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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Assombrado pelo crack

24 de fevereiro de 2010 às 02h04

por Luiz Carlos Azenha

Desde criança ouço previsões sobre a iminente extinção dos jornais impressos. Depois que surgiu a internet, então, essa crença se espalhou feito praga.

Qual será o sentido de um leitor receber em casa – ou comprar na banca – um calhamaço de papel, se pode ter acesso às mesmas informações na tela de um computador?

Este ano completo 26 anos como repórter de televisão. Tenho fascínio pelo desafio de juntar imagens e sons e contar uma história de forma enxuta, condensada – às vezes capaz até de despertar emoções no telespectador. Mas não há um dia em que eu não volte para casa carregado de cacos, sobras, detalhes que não couberam na reportagem – a sensação é de ter entregue um cobertor curto ao telespectador.

Descobri, ao longo da carreira, que alguns casos são tão cheios de nuances, sombras e sutilezas que não cabem na televisão. Até parece que eles só tomam forma num espaço como este, em que os olhos do leitor podem passear pelo texto, ler e reler, preguiçosamente convidar o cérebro à reflexão.

Eu não teria como contar, na tevê, a história de um brasileiro que conheci em Nova York, nos anos 80. Personagem que desafiava os rótulos convencionais: tinha muitos amigos, era boa praça, uma referência da comunidade brasileira – mas envolvido com a compra, venda e uso de drogas.

As pistas foram surgindo aos poucos – a verdade, mesmo, recebi em forma de tijolada. Foi esse brasileiro quem me ajudou a fazer a primeira mudança de casa nos Estados Unidos. Ele tinha um carro espaçoso e se ofereceu para transportar alguns móveis. Veio dele a dica para um negócio de ocasião: um conhecido, de mudança para a Flórida, estava vendendo um colchão quase novo.

Fomos ver, mas demos de cara com uma cena bizarra. A mulher nos recebeu na sala, mas o marido se recusava a sair do banheiro. Lá de dentro, gritou as condições do negócio. Fiquei perplexo. A brasileira, disfarçando, nos chamou de lado. Pediu desculpas pela situação. Estava tão desesperada que resolveu desabafar.

Fiquei ali, só ouvindo, de testemunha. Contou que o marido tinha se tornado prisioneiro do crack. Entre uma dose e outra, tinha surtos de paranóia e se trancava. Delirava, crente de que era espionado pela polícia. Saí da casa sem o colchão, abalado e curioso. O brasileiro que me levou até lá saiu calado, me deixou em casa e nunca mais tocou no assunto.

Que diabo era aquele tal de crack, eu me perguntava? Resolvi fazer uma reportagem para a TV Manchete. Descobri que o crack era a cocaína dos pobres. O pó branco, de uso farto entre as celebridades da época, agora era vendido em forma de pedra, para ser fumado, por uma fração do preço. Tão poderoso que era capaz de destruir uma pessoa em algumas semanas de uso.

Eu e a equipe da TV Manchete tentamos, sem êxito, entrevistar alguém que tivesse experimentado a droga. Por motivos óbvios, ninguém topava gravar – nem com o rosto escondido e a voz distorcida. Meu conhecido – aquele, que havia ajudado com a mudança – se ofereceu para colaborar. Apareceu na sede da emissora com o contato de um brasileiro, que cumpria pena por tráfico de drogas.

Os presos em cadeias americanas tem direito a fazer algumas chamadas telefônicas por dia. Um familiar do preso passaria a ele o número do telefone da TV Manchete em Nova York. Dias depois, o preso brasileiro ligou. Fiquei alvoroçado. Ele topou contar tudo, desde que eu preservasse a identidade dele.

Falou sobre o surgimento do crack, as rotas do tráfico de cocaína, o envolvimento com as drogas e a prisão.

Jamais vou me esquecer de uma cena que o preso brasileiro narrou. Peixe pequeno na estrutura da quadrilha, tinha a função de transportar dinheiro dos pontos de venda até um apartamento da Trump Tower, um luxuoso prédio da Quinta Avenida. Dinheiro miúdo – notas de um, dez, vinte dólares, carregadas em maletas e sacolas.

