por Conceição Oliveira
Esta seção do Viomundo vai falar sobre a mulher, de uma perspectiva feminina e feminista.
Tudo que nos afeta nos interessa.
Dito isto, falaremos de política no macro e no micro, de saúde, educação, direitos humanos, história, sociologia, antropologia, mídia. Falaremos do corpo enquanto objeto cultural, social, psicológico, físico, biológico.
Poderemos falar de Sarah Baartman, a ‘Vênus de Hotentote’, ou da Vênus de Botticelli; da erotização dos corpos, da Geyse Arruda da Uniban ou a do Sambódromo, da candidata à presidência dita ‘feminina/trabalhadora’ e da dita ‘autoritária/terrorista/aristocrata’…
Vamos falar da violência contra a mulher, mas não apenas a física- que ocorre no espaço privado/ou doméstico- ou da violência psicológica, moral, sexual, mas daquela que se estende pelo espaço público: a violência institucional contra o gênero feminino. Falaremos e vamos combater os preconceitos que endossam todas essas formas de violência.
Falaremos da criminalização do aborto e da luta feminista por sua descriminalização.
Ao falamos sobre o mundo da mulher temos de ter em mente que este mundo pressupõe diferenças dentro da diferença: a vida da mulher negra, na maioria das vezes, não é a mesma da mulher branca, assim como a da mulher urbana e a da que vive e trabalha no campo não são, como não são iguais as condições de vida da mulher de classe média e da mulher da periferia…
Para começar falemos de conquistas de direitos e de perdas dele.
A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06) uma grande conquista de proteção à mulher vítima de violência doméstica, lei da qual voltaremos a falar, sofreu, recentemente, um grave retrocesso: dia 24/02, por maioria, a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) “entendeu ser necessária a representação da vítima nos casos de lesões corporais de natureza leve, decorrentes de violência doméstica, para a propositura da ação penal pelo Ministério Público” (veja aqui: http://www.stj.jus.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=96052)
Em outras palavras: com a lei Maria da Penha uma vez realizada a denúncia, não havia retorno, o agressor poderia ser processado sem a representação da vítima. Agora a ação penal depende da representação da ofendida.
No meu entender a vida dos homens que ameaçam as mulheres será facilitada: muitas mulheres, por coação ou outros motivos, não irão dar continuidade à denúncia e os agressores poderão seguir impune.
Esta decisão do STF demonstra que em nossa luta e mobilização para conquistas de direitos precisamos de muitas e muitas Marias da Penha.
A propósito: dos 11 ministros da 3ª Seção do STJ apenas 2 são mulheres.
PS 2: Carlos Latuff é autor do banner - feito especialmente para o blog - porque gosta da mulher e apóia nossas lutas.
* Conceição Oliveira assina o blog da Maria Frô
Lei Maria da Penha é uma conquista valiosa, mas pede ajustes
SPM: sai Iriny Lopes, entra Eleonora Menicucci de Oliveira
Polícia de São Paulo não está respeitando nem puérpera!
Por: Conceição Oliveira, no twitter: @maria_fro
Organizações feministas de todo o país protocolam hoje, junto ao Ministério Público Federal, uma representação contra a Globo e solicitam um direito de resposta coletivo em nome de todas as mulheres que se sentiram ofendidas, agredidas e que tiveram seus direitos violados pelo comportamento da emissora. Leia o comunicado [...]
E o MPF do Rio, hein?
E o que acontecerá com a Rede Globo que transmitiu as cenas?
Sobre as cenas do BBB12 e as suspeitas de estupro de vulnerável
Dia 11/01/12 às 20h
Empregada doméstica: privilégio de Casa Grande que tende a desaparecer?
Informe-se sobre o debate em torno da MP 557
Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna
Capa da Folha/Globo desrespeito a todas as senhoras brasileiras
Mais de três mim mulheres discutirão políticas públicas para as brasileiras
Lei Maria da Penha nele!
A Representação contra Hope foi aberta junto ao Conar por cerca de 40 consumidores e também pela SPM
O caso da jovem potiguar
É prática da SPM se solidarizar com manifestações que contestem todas as formas de banalização da condição da mulher.
Iriny Lopes: Nossa visão em relação à publicidade não é moralista.
Descubra se você é um sexista benevolente
Propaganda da Hope: não se trata nem de responsabilidade social é burrice de mercado mesmo
Condenado por estupro de menina de 9 anos
Mídia em campanha eleitoral não debate políticas públicas para equidade de gênero
Um relato de discriminação e condenação às mulheres que abortam onde deveriam ser acolhidas e protegidas
Direitos sexuais e reprodutivos restritos às mulheres com poder econômico
Graves violações dos direitos humanos na polícia civil de São Paulo