robledo duarte (10/07/2008 - 22:42)
por esta razão não leio mais jornal, apenas blogs, a concorrencia, que deveria fazer com que os jornais procurassem a verdade como um fator de fidelidade aos seus leitores, faz com que a mentira e o sensacionalismo seja a moeda forte do momento. um lixo.
Gerson Pompeu (10/06/2008 - 09:46)
Messias, não nos esqueçamos de um povo das redondezas do Iraque, que adora brincar de marionetes com a mídia, o Congresso e o Executivo americanos. E são especialistas (como esta palavra anda na moda ultimamente!) em mídia de todos os tipos.
Guilhermé (www.resistenciacarioca.blogspot.com) (12/05/2008 - 18:14)
Tenho pra mim que a publicação de tal foto no atual momento de apatia crítica que vive os Estados Unidos é meritória, pois assim como em todos os conflitos armados nos quais o país participou sua população foi alienada pela mídia, desumanizando o conflito e transformando as mortes, tanto de soldados estadunidenses como de civis em meras estatísticas que em nada influem na rotina natal.
O que impressiona ao final é o fato de que somente uma foto, por maior que seja o choque inicial que cause, não será capaz de demover os estadunidenses de sua inércia alienada, pois ao invés de insuflar discussões sobre o sentido de sua política externa primordialmente bélica, mais especificamente no beco sem saída que se tornou a ocupação do Iraque, a discussão levantada por leitores do jornal gira somente sobre o sentimento de indignação com a foto em si.
Afinal de contas quem é essa criança pra vir aqui estragar meu café da manhã?
Pablito Barros (09/05/2008 - 10:35)
Chocante, mas publicaria sim. Uma crítica a guerra e a seu país. Poucos teriam coragem.
ana (06/05/2008 - 20:54)
A ESTUPIDEZ HUMANA É INFINITA!
sidclei gondim (06/05/2008 - 19:32)
O pior de tudo isso é que ainda tem "idiotas" que defendem essa monstruosidade chamada pelo nome de "guerra contra o terror".
Janes Rodriguez (06/05/2008 - 17:42)
É de arrepiar a indiferença dos estunidenses pelas vidas humanas - mais de um milhão - que estão sendo sacrificadas na guerra dos EUA contra o Iraque para que eles, estadunidenses possam roubar-lhes o petróleo. Essas mortes, a barbárie cotidiana vivida pelos iraquianos não causa espécie nenhuma de comaixão nessa populaçao cega pelo racismo, pela ignorância e pela violência do seu regime. Os estadunidenses deveriam saber que o fato de eles não verem as imagens não impede que o horror seja produzido diariamente pelos mercenários enviados ao Iraque para devastar um povo, um país, uma história. Se Saddam era o que era cabe perguntar: ele era cria de quem? E depois: ele foi uma escolha de quem? O Iraque estava pior com ele ou com os invasores ladrões das suas riquezas e da sua liberdade e do seu sono, das suas milheres, da sua história, da sua dignidade? Milhares de crianças são mortas barbaramente todos os dias no Iraque pelos invasores, mulheres são violentadas assim como homens sofrem todo tipo de violação nas prisões que torturam e humilham. E sobre Guantánamo? Cabe ainda chamar os EUA de "democracia". Acho que esse termo soa como escárnio quando referido a esse país. Nenhum respeito por gente tão soberba e tão idiota/idiotizada. A mídia de lá também faz a sua parte.
Sérgio Rodrigues (06/05/2008 - 07:54)
Azenha, o link da matéria (http://www.washingtonpost.com/%20wp-dyn/content/article/2008/04/29/AR2008042900560.html) não foi encontrado no site do Washingto Post. Sumiram com a matéria ou houve algum erro de copy-paste? Abraços e parabéns pela iniciativa.
Conceição Oliveira (05/05/2008 - 10:54)
Obrigada, Azenha foi o que pensei quando vc selecionou a matéria para esta seção.
Luiz Carlos Azenha (05/05/2008 - 10:15)
Robson, não selecionei os comentários, o Washington Post publicou três cartas, as que reproduzi; Conceição, acho bizarro que os americanos discutam a foto, não a guerra; Vilson, vou buscar o link.
Flavio (04/05/2008 - 23:40)
"Por que vocês não divulgam algumas notícias positivas? Pat Onderdonk."
Fiquei pensando, o que seria uma notícia positiva em uma guerra que não tem data prevista para acabar?
Fabio Passos (04/05/2008 - 18:19)
Então os EUA podem assassinar crianças em uma guerra por petróleo, mas não querem ver fotos chocantes? Que interessante...
Franco (04/05/2008 - 14:13)
Tanto o uso desta imagem chocante quanto a própria guerra no Iraque são demonstrações claras da deteriorização dos melhores valores humanos. A cada dia a estupidez humana prevalece.
fábio (04/05/2008 - 14:11)
Só uma pergunta AZENHA..!????Por que o PRÓPRIO PAI, ao invés de carregar o filho JUNTO AO PEITO, pois seria MAIS CONFORTÁVEL para o PRÓPRIO FILHO...!!está levando o GAROTO SEMI-MORTO, ÁS ALTURAS??????????