O dólar na cueca ainda não havia sido inventado. O preso contou que fez a entrega do dinheiro e ficou esperando pelo pagamento, na sala. Disse ter visto, de rabo de olho, uma cena de filme: um cômodo estava abarrotado de dólares, maços de notas empilhados contra a parede. Viu um conhecido usando uma máquina de contar dinheiro.

Encerrada a ligação, me dei conta de que tinha informações extraordinárias, obtidas de uma testemunha de primeira mão.

Mas não tinha como usá-las na televisão. E as imagens?

E o depoimento do preso, que não concordara nem com a gravação da entrevista por telefone? Resolvi que escreveria um artigo de jornal. Reproduziria trechos da conversa com o preso e outras informações que havia obtido de autoridades americanas. Chequei dados para confirmar a credibilidade do entrevistado.

Levantei o processo a que havia respondido, falei com o advogado de defesa, com a promotoria e com um porta-voz da penitenciária. Ainda inseguro, voltei a procurar o conhecido brasileiro – aquele, que havia me ajudado com a mudança e intermediado a entrevista. Eu ia publicar o texto na Folha de S. Paulo, não poderia haver qualquer dúvida. Quis vê-lo pessoalmente. “Pode publicar”, disse, depois de ler o texto. “Tem certeza?”, eu questionei. Devo ter sido tão insistente que ele resolveu se livrar de mim: “Eu era o homem que contava o dinheiro”, revelou. E foi embora. Depois daquele soco no estômago, voltei a vê-lo algumas vezes, na rua 46, em Manhattan – na época, ponto de encontro de imigrantes brasileiros.

Senti que nunca mais o fulano me olhou do mesmo jeito. Soube que morreu, anos mais tarde, de cirrose hepática. A reportagem, que não serviu para a televisão, foi publicada no jornal com chamada na primeira página.

Texto reproduzido pelo Bom Dia Bauru em 4 de fevereiro de 2006

 

54 Comentários escrever comentário »

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marcio ramos

21/01/2014 - 17h14

… crack mata rapido, vicia em dias e acaba com qualquer um. Ninguem vive sem drogas desde o começo da tal civilização. Cigarro mata muito, alcool nem se fala. Cocaina em natura é legal, industrializada é ruim. Adoro LSD. Fumo maconha desde os 8 anos, nunca repeti um ano, trabalho desde os 12, tenho uma vida saudável e na minha familia ja estamos na terceira geração de maconheiros, todos donos de seus negocios, com estudo e vida normal, alguns na imprensa a mais de 50 anos, ninguem pisou no PIG. Quer mais? Ah eu ja plantei mas agora viajando muito compro…

Liberar a maconha, para uso recreativo e medicinal vai ajudara a diminuir a procura por drogas “pesadas”.

Vida boa ae!

Responder

Antonio

09/01/2013 - 16h28

Primeiro, parem de tentar matar o traficante. Em São Paulo, todo mundo que usa pedra trafica um pouco, é muito normal, No Rio não sei, mas na São Paulo inteira era só cutucar um mendigo pedindo pedra que o camarada aparecia com pedra pra quem quer que fosse.
Pegar traficante num sistema desse é ilusão, tem que fechar boca de fumo, parar o sistema de distribuição conivente com a polícia e a classe média, que retroalimenta e sustenta todo o tráfico.
Hoje em dia pra parar o crack só com intervenção de policia federal por uma força tarefa tipo policia, juízes e políticos de alto escalão (parecido com a operação mãos limpas que reduziu o poder da máfia na Itália) , por que uma droga que faz o usuário gastar de 100 a 300 reais (reportagens falam dessas cifras) por dia com droga e vicia em um mês é um negócio da china, nenhum sistema de trafico vai parar “só porque ela deixa o viciado destruído” por que o policial corrupto, o grande traficante, a classe media (comprando maconha e cocaína pra dar mais capital ainda pro negócio) e os políticos que ganham com isso (todo mundo sabe onde as bocas são, então por que é que ninguém tiras as bocas de lá? Por que o arrego chega até o executivo) não tão nem aí para moral.
O crack agora só é problema por que a classe media tá se viciando também, se pegasse só pobre, nem aparecia na mídia.
No Rio o tráfico segurou um pouco a vinda do crack por causa da desestruturação que o crack faz dentro da favela, na estrutura do trafico, visto que o traficante que se vicia rapidamente pode ficar maluco, o que é um risco para o negócio. Mas quando viram o lucro, acabou essa parada e todo mundo começou a traficar pedra.
Só estou esperando o oxi chegar, por que infelizmente vai chegar, aí o negócio vai ficar bem pior.
Tomara que o governo federal entenda o tamanho do problema e haja com rapidez e força, por que o crack só tende a piorar.

