27

A violência não é o caminho para a resolução de nenhum problema. Mas a ingenuidade do Bruno é de se espantar, é lamentável tanto dinheiro em um homem de quase dois metro, bobo. Eu vi a principio uns videos pornô de Elisa, o que ela queria era dinheiro, pois bem, se eu fosse o Bruno eu deixaria ela parir, deixava ela colocar a advogada que quisesse e depois de parida, legalmente tomava a criança e ela iria ficar sem pensão alguma, ela que fosse fazer os filmes pornô dela para se manter. Eu não sei porque a sociedade esta vendo esta menina como um total vitima desta situação. A situação toda mostra que ela procurou perturbar uma pessoa perigosa, a morte dela não deveria se comparar com nenhuma das mulheres anteriores, porque ela não era tão normal quantos as outras, não é por ser atriz pornô, que digo isto, mas sim por esta se envolvendo com um homem para tirar proveito financeiro. Um homem casado. Se ele tivesse juízo ele não se envolveria com uma pessoa desta ou faria as coisas de formal legal. Este crime foi horrível e injustificável, mas a situação toda e o psicológico de todas as partes é muito complicado. Muitas vezes o que se acaba em crime é porque a pessoa insuflou uma situação.

Responder

    Marcelo de Matos

    11/07/2010 - 12:33

    …“depois de parida, legalmente tomava a criança e ela iria ficar sem pensão alguma”. Margarida, não vá provocar a ira da mulherada. Eu fiz isso e fui atacado de tacape e borduna. “Eu não sei por que a sociedade está vendo essa menina como uma total vitima dessa situação”. É verdade, a tendência é culpar o homem, embora a vilania seja de ambas as partes. Também acho que nesses “casais” não há santo. O perigo é que podemos ser tachados de machistas. Por falar nisso, alguém pode me dizer quem é mais machista, o homem ou a mulher? Quando Doca Street matou Ângela Diniz, uma vizinha aqui do prédio, respeitável dona de casa, disse: “Fez muito bem. Aquela era uma sem vergonha! Aí, eu que gosto de comentar esses casos policiais, não tive como dizer mais nada.

    Márcia Lopes

    11/07/2010 - 21:32

    O direito da criança de ter um pai é o quê? E a obrigação do pai de também arcar com os gastos com os filhos, é o que? Sabiam que Eliza estava pedindo apenas seis mil reais de pensão? Não era uma pensão extorsiva para um pai que ganhava mais de duzentos mil reais por mês. As pensões hoje em dia são definidas comforme o ganho do pai. Num juiz consciente ela obteria uma pensão bem maior do que a que solicitava. Com certeza. Quem pariu Mateus que o embale? E quem gerou? Nas sociedades civilizadas também tem de arcar com o fruto dos seus prazeres. Ora Marcelo, o pai também tem o direito pela lei brasileira de pedir a guarda da criança. Mas ele, em sua mentalidade exígua, queria dar o fora, é óbvio. A criança já estava com quatro meses, porque ele não havia feito o teste de DNA? Estava enrolando. Tirando o corpo fora. Enfim, Eliza foi morta por causa de seis mil reais? Não! Foi morta porque o Estado permitiu.

    Márcia Lopes

    11/07/2010 - 21:44

    Disse Margarida:
    "Eu não sei porque a sociedade esta vendo esta menina como um total vitima desta situação. A situação toda mostra que ela procurou perturbar uma pessoa perigosa, a morte dela não deveria se comparar com nenhuma das mulheres anteriores, porque ela não era tão normal quantos as outras, não é por ser atriz pornô, que digo isto, mas sim por esta se envolvendo com um homem para tirar proveito financeiro".
    E eu lhe respondo como Ana de Assis, que disse: "Quem sabe quem era Euclides da Cunha, sou eu que dormi com ele"
    É asqueroso que você não entenda como a Eliza é vítima. E por que a sociedade brasileira a considera como tal e repudia seu assassinato torpe e cruel. Não lhe basta que ela tenha sido atraiçoada, sequestrada, esquartejada e ter sido comida de cachorros Rottweiler? Queria o que mais, minha filha?
    Ela era uma cidadã brasielira, como eu, como você, como qualquer outra e não merecia ter morrido assim!