Dulce Leão (04/05/2008 - 13:14)
Azenha, há algum tempo, o Globo publicou na capa a foto de um engenheiro de 30 anos, assassinado. As investigações levaram para o lado de "desavenças empresariais com sócios". Não foi um assalto qualquer. Mas, publicaram a foto, justamente no momento em que a MÃE do rapaz chegou, e COLOCOU A CABEÇA DO FILHO MORTO EM SEU COLO. Publicaram de novo, e de novo, até associarem a "PIETÁ" de Michelângelo. No Natal, taca a foto de novo! Até prêmio o fotografo ganhou. ESTA FOTO EU NÃO PUBLICARIA. PIETÁ É O ESCAMBAU! É uma mãe com o filho morto no colo, MAS NÃO HOUVE PARTICIPAÇÃO OU OMISSÃO DO ESTADO PARA ESTE CRIME ACONTECER. A foto do garotinho EU PUBLICARIA, porque está ligada a uma AÇÃO DE ESTADO, A GUERRA, e é preciso que os americanos VEJAM o que as SUAS AÇÕES CAUSAM. A MORTE DO GAROTINHO FOI UM CRIME DE GUERRA. MAIS UM ! Sentiram-se mal ? ACHAVAM QUE NO IRAQUE NÃO TINHA CRIANÇAS MORTAS POR AÇÕES AMERICANAS? COMO SÃO SENSÍVEIS !!!! QUE ATITUDE TOMARÃO, AGORA QUE O MUNDO INTEIRO VIU A FOTO, NA CAPA DE UM JORNAL DÊLES, E NÃO PODERÃO NEGÁ-LA ? :(((
rinaldo (04/05/2008 - 12:53)
Pra mim esta foto deveria ser um ícone da guerra do iraque como foi a da menina nua fugindo do bombardeio incendiário no vietnam. Por que aquela foto virou ícone e esta seria sensacionalista? Vejam americanos crianças estão morrendo, de verdade.
Salvador Ferreira (04/05/2008 - 12:32)
Creio que neste domingo o "dono do mundo", mister bush, está ou já esteve na sua igreja, portando uma bíblia e sob o olhar lãnguido do seu mentor espiritual, o pastor Billy Graham, fizeram uma "oração" (sic), sei lá por quem ou pra quem. Para a alma do infeliz menino da foto não deve ter sido. Quantos outros não apareceram em fotos? Creio e espero que essa foto levante o povo americano e do mundo, como foi feito no caso do Viet Nami, trazendo de vilta seus soldados, mutilados ou não; vivos e deixando vivos, ainda que infelicitados, os povos subjugados a troco de mentiras e pirataria.
Conceição Oliveira (parte 3) (04/05/2008 - 12:21)
4) Pode ser que os estadunidenses que esperavam com seus tomahawks fazer guerras cirúrgicas e durante esses cinco seis anos (antes teve o Afeganistão) tenham fechado os olhos para esse horror (porque no resto do mundo já vimos cenas ainda mais chocantes que essas do conflito do Iraque), fiquem chocados.Mas é inadmissível se se tem um mínimo de informação revelar a falsa moralidade dos dois primeiros comentaristas (esses me parecem aqueles que se chocariam com os membros dos presos mortos do Carandiru e precisariam da tarja preta pra ver a imagem), a terceira comentarista Martha D'Erasmo mostra-nos que há ainda uma parcela desse país que mantém os pés na realidade e deseja não viver numa sociedade tão distanciada do restante do planeta.
5) Sim, neste caso a foto me parece ser profundamente necessária, parece-me pela polêmica que ela causou que para os estadunidenses as percepções ainda não estão de todo amortecidas, é possível que ela desperte alguma sensibilidade e os mobilize a fazer algo para pôr fim nesta guerra grotesca. Mas eu não tenho muitas esperanças.
Conceição Oliveira (parte 1) (04/05/2008 - 12:19)
Minha percepção vai ao encontro das de vários comentaristas:
1) a morte (daqueles que não tem voz nem vez) já foi tão banalizada e explorada de forma sensacionalista que essa foto (onde a criança não havia morrido ainda parece de menor gravidade diante das tantas que vemos diariamente nos jornais e tevês brasileiras:
a) fotos dos 111 do Carandiru, cujas partes pudentas receberam tarjas (como se o mais chocante fosse a visão dos membros dos presos mortos e não o extermínio deles);
b) as fotos clássicas de crianças famélicas nas regiões empobrecidas e castigadas pela guerra em África e/ou na Palestina;
c) os horrores das chacinas de São Paulo, Rio, Recife, Salvador que de quando em vez ganha as primeiras páginas
d) finalmente, uma seqüência de fotos de fins da década de 1980 início da de 1990 publicadas em Veja que jamais vou me esquecer: o corpo de uma criança negra, pequena atropelada e reatropelada na avenida Brasil como se fosse um cão, um objeto indesejável atrapalhando o tráfico no asfalto, até que alguém teve a decência de retirar o pequeno corpinho e pôr na calçada e ascender umas velas. O corpo ficou horas exposto e o fotógrafo ficou horas registrando tudo...