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    angelo

    16/05/2013 - 16h27

    Precisou inventarem crack pra que as sem-tetolândias fossem percebidas.

norvinda Santos ribeiro

06/12/2012 - 18h18

FALAM TANTO,EM CRACK , E EU SMPRE CONVIVI COM PESSOAS NORMAIS, MEU FILHO , NUNCA PROIBI DE NADA, MAS TALVES PELAS ESCOLAS DE PADRES EFREIRAS , E EM CASA NÃO BEBIAMOS BEBIDA ALCOOLICA , ERA SÓ SODA LIMONADA , E MEU FILHO ERA AGUA COM LIMÃO , QUE EU FAZIA , MESMO QUANDO VIAJAVAMOS, NUNCA O OBRIGUEI A ESTUDAR , FAZIA TUDO DO QUE GOSTAVA, E HOJE TEM 54 ANOS É ADVOGADO , ENGENHEIRO CIVIL , E NÃO BEBE , BEBIDAS ALCOOLICAS , E NEM VAI PARA AS NOITADAS, , NÃO É DE IGREJAS , NÃO TEM RELIGIÃO , MAS NÃO É DE BRIGAS , E SIM ESTUDO , ACABA UM CURSO , COMEÇA OUTRO, EDUCADO , OS VELHINHOS TODOS O ADORAM , MAS TUDO ISSO ,TALVES EXEMPLOS , EU NÃO BEBO E BEM MEU MARIDO , OS FILHOS SÃO A COPIA DOS PAIS,

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Maurício - Santos

20/03/2012 - 20h57

Nossa Azenha!!!!….vc teve tanta dificuldade em encontrar alguém que experimentou o CRACK?
ou vc queria uma estória sensacionalista pra publicar e elvar um pouquinho o seu já grande nome no meio jornalistico.

Vou dar meu relato, vamos ver se merece publicidade.
Eu já experimentei.Fumei 1 vez na companhia de uma prostituta, no motel.Ela ficou tão paranóica que nada aconteceu em termos sexuais.Ao amanhecer eu estava tão deprimido que corri direto pra um hospital.Eu estava relamente chorando de depressão.Contei ao médico, que quis saber eu eu apenas tinha experimentado ou se eu era viciado, no que eu lhe respondi a primeira opção.Ele me deu um remédio, na veia, a sensação passou e eu nunca mais quis saber daquela porra!!!!!
Pronto Azenha, está aí um relato, será que dá manchete?…KKKKKK

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    Theles

    12/09/2012 - 16h52

    Caro Maurício,

    Talvez você tenha feito mais uso de crack e de outras drogas do que nos informa.

    Láááá no início da matéria, o Azenha informa que essa história ocorreu nos anos 80, sabe tipo 26 anos atrás? Quando o crack estava iniciando sua tragetória de destruição humana…

    E ele não estava fazendo uma matéria sensacionalista pra ter uma manchete…ele travabalha no canal de televisão que se chamava Rede Manchete…que hoje em dia é a RedeTV.

    Força na peruca aí meu velho!