    Margarida

    11/07/2010 - 23:10

    Não estou dizendo que ela merecia morrer, a síntese deste comentário é que ela subestimou o instituto violento deste homem que já a tinha violentado a mando de outros, dito por ela mesmo em seu depoimento. Eu não sei em quem ela estava confiando, para ainda pegar um carro com este monstro e ir para qualquer lugar que seja andando com suas próprias pernas. Quando eu ou você ver um maremoto a tendência é sair correndo, ele viu um monstro e foi para cima confiando em que e em quem , eu não sei.

    Jorge Andrade

    12/07/2010 - 10:27

    Margarida, assuma o seu machismo ou seja lá o que for da sua incompreensão de que Eliza é uma vítima. Ou diga que pensou melhor e mudou de opinião, no que eu a parabenizo. Mas o seu primeiro comentário é ridículo, sofrível e puro preconceito, escancarando que é machista e dotada de uma moralismo rançoso e antigo demais. Parabenizo à Márcia Lopes por ter colocado os pingos nos is, ao dizer especialmente para você:
    "Não lhe basta que ela tenha sido atraiçoada, sequestrada, esquartejada e ter sido comida de cachorros Rottweiler? Queria o que mais, minha filha?
    Ela era uma cidadã brasileira, como eu, como você, como qualquer outra e não merecia ter morrido assim! "

    rafael

    12/07/2010 - 10:40

    A velha mania brasileira de culpar a vítima….

    beattrice

    12/07/2010 - 20:18

    "Eu não sei porque a sociedade esta vendo esta menina como um total vitima desta situação. A situação toda mostra que ela procurou perturbar uma pessoa perigosa, a morte dela não deveria se comparar com nenhuma das mulheres anteriores, porque ela não era tão normal quantos as outras"
    Conclusão da comentarista margarida: A mulher não era normal (sic) e mereceu morrer.

    Não sei em qual categoria certas "criaturas" que aqui comentam se encaixam, mas certamente não são seres humanos, nem projeto de seres humanos.

    Tiago

    14/07/2010 - 14:52

    Margarida está certa, o problema é que, quando somente se tem opinião copiado do senso comum, sem espírito crítico de enxergar alem do que a midia coloca, rotula-se quem tem coragem de expor sua opinião contraria, no caso da opinião de Margarida, está bem claro que não favorece a Bruno. Se não sou um suicida e estou a beira de um precipicio claro que não vou me jogar nele e sim me afastar e procurar meios de contornar. O que percebo tambem é que os homens estão perdendo a paciencia com mulher interesseira e como a impunidade grassa no pais, os meios de livrar delas estão sendo estes absurdos. Se ficarem impunes, voces verão mais carnificina no futuro…

    Sílvia Gomes

    13/07/2010 - 16:40

    Concordo com você, Margarida. Mas não é que o Bruno não tivesse juízo, ele não tem é caráter. Provavelmente achava normal trair a mulher. E a Eliza provavelmente achava normal assediar homem casado.

Maria Lucia

11/07/2010 - 03:59

Briga de marido e mulher, invasão do Iraque, genocídio em Gaza. Meter ou não a nossa colher para tentar impedir a violência, a agressividade, a destruição dos seres humanos uns pelos outros?
Naomi Klein em seu livro "A Doutrina do Choque", Hannah Arendt , em vários de seus livros, analisam teorias sobre a violência, a banalização do mal nos tempos modernos.
Ao pensarmos bem profundamente sobre essas questões fica claro que há uma relação entre os valores que são cultivados e cultuados socialmente e a ação violenta. De alguma forma a sociedade não é que ela apenas tolere o crime. Tal como existe ela na verdade não é apenas tolerante: é cúmplice na produção do crime, ela cria o crime e o criminoso, como disse Beccaria, em seu Dos Delitos e das Penas.
E depois, hipocritamente, ao singularizar uma determinada situação de violência explícita, se vale de um grande teatro para fingir que está garantindo a segurança e fazendo justiça.
Tudo para não questionar a causa profunda da violência que é a injustiça social e a reificação do ser humana. Em palavras simples, seria a ausência do amor, da fraternidade e da solidariedade como valores humanos superiores.
As altas taxas de concentração de renda, a concentração cada vez maior da propriedade rural, a privatização dos serviços de previdência e assistência de saúde, educação etc, as raízes históricas da violência na América Latina estão presentes em cada um desses crimes hediondos contra o ser humano, seja de que sexo ou idade for, que passam a ser o centro luminoso na mídia.
Ou abrimos mão de manter valores caducos e ilusões sobre o sistema capitalista ou tanto faz como tanto fez que se meta colheres, garfos ou facas nas brigas alheias no intuito de aplacar a crescente e avassaladora violência que nos cerca.
Dessa forma, só nos resta repetir a pergunta deixada por Hobbes, no Leviatã: cui bono? Ou seja, a quem interessa o crime de manter esta sociedade deste modo ? Por que não transformá-la?

