
Atualizado em 10 de agosto de 2008 às 16:39 | Publicado em 10 de agosto de 2008 às 16:32

Você achou que eu estava falando dele?
Não, estou falando do John Edwards.
Foram meses de especulações a partir de um tablóide sensacionalista, o National Enquirer.
A mídia "séria" dos Estados Unidos resistiu bravamente.
O ex-senador, ex-candidato a vice-presidente e ex-candidato à Casa Branca, um advogado milionário da Carolina do Norte, negou na cara dura que tinha tido um caso com uma assessora de campanha. Negou várias vezes.
As acusações contra ele foram feitas quando Edwards ainda estava em campanha contra Barack Obama e Hillary Clinton.
O ex-senador finalmente admitiu que teve um affair com a videomaker Rielle Hunter mas diz que a filha dela, de 5 meses, não é dele.
É a fofoca do momento nos Estados Unidos.
Gente ligada a Edwards "acertou" a vida tanto de Hunter quanto de um outro ex-assessor do político, Andrew Young, que diz ser o pai da criança.
John Edwards insiste que seu affair com Hunter se limitou a 2006 e, portanto, não pode ser o pai da criança.
Porém, há dois meses ele foi fotogrado num quarto de hotel segurando um bebê, durante um encontro com a ex-assessora. O National Enquirer sustenta que é a filha de Edwards.
Hunter diz que não submeterá a filha a um teste de DNA.
A pergunta que não cala: se a filha não era dele, o que Edwards foi fazer num quarto de hotel com a ex-assessora?
Já se tornou um exemplo de "como não esconder um caso extraconjugal".
Aliás, Edwards já anunciou que nem vai comparecer à Convenção Democrata.
Perda para Barack Obama. O ex-senador, com seu discurso populista, era apontado como um bom cabo eleitoral para o candidato democrata para convencer os eleitores brancos do Sul conservador a votar em um negro.
Bom, ainda bem que Obama não apontou Edwards como Vice. Aliás, será que seria essa a razão de ele não ter o feito até agora? Já pensou se escândalo saísse com Edwards na campanha?
Quero ver quem vai sobrar agora. Al Gore seria excelente eleitoralmente, mas já disse que não concorre. Será que o nome de Hillary cresce para o cargo? Ou Richardson?