(continua)
Luiz (03/05/2008 - 22:04)
Postaria sim, até para acordar essa sociedade hipócrita. More entrevistou alguns jovens que se alistaram para ir combater no Iraque. Para eles, íam só matar uns iraquianos malvados. O espírito deles? Parecia que estavam se preparando para jogar video game. Talvez já fizessem parte daqueles que faziam pontos atropelando pedestres nos jogos eletrônicos. Se a imagem afeta a parte psicológica deles? E os que sofreram as ações americanas? Perto de 1 milhão já morrerar e outos milhões perderam seus lares. E eles nem querem ver uma imagens destas? Teria que colar no teto acima de suas camas (na esquerda e direita também, pois provavelmente se negariam a vê-las).
Gérson (03/05/2008 - 21:59)
Na guerra do Vietam, quando as tvs começaram mostrar os horrores da guerra na hora do jantar, a coisa começou a mudar.
Só que de lá para cá, ficamos acostumados com essas barbaridades, choca num primeiro olhar, e daqui 5 minutos, estamos entretidos com nossas vidas, com nossas guerras particulares.
Eu publicaria sim, essa e todas do Sebastião Salgado por exemplo, todo santo dia na capa de todos os jornais do mundo.
Quem sabe, assim, as pessoas aos poucos voltassem à realidade.
everton maciel (03/05/2008 - 21:05)
O um utilitarista diria: se a foto ajudar a aumentar a o número de estadunidenses que desaprovam a guerra, está justificado.
PIAZZALUNGA SP (03/05/2008 - 19:40)
Realmente é horrível deparar-se com tal cena na capa de um jornal. Todavia, o que é mais revoltante; o que é de causar asco, é saber que a foto não é uma cena de filme americano, embora sua existência se deva à sanha imperialista dos policiais do mundo. É inacreditável como boa parte dos norte-americanos se permita à alienação e não queira tomar conhecimento da sujeira que seus exércitos fazem no "quintal" de outros povos. Não bastaram as "rosas" de Hiroshima e Nagasaki para convencê-los da necessidade de se utilizar outros mecanismos, que não a guerra, para solucionar conflitos entre nações? Se a realidade nua e crua é dura de se ver estampada na capa de um jornal, muito... muito... muito pior é recolher um filho ou um ente querido dos escombros de uma casa que desabou em um bombardeio! Sinceramente, que pai, que irmão, que tio, que avô, que vizinho, que compatriota, que ser humano não se revoltaria contra aqueles que patrocinaram de tal atrocidade? É triste ter que reconhecer que embora horrível, é importante que tal foto seja publicada em primeira página em um jornal nos EUA, pois como diria o jovem Bob Dylan: "Quantas estradas precisará um homem andar Antes que possam chamá-lo de um homem? Quantos mares precisará uma pomba branca sobrevoar Antes que ela possa dormir na areia? Quantas vezes precisará balas de canhão voar Até serem para sempre proibidas?(...) Quantas mortes ainda serão necessárias Para que se saiba que já se matou demais? Quanto tempo um homem deve virar a cabeça Fingindo não ver o que esta vendo?"
Bernardo (03/05/2008 - 19:01)
A foto é sensacionalista ? Sim, talvez...
Vocês precisam usar a fotografia de um iraquiano de dois anos de idade, morrendo, especialmente na primeira página? Precisar não precisa, mas é sempre bom lembrar o ser humano, principalmente aqueles que não tem contato direto com a guerra, sobre como ela realmente é.
Enfim, se foi sensacionalismo, se teve algum interesse escuso aí, eu não sei. Só sei que sou a favor da paz, e nesse ponto, não posso culpar o jornal por mostrar os horrores da guerra, principalmente para alguns dos interessados nela saberem que besteiras andam fazendo por lá.
Rafael Monteiro (03/05/2008 - 18:44)
É só lembrar que a guerra não é filme ou videogame pra choradeira começar...
Marco Vitis (03/05/2008 - 18:19)
Os americanos não gostam de ver o que eles fazem em outras nações. Por petróleo para encher o tanque de gasolina...
Fernando Santos (03/05/2008 - 18:00)
Gostei do último comentário da senhora Martha, mostrou que tem conhecimento do que realmente acontece no Iraque e por que os EUA estão lá. Os dois primeiros foram de uma parcialidade de uma aceitação da guerra, pelo menos foi o que eu entendi.
Leider Lincoln (03/05/2008 - 17:26)
Azenha: colocaria sim, e pelo motivo que a tal Valerie explicitou. Ser contra a guerra; ou os estadunidenses querem continuar sonhando que na desgraça em que eles enfiaram o Iraque ninguém morre, nenhum inocente paga com suas vidas? O que irritou os leitores conservadores foi ver a hipocrisia desmascarada, as fantasiasinhas deles de uma guerra asséptica irem para o ralo. Hipócritas!
Sim, mas só por qué a única arma para mostrar o monstro que é o George W. Bush.