Responder

    Marcelo de Matos

    11/07/2010 - 12:17

    Falou e disse.

    Paulo Silva

    11/07/2010 - 13:21

    Maria Lucia: o excelente post de Conceição Lemes motivou-a a uma análise bem profunda e válida.
    Nela vc. toma as coisas pela raiz. E é por aí mesmo que devem ser tomadas.
    De nada adianta nos debruçarmos horrorizados a tentar conhecer os miseráveis detalhes de cada um desses crimes, que fazem na mídia o trabalho sujo de tentar esconder onde está o Grande Crime. E nossas colheres metidas em brigas de uns contra os outros só fazem se entortar e enferrujar. Embora seja o único a fazer que nos resta, de imediato.
    O Grande Crime é o sistema capitalista, onde inevitavelmente o ser humano passa a ser o lobo do ser humano."Siga o dinheiro", passa a ser a máxima-guia dos que querem saber os móveis de todos os crimes.

    Ramiro

    11/07/2010 - 21:04

    A transformação de nossa sociedade é tarefa política coletiva. Concordo que sem ela a violência só tenderá a se agravar e as mulheres, crianças e idosos serão sempre as maiores vítimas, pelo fato de terem menos força física.
    Mas como as mulheres são pelo menos a metade da população do país, que reflitam e usem a arma poderosa que têm,que é a inteligência e a sensibilidade. Que se organizem politicamente em movimentos ou partidos, participem permanentemente da vida política do país, candidatem-se, votem de acordo com os seus reais interesses, eduquem seus filhos homens e mulheres com valores humanísticos. Só assim a humanidade será vitoriosa!

    Maria Lucia

    11/07/2010 - 21:24

    Esse post da Conceição Lemes é extremamente bem construído e de uma grande oportunidade. Não há como , após lê-lo, que cada um não expresse a sua pequena, simples e pessoal verdade sobre o tema, como o fiz e tantos o fizeram.
    E isso é que é o fundamental. Colocar todo mundo para refletir sobre questões que afetam a nós todos.
    Parabéns, portanto, à Conceição Lemes!
    Porque será mesmo pela reflexão e pela sensibilidade que cada um de nós serálevado a mover-se buscando a construção coletiva da tão sonhada transformação social. Que permitirá vivermos em justiça e fraternidade.
    Venceremos!

    beattrice

    12/07/2010 - 19:53

    Maria Lúcia,
    gostei muito da sua explanação mas por razões várias tenho a convicção que alguns seres humanos terão certos comportamentos independentemente das melhroes condições socio-culturais em que sejam criados.

Maria Dirce

10/07/2010 - 22:17

Aquele vídeo em que Eliza estava denunciando o agressor em frente da delegacia da mulher e nada foi feito, mostra que a lei Maria da Penha nada vale e nem valerá!!!!!!

Responder

    Marcelo de Matos

    11/07/2010 - 11:35

    A lei vale sim. A nossa Justiça é meio lerdaça: só age rápido quando há clamor popular. Viu como a procuradora que infligiu maus tratos à menina adotada já foi condenada? O que faz a beca agir são os holofotes. Aí aparece delegado que trabalha dia e noite, promotor expedito, magistrado ligeiro e até senador da CPI da pedofilia dando entrevista na TV. Todos são lépidos e diligentes. O Datena fica eufórico: a polícia paulista (ou mineira) trabalha bem; eu gosto muito desse delegado, etc. Fora isso, é uma lerdeza só. O criminoso não pode doar material para DNA porque não está obrigado a “produzir prova contra si mesmo”. Ora bolas. Na estrada, se você se recusa a usar o bafômetro, o policial pode colocar o revólver na sua cabeça. Vamos deixar de hipocrisia. E a teleconferência, por que não usam? O contribuinte paga esses comboios policiais do Rio para Minas e vice-versa. E o “de menor”, com 17 anos, que tem de ser resguardado e não pode ser conduzido a Minas? Que maravilha! Estamos protegendo uma criatura frágil que dá coronhas mortais em uma mulher indefesa.

