
Atualizado e Publicado em 22 de março de 2008 às 22:23
"Pesquisa de boca-de-urna mostra grande derrota de Chávez - Nova York, 15 de agosto, 2004, 7:30pm EST (Eastern Stardart Time) - Com a votação da Venezuela para ser encerrada às 8:00pm EST de acordo com autoridades eleitorais, pesquisas finais de boca-de-urna da Penn, Schoen & Berland Associates, um firma de pesquisas independente baseada em Nova York, mostram uma grande vitória do movimento SIM, derrotando Chavez no referendo presidencial venezuelano. Com mais de 8 milhões de venezuelanos comparecendo até agora, os resultados de uma pesquisa nacional mostram que Chavez foi derrotado. A pesquisa de boca-de-urna da Penn, Schoen & Berland Associates mostra 59% a favor de retirar Chavez (o SIM, voto anti-Chavez) e 41% contra a retirada de Chavez (o NÃO, voto pro-Chavez).Os resultados a que se refere o press release foram baseados numa pesquisa de boca-de-urna que acaba de ser completada na Venezuela. É uma pesquisa de boca-de-urna conduzida em 267 centros de votação de todo o país. Os centros foram selecionados para serem representativos do eleitorado nacional em termos demográficos e regionais. Nestes centros, 20.382 eleitores foram entrevistados. Eleitores foram selecionados por acaso, mas de acordo com estritos parâmetros de idade e gênero para garantir a representatividade do eleitorado nacional. Os eleitores, que foram selecionados aleatoriamente para participar da pesquisa, informaram apenas se votaram "Sim" ou "Não" escrevendo numa pequena cédula que puderam colocar pessoalmente dentro de um envelope para garantir o anonimato. As informações foram mandadas por pesquisadores para uma central em Caracas, Venezuela, para processamento e verificação. A margem de erro para essa pesquisa de boca-de-urna final à qual se refere o release é de mais ou menos um ponto percentual."
O press release foi divulgado na noite do referendo de 2004, em que os eleitores da Venezuela poderiam afastar ou não Hugo Chávez da presidência. A votação nem tinha acabado. A lei eleitoral venezuelana proibia a divulgação de pesquisas no país. Porém, como fez a divulgação em Nova York, a Penn Schoen & Berland não infringiu formalmente a lei.
Resultado final da apuração, que foi monitorada por observadores internacionais? Chávez foi mantido no cargo com 59% de votos NÃO e 41% SIM. A empresa americana, supostamente independente, errou por "apenas" 20 pontos.
Na minha carreira de jornalista, já vi erros aflitivos. Em 1985, como repórter da TV Manchete, fui para a sede da Folha de S. Paulo, na Barão de Limeira, para transmitir a apuração das eleições municipais em que se enfrentavam Fernando Henrique Cardoso e Jânio Quadros.
A TV Globo era acusada por Jânio de trabalhar abertamente em favor de FHC. Na TV Manchete tínhamos liberdade de colocar qualquer bobagem no ar, inclusive as ditas por Jânio. Uma pesquisa não-científica da Rádio Jovem Pan, baseada em entrevistas nas ruas, dava vitória de Jânio. Porém, as primeiras pesquisas de boca-de-urna do Datafolha davam vitória de FHC.
E eu enrolava o público, ao vivo, diante de resultados que não batiam com os da pesquisa Datafolha. A certa altura, os números trombavam tanto que um diretor da TV Manchete me instruiu, por telefone: "Entrevista o diretor do Datafolha, peça para ele explicar." Foi o que fiz. E ele: "É que a apuração começou primeiro em bairros onde Jânio é popular. À medida em que os votos forem chegando ao TRE, de outras regiões da cidade, nosso resultado vai se confirmar."
O tempo passou. E nada da pesquisa do Datafolha bater com o resultado da contagem dos votos. Até que o diretor da TV Manchete, Pedro Jack Kapeller, ligou de novo: "Esquece o Datafolha. Dá o resultado da apuração que o Jânio vai ganhar." Foi o que passei a fazer. Batata. Deu Jânio Quadros e ele reservou para a TV Manchete a primeira entrevista ao vivo, no estúdio da própria emissora, na rua Bruxelas, em São Paulo.
Acho que o Datafolha errou. Mas a Penn Schoen & Berland já é famosa como prestadora de serviços eleitorais. Foi contratada do Departamento de Estado americano. Aparentemente, conta com a amnésia dos eleitores e da opinião pública. Errou de novo, de forma grosseira, quando Chávez concorreu à reeleição, em 2006.
Como pode-se notar com apopularidade do atual presidente da repulica LULA, se algum mio d comunicação tentar manipular informação atrvés d psquisa omprada se dará mal, pois o povo brasileiro já adquiriu imunidade para esse tipo de doença que é uma imprensa marron.