Stuart

09/02/2012 - 19h04

A intenção dos propositores da regulamentação da venda da maconha é, entre outras, a de distanciar os usuários da planta do crack. Vejamos:

1° A venda controlada da maconha pelo estado (além da permissão para plantio caseiro para adultos independentes) reduzirá os lucros dos traficantes (90% dos usuários de drogas ilícitas consomem maconha), facilitando o combate a drogas mais pesadas, como o crack.

2° A aproximação de usuários vulneráveis de maconha a traficantes aumenta em muito a probabilidade de que ""em algum dia o usuário promíscuo resolva experimentar algo mais "cool", a cocaína"". Da coca para o crack é uma questão de querer intensificar os efeitos da mesma… Aí já sabemos que os resultados são trágicos.

3° Com a venda regulamentada de cannabis para maiores de 18 anos e consequente desestabilização do comércio clandestino, o acesso de menores à maconha será dificultado, pois: 'Traficante não pede RG pra vender qualquer tipo de coisa para uma criança 13 anos…".

Responder

    Job

    08/12/2012 - 16h22

    Tudo isso que escreveu é o que chamamos de suposição!!!

    Primeiramente, a maconha é consumida a muito tempo no Brasil e pelas
    periferias. O fato do cigarro ser legal e ter impostos, não tornou o mesmo menos maléfico. Por sinal, falar em pedir RG pra venda é piada.
    Só se a pessoa estiver muito “doida”, pra achar que legalizando, vão vender só pra adultos, kkk. É só ver sobre álcool e cigarro. No Brasil, mal se consegue cobrar imposto, de tanta sonegação. Falar em Legalização, é piada. O que vai acontecer é que a maconha passará a ser produzido por grandes empresas (Souza Cruz, Philips Morris, etc) e vendida a qualquer um nos bares, lanchonetes etc.
    O problema do tráfico veio com a cocaína, pois é cara e gera muito dinheiro. Dizer, que liberando a maconha vai diminuir o consumo de outras drogas, é uma suposição, e ainda ilógica. O problema da droga é e sempre foi a impunidade para os ricos e poderosos consumidores da classe média e alta.

    Vitu

    08/07/2013 - 14h23

    E por acaso a idea de que ao libera certas drogas acabaria com o trafico nao é mera suposição? Vejam a Holanda que o governo teve que dar volta atras na liberação por somente piorar a situação. O fato que certos traficantes se tornarão empresários regulamentados junto aos governos em nada alterará o efeitos das drogas na sociedade. Pura ilusão e manipulação esta idea.

    Paulo

    15/01/2014 - 16h07

    Uma belíssima aula de contorcionismo, mais difícil de executar do que colocar dois lutadores de sumô numa mesma mala …

Paulo

07/01/2012 - 16h54

Há alguns idiotas que acham que pontos de vista livertários têm alguma coisa a ver com "ser de esquerda". Isso só é verdadeiro em casos especiais. Na maioria das vezes um comportamento libertário deve ser classificado como de extrema direita e não de esquerda. Explico. Se vc acha que usar drogas é um problema individual seu e que pode fazer o que quiser com o seu próprio organismo, vc está falsificando a verdade e colocando a seu interesse individual acima do interesse coletivo, ou da sociedade. Se vc usar drogas e em especial usar crack, vc não vai prejuducar somente a si próprio mas a sua família, as suas relações sociais, o seu estudo o seu emprego, etc. Quer dizer em nome do seu individualismo vc está querendo que o resto se exploda. E se todas as pessoas de uma certa sociedade de repente passassem a usar crack ? O que seria da sociedade ? Infelizmente há falsos esquerdistas que insistem na legalização das drogas e apresentam essa bandeira como se fosse de esquerda. Mas não é !

Responder

    Daniel

    14/04/2012 - 06h49

    Seu argumento é muito bom, em especial na parte sobre o individualismo. Mas eu fiquei com uma dúvida: se o problema é colocar o interesse individual acima do interesse coletivo, então qualquer pessoa que tenha um emprego e só pense em si, seja querendo apenas ganhar dinheiro (ou seguir a própria religião, ou criar os iflhos e pagar sua casa, ou sei lá, ser o melhor músico do mundo…) está "querendo que o resto se exploda"?