Malu

10/07/2010 - 22:17

O caso é absurdo, principalmente pela quantidade de gente envolvida, quanta grana esse infeliz gastou para matar a garota. Ora, era uma garota que queria se dar bem, mas a gente conhece um monte, e daí? Se o cara fôr esperto, foge ou usa preservativo. Ou então, como o Ronaldo, Romário, Edmundo, fazer o quê, reconhece, dá pensão e parte prá outra, aguenta gozação, fêz bobagem mesmo. O Bruno não só é cabra ruim, mas também é cercado por gente da pior índole possível, começando pela esposa (eu nem sabia que era casado, tantos escândalos que ele aparece). Não tinha ninguém para dizer: isso não, isso é cruel demais? Não acredito que o dinheiro compre consciência. As pessoas envolvidas foram cooptadas porque simplesmente já não têm caráter mesmo. Participar de um assassinato não é para qualquer um. Tem que ser muito ruim de coração, não só ter interesse financeiro.

Responder

    Marcelo de Matos

    11/07/2010 - 12:03

    Malu, você se esqueceu das filhas que Pelé teve fora do casamento. Para a gaúcha Flávia Kurtz ele até deu uma colher de chá. Encontrou-se com ela algumas vezes. Já a santista Sandra Regina morreu sem obter o reconhecimento “afetivo” do rei. Ela teve a paternidade reconhecida na Justiça, mas, Pelé nunca quis saber dela. Será que é melhor ser morto, assim, nos sentimentos, que ser morto literalmente? Ao contrário do ator Francisco Cuoco, em Passione, que está babando porque soube que tem um filho na Itália, nossos jogadores nem dão bola para suas crias. Garrincha nem conheceu o filho que teve na Suécia e Ronaldo Fenômeno, pelo que li, terminou pelo telefone com uma namorada grávida antes de ir para a Itália. O Maluf é que está certo: estupra mas não mata!

    Supertramp68

    11/07/2010 - 21:50

    Ou então faz igual ao Ronaldo fenomeno, arruma uns travestis e não corre riscos de ser pai
    huahuahuahuahuahuahuahua

Supertramp68

10/07/2010 - 19:59

Da nada!!! O que aconteceu com o Pimenta Neves?? Tem grana? Tá em paz.
por outro lado tem mulheres que procuram né? Procuram um "otario" pra se dar bem e garantir o futuro.
Então tá equilibrado, a lei de Gerson sendo usada por todos os lados.

Em tempo: O flamengo até que é um bom time, o que mata é o goleiro.

Responder

Jana

10/07/2010 - 14:39

O que me deixa mais perplexa, é o número de pessoas envolvidas no caso do Bruno. Como é banal sequestrar, manter em cárcere privado, torturar e assassinar alguém, com a cumplicidade de tantos.

Responder

Marcelo de Matos

10/07/2010 - 12:25

Há algo de podre no reino da Dinamarca. A personagem Fátima, da novela Passione, aproveita-se de que o ciclista Danilo está embriagado e o leva para casa, mantendo com ele relação sexual e engravidando. A Globo fez uma pesquisa e a maioria das jovens ouvidas apoiou a atitude de Fátima. Entenderam que a mulher tem de ir atrás dos seus interesses e qualquer meio é válido para atingi-los. É a moral do sucesso a qualquer preço. Essa é a moral de Elisa Samudio e de milhares de marias chuteiras por aí. A lei protege seus desígnios e estimula a chantagem. Uma colega que advoga no litoral de São Paulo disse que sua clientela é composta exclusivamente de mulheres que arranjam namorados e depois entram na Justiça para provar a “relação duradoura” e obter alguns trocados. Em que mundo vivemos! Pobre do Totó nas mãos de “quella squifoza”! Se bem que, em se tratando de Mariana Ximenes, eu até me candidataria a fazer o papel de Totó.

Responder

    beattrice

    10/07/2010 - 16:32

    Claro, depois do assassinato de fato, SEMPRE vem o assassinato do caráter da vítima, se for mulher.

    Marcelo de Matos

    10/07/2010 - 14:20

    Cara Beattrice. Não estou aqui para assassinar o caráter de mulher alguma. Penso mesmo que quem mata uma mulher bonita como a Elisa, ou a advogada Mércia, merece ter a pena dobrada. Bruno era um assassino em potencial, mas, se Elisa não cruzasse seu caminho, seria goleiro da Inter de Milão e da seleção brasileira. É preciso salientar que Elisa foi abandonada pela mãe e seu pai está sendo processado por estupro de uma das filhas. Com essa formação familiar já não poderia dar boa coisa. Acrescente-se que a lei, a sociedade e as feministas estimulam o carreirismo de pessoas como ela. Aplicam-se perfeitamente a Elisa, esse anjo torto, os versos de Clarice Lispector: “Não me deem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre… Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir o meu coração. Não me façam ser o que eu não sou.”

    beattrice

    10/07/2010 - 17:17

    "Penso mesmo que quem mata uma mulher bonita como a Elisa, ou a advogada Mércia, merece ter a pena dobrada".
    Quem matar uma mulher FEIA merece ter a pena reduzida???
    Francamente, como dizem, papel aceita qualquer coisa, teclado também.

    Natália

    11/07/2010 - 23:07

    "As feministas estimulam o carreirismo de pessoas como ela"?

    Meu caro, uma mulher inteligente não depende de homem para sobreviver. Aliás, mulher inteligente só aceita a companhia de um se este a respeitar muito, o que significa que ela só o aceita porque ele é inteligente e não a vê como objeto. Acho que vc não deve conhecer muitas mulheres inteligentes, a julgar pela frase que vc escreveu.

    Vera Silva

    17/07/2010 - 15:29

    Marcelo,
    1. Só o homem irresponsável cai em golpe de gravidez. O homem responsável, que não aceita ter um filho sem por ele se responsabilizar, não cai neste golpe: usa camisinha. E, se por acaso perde o controle, assume o filho e o trata como tal. Estupro, violência, assassinato são crimes. O resto é papo machista.
    2. Fazer piada com a violência e assassinato não cai bem. Eu, por exemplo, considero um homem que faz uma piada destas indigno de confiança. Você ultrapassou os limites. É como se tivesse xingado a mim e todas as mulheres.

    clemes

    17/07/2010 - 19:33

    Vera, concordo com vc. A camisinha é o único método que dá ao homem poder de ter ou não um filho. Só que, por ideias estúpidas, ultrapassadas, boa parte não usa, jogando a responsabilidade da contracepção nas costas da mulher. Aí, quando dá errado, culpa a mulher. Só que o responsável é o próprio machismo. beijo

Marcelo de Matos

10/07/2010 - 11:58

Erich Fromm, em “O coração do homem”, diz que nós, seres humanos, não somos anjos, nem bestas. “Ni ange, ni bête”, seria o título de romance de André Maurois. É claro que para esses intelectuais, ao contrário dos tupiniquins, o termo homem refere-se tanto ao macho como à fêmea. Aqui os intelectuais, inclusive os legisladores, entendem a que a psicologia masculina é distinta da feminina. Na relação matrimonial o homem é sempre o vilão. Se analisarmos o casal Bruno/Elisa verificamos que são feitos do mesmo barro. Inclusive suas famílias ostentam antecedentes criminais similares. Não entendo, no post, essa lista de homens que agrediram mulheres. Poderíamos apresentar outra de mulheres que tramaram com amantes a morte de seus maridos. Desculpem, mas, o feminismo não faz minha cabeça. A mulher já goza de mais proteção legal que o mico leão dourado. Henry Miller, em “Trópico de Capricórnio” diz: “Se você vir um vizinho correndo atrás da esposa não se preocupe: se ele conseguir alcançá-la, ela saberá por que está apanhando”. Não meta a colher.

Responder

    Jana

    10/07/2010 - 12:26

    Marcelo,
    é uma pena que você e tantas outras pessoas pensam assim, mas ainda bem que esta mentalidade aos poucos está mudando.

    beattrice

    10/07/2010 - 16:31

    Lamento mas você conseguiu:
    1) demonstrar que toda a proteção [mais ou menos que o mico leão dourado pouco importa, não seria esse o padrão] ainda é pouca se há pessoas que pensam como você;
    2) misturar alhos, bugalhos & otras cositas más, juntando numa mesma reflexão pensadores e intelectuais de inclinações totalmente díspares, Maurois, Fromm e Müller, que por sinal não pode servir de referência em temas como respeito pelas minorias e direitos humanos, considerando sobretudo a biografia que ele ostenta.