    Paulo

    06/08/2012 - 16h00

    Prezado,

    O indivudualismo é perfeitamente legítimo quando coopera para o bem comum. Até os comunistas da velha guarda – vide URSS e China – acabaram por reconhecer os méritos da iniciativa privada desde que esteja em consonância, além do interesse individual, com o bem comum. Assim, quando alguém trabalha para si, não quer exatamente que o “resto se exploda” acaba, ainda que não queira explicitamente, colaborando para o comjunto da sociedade, ao contrário daquele que, em nome do individualismo, prefere se autodestruir, consumindo recursos que são de todos nós. Simples assim.

    Abraço

    Ana Almeida

    20/09/2013 - 19h14

    O viciado não oferece benefício nem a ele e nem a ninguém. Ah, sim, talvez ao traficante que vende a droga pra ele porque é disso que ele vive.

Lucas Villa

07/01/2012 - 13h43

Tem gente aqui no Brasil que defende a liberação de todas as drogas, fazem até passeatas pedindo isso.

Responder

    Stuart

    09/02/2012 - 19h15

    A proibição não impede ninguém de comprar qualquer tipo droga em qualquer lugar do país em que esteja. As drogas já são liberadas! Consulte sobre os dados de consumo a partir da convenção de Viena de 1961 e verá que o crescimento é vertiginoso.. Já passou da hora de pensarmos em outras soluções para a "war on drugs". Uma alternativa, por exemplo, é a proposta de regulamentação da venda da maconha, que pode contribuir para o distanciamento de maconha dos pontos de venda de crack.

    1° A venda controlada da maconha pelo estado (além da permissão para plantio caseiro para adultos independentes) reduzirá os lucros dos traficantes (90% dos usuários de drogas ilícitas consomem maconha), facilitando o combate a drogas mais pesadas, como o crack.

    2° A aproximação de usuários vulneráveis de maconha a traficantes aumenta em muito a probabilidade de que ""em algum dia o usuário promíscuo resolva experimentar algo mais "cool", a cocaína"". Da coca para o crack é uma questão de querer intensificar os efeitos da mesma… Aí já sabemos que os resultados são trágicos.

    3° Com a venda regulamentada de cannabis para maiores de 18 anos e consequente desestabilização do comércio clandestino, o acesso de menores à maconha será dificultado, pois: 'Traficante não pede RG pra vender qualquer tipo de coisa para uma criança 13 anos…".

    Log

    01/10/2012 - 05h42

    Hoje é fácil comprar, vende em qualquer lugar, mas à margem da sociedade que não sabe a procedência e nem a qualidade.

    Rosana Evangelista

    02/05/2014 - 17h05

    É muita inocência pensar que a liberação de certos tipos de drogas vai impedir o comércio ilegal das mesmas. O resultado da liberação vai ser um aumento incontrolável do consumo e de todos os problemas relacionados: criminalidade, principalmente.

João-PR

07/01/2012 - 03h51

O unico controle que se tem sobre o crack é nunca usá-lo.
As autoridades deveriam fazer uma séria repressão ao traficante (do grande ao pequeno). Com o fim, ou diminuição do tráfico, e epidemia causada pelo crack seria atenuada. Com menos vítimas desta droga, seria mais fácil tratar decentemente aqueles que, um dia, resolveram experimentar a droga e tiveram suas vidas destruídas.
Como diz o Amaury Ribeiro Júnior, basta seguir o dinheiro, fazer uma investigação séria, mesmo que demore anos e demande pessoal só para isso. Daí, quem sabe, poderíamos ter o começo da solução.

Responder

george

06/01/2012 - 22h47

É triste ver que a maioria das pessoas esperam que o Estado façam o que é a responsabilidades dos pais: EDUCAR SEUS PROPRIOS FILHOS.
Desculpem a franqueza, mas esses pais que pedem "pena de morte" para traficantes deveriam ser pelo menos co-responsabilizados por negligenciar informação aos seus filhos. Que mae que abre mão da vida profissional só pra se dedicar a educaçao dos filhos e nao percebe que o filho começou a usar