    vera oliveira

    10/07/2010 - 16:43

    e o que adianta a lei proteger a mulher mas a lei não funcionar na prática??A "vitima" bruno era adulto e se ele achava que Eliza era apenas pra "festinhas" porque não usou preservativos??depois é fácil nessa sociedade machista dizer que ela era isso ou aqulio,como se faziam antigamente,os homens eram casados mas deixavam suas esposas em casa e iam pra balada,"cutir" ,as mulheres que ele encontrava não tem bola de cristal pra saber se eles são casados ou não,e quando elas engravidavam eles simplesmente diziam: sou casado,isso era o suficiente pras mulheres sustentar o filho sozinha.Quantoas crianças passavam vergonha por não ter o nome do pai??Vocês homens estão à anos luz atrás das mulheres,vocês precisam evoluir muito pra merecer ter um mulher.

    Supertramp68

    10/07/2010 - 20:07

    Marcelo, se o cara esta batendo na mulher (dele), voce enche o canalha de porrada, chuta a fuça dele e a hora em que a policia chegar a mulher diz: seu policia, foi esse cara aqui ó (voce) que bateu no meu marido, tadinho.
    E lá vai voce em cana servir a rapaziada na cadeia.
    Mulheres que escolhem mal e pagam o preço de suas escolhas.

    priscila presotto

    11/07/2010 - 05:16

    Meu Deus ,não acredito que alguém que leia o Blog do Azenha tenha este tipo de pensamento !

christian

10/07/2010 - 11:55

só uma correção. Venda Nova não é município. É um distrito de Belo Horizonte, o certo seria Belo Horizonte (MG)

Responder

    clemes

    10/07/2010 - 15:10

    Obrigada, Christian. Corrigido. Abs

Gerson Carneiro

10/07/2010 - 09:19

Algo também que precisa ser alertado (além do alto preço do silêncio) é para não "dar sopa para o criminoso". No caso da Eliza (segundo informações na internet e na tv): havia apanhado do Bruno quando grávida; foi ameaçadas de morte diversas vezes; a advogada a alertou para não ir sozinha ao Rio de Janeiro e nem procurar o Bruno… etc.

Óbvio, nada justifica esse crime bárbaro, mas não entendo essa coisa da mulher sofrer violência e não buscar sair da situação. Entendam, não se trata de atribuir culpa à vítima, mas sim de alertar que tão importante quanto não silenciar é evitar aquilo que os sinais apontados nesse texto prenunciam. Ou seja, não confiar na falsa sensação de segurança da situação, não confiar no criminoso em potencial.

Responder

    beattrice

    10/07/2010 - 10:14

    Isso que você aponta Gerson é um fato. Não é raro em determinadas situações, como nesse caso da Eliza, observar que a mulher se iludia imaginando estar em segurança. Um depoimento da moça na internet mostra que ela se considerava em segurança, por já ter feito a primeira denúncia contra ele, acreditando que ele não iria se arriscar a agredi-la novamente, mas como bem explica a psiquiatra Ana Beatriz no livro "Mentes Perigosas", o psicopata mora ao lado.

    Gerson Carneiro

    10/07/2010 - 11:53

    Na verdade, melhor esclarecendo o que eu disse, é não subestimar a capacidade da pessoa que ameaça. Acreditar que ela não seja capaz de cumprir aquilo que diz ser capaz de fazer. Há casos Beatrice que fica evidente o perigo.

    Jairo_Beraldo

    10/07/2010 - 18:02

    O que voce colocou, cumpadi, reforça aquela tese machista que mulher adora tomar porrada!

    Gerson Carneiro

    10/07/2010 - 22:32

    Cumpadi o negócio é sério. Essa coisa de ômi batê e matá muié tem que acabar. Isso é coisa de covarde otário. Não deu certo, que siga cada um para o seu lado. Esse negócio de matar é coisa de cabra inseguro que sente que nunca vai encontrar outra igual ou melhor. Cê vê o caso desse Bruno: o amigo tinha até tatuagem falando de amor e amizade entre os dois. Que boiolice. Além de tudo essa coisa de cabra que morde a fronha. É cada coisa nesse mundo de meu Deus! Quando a gente pensa que já viu de tudo.

    Jairo_Beraldo

    11/07/2010 - 06:11

    É onde eu discordo de voce Gerson…voce fala homi….eu digo…COISA… quem bota a mão em mulé, por mais tranquera que seja, tem que SIFU.

    Gerson Carneiro

    11/07/2010 - 18:41

    Cabra macho era Lampião. Valente com os cabra safado, brabo que nem um leão, mas quando dona Santinha falava ele virava um gatinho.

    Jairo_Beraldo

    11/07/2010 - 06:13

    aliais..ce viu qui mi tira ponto sem quarqué mutivu?oxente!

    Juliana

    13/07/2010 - 12:11

    Acho que há muitos buracos nessa questão, e todos estão mais em baixo. Muitas mulheres não conseguem sair da situação, não conseguem expulsar o cabra macho de casa, porque há inépcia da polícia, conivência dos vizinhos, os parentes ficam alheios – não querendo meter a colher – e a mulher fica num mato sem cachorro. Sair de casa, e ir pra onde? Fora questões de sobrevivência, como a dependência financeira. Diga pra uma mulher com mais de 40, que nunca teve vida profissional, que viveu apenas para servir a família, tentar a vida sozinha com uma pensão mixuruca que mal dá pra comer (quando o machão paga, claro). Como inserir essa mulher no mercado? O abuso contra mulheres acontece em todas as classes sociais, e nem sempre existe uma alternativa viável quando a mulher resolve dizer basta.

    Gerson Carneiro

    13/07/2010 - 16:31

    Juliana,

    É complicado. Só quem vive sabe. Assim como há casos possíveis de ser evitados pelas vítimas, há inúmeros que não. Por isso não há uma solução única. Entendo perfeitamente o que você diz.

sim » Twitter Trends

10/07/2010 - 08:08

Segue o link -…

Responder

rossana

10/07/2010 - 07:34

É preciso que a mídia, principalmente a televisiva, mais abrangente, divulgue cada vez mais, através de programas educativos, os limites de "uma briga de casal", pois as mulheres, infelizmente, tbm são machistas – a sociedade machista não é formada só de homens. Mudar essa cultura só através da educação, leva-se tempo, mas é o único caminho.

Responder

Leosfera

10/07/2010 - 01:30

Basta (se isso já não foi devidamente lembrado aqui) ver as declarações do goleiro Bruno, para quem é "normal bater em mulher", e agora ele – ao que tudo indica – está envolvido na morte de uma parceira.

Responder

Em briga de marido e mulher se mete a colher, sim! « Carne

10/07/2010 - 01:25

[…] Fonte: Viomundo […]

Responder

beattrice

10/07/2010 - 00:51

Nos EUA há centros de acompanhamento em diversas ligas de esporte profissional, como a NBA, para assegurar a adaptação dos atletas à sua nova realidade socio-econômica para que ela lhe traga resultados benéficos e não a desestruturação da vida e da carreira, mas a CBF está a anos-luz disso.

Responder

    clemes

    10/07/2010 - 12:55

    Com certeza, Beattrice. Entre médicos, psicólogos e personalidades, entrevistei o Sócrates para o primeiro capítulo do meu livro. Ele fala que saúde supõe acesso à educação. No meio da nossa conversa, Sócrates demonstrou extrema preocupação com os jogadores de futebol de hoje. Ganham muito dinheiro, têm baixa escolaridade e não têm suporte emocional para aguentar essa situação. No entender do Sócrates, todos deveriam ter acompanhamento psicológico, para diminuir o risco de desestruturação. Beijo

    Gerson Carneiro

    10/07/2010 - 11:49

    Tenho assistido umas entrevistas com o Sócrates na TV Cultura que me deixam admirido pelo craque. Não tenho visto um ex-jogador tão consciente e sábio quando o Dotô Sócrates. Parabéns, acertou na seleção do craque para entrevista. E olha que como médico ele disse que "não cheguei a operar uma galinha" – palavras dele em uma entrevista divertidíssima :)

    Renato

    12/07/2010 - 19:52

    Aquele cara que errou um penalti e nunca ganhou uma copa do mundo. Deixa ele morrer em qualquer lugar.

    Gerson Carneiro

    13/07/2010 - 15:26

    Que maldade, hein.
    E você, já acertou algum penalti e já ganhou alguma copa do mundo?
    Aliás, onde você jogou? Aliás, quem é você?

    beattrice

    10/07/2010 - 16:36

    Conceição, seria mais que oportuna uma matéria sobre o papel de entidades voltadas para o esporte profissional nos EUA neste aconselhamento aos jogadores. Desconheço iniciativa semelhante no Brasil.

    Conceição Lemes

    10/07/2010 - 17:42

    Beattrice, ótima ideia. Vc teria alguns nomes? Beijo

    Vera Silva

    17/07/2010 - 15:34

    Conceição, um fã de futebol me disse que o São Paulo tem um tipo de acompanhamento para seus atletas. Não sei como é nem se é verdade. Seria interessante investigar.

    clemes

    17/07/2010 - 19:34

    Vera, o seu amigo sabe como seria esse acompanhamento? beijo

    Vera Silva

    18/07/2010 - 23:20

    Não sei. Ele não é meu amigo, vejo muito esporadicamente. Se conseguir alguma informação, passo para você. Abraço.

    Marcelo de Matos

    10/07/2010 - 16:47

    Acho a idéia utópica. A maioria dos jogadores vem das camadas mais pobres. Muitos não tiveram boa formação familiar, mas, nem todos se tornam delinquentes. O caso Bruno, felizmente, é uma exceção. Na polícia ocorre o mesmo. Muitos policiais pertencem aos estratos mais humildes da sociedade: muitos não tiveram boa formação familiar e escolar. Eles estão sujeitos a acompanhamento, mas, isso não impede a delinquência. A CBF não tem obrigação de reeducar os atletas. Está subordinada à Fifa, que repele interferência governamental em suas atividades e não me consta que essa entidade tenha qualquer função social. É uma entidade privada que cuida dos interesses de clubes empresa e patrocinadores. Tem objetivos financeiros e não filantrópicos. Essa atividade de assistência social para atletas só pode ser praticada pelo governo ou por organizações não governamentais. Não sou especialista em coisas dos States, mas, mesmo que lá exista esse tipo de acompanhamento de atletas, não serve de parâmetro para o nosso futebol.

    beattrice

    10/07/2010 - 17:15

    Em primeiro lugar não é uma "idéia", é um fato.
    Em segundo lugar, o fato se dá na esfera do esporte profissional justamente para evitar que pessoas com aptidão esportiva excepcional, da qual advêm ganhos socio-econômicos astronômicos, tornem-se vítimas do marketing de celebridades ao ascenderem dos extratos mais humildes dos quais surgiram, sendo devorados pela mídia e pelos aproveitadores de plantão.
    Quanto à CBF, considerados os ganhos astronômicos dos quais também se beneficia, seria mais que razoável que cumprisse suas obrigações cívicas e profissionais como a NBA o faz, praticando e fiscalizando a assistência jurídica e psicológica necessária aos altetas.

beattrice

10/07/2010 - 00:38

Conceição
alguém já perguntou no blog se haveria interesse e relevância em tanta cobertura na mídia sobre o caso Bruno, HÁ.
A violência contra a mulher no Brasil, além de ser um tema de saúde pública, é um retrato do nosso atraso no exercício da cidadania, dos direitos individuais e coletivos, e um sintoma da falta de investimento proporcional na educação e na cultura. Um país que corrija tais distorções verá tal ignomínia desaparecer.

Responder

@draupadi

10/07/2010 - 00:02

casos como esse do tal "goleiro bruno" me deixam muito mal…. não apenas pela atrocidade, mas pela rapidez com que já nos acostumamos a banalizar tudo…
e o principal: pouco ou quase nada tem se falado sobre o caráter sexista do suposto crime… matar e dar aos cachorros para não assumir o filho, como se ela tivesse engravidado sozinha, como se método anticoncepcional só existisse para a mulher.
A a mídia, em vez de fazer a sociedade andar pra frente, promovendo uma discussão sobre tais questões, faz uma cobertura ainda mais nojenta, sensacionalista, machista… várias reportagens especulando a quilometragem sexual da garota – quando é bem possível que qualquer um dos envolvidos tenha transado mais ou igual a ela na vida, mas em MOMENTO ALGUM se fala sobre isso.
Enfim, obrigada pelo texto…. útil, urgente, necessário, pontual e muito bem fundamentado.

Responder

O Brasileiro

09/07/2010 - 23:23

Mais uma vez sou obrigado a dizer: a culpa é da impunidade!

Responder

franklin

09/07/2010 - 23:17

Só uma pergunta; Em que mundo esse pessoal VIVE?

Responder

    vera oliveira

    10/07/2010 - 23:38

    no mundo do deus dinheiro,os lambe bolas do bruno eram fieis pela conta bancaria dele,nesse mundo do deus dinheiro tudo é comprável até a moral,os maus constumes se tornam "bons costumes" a mentira se torna verdade,e assim por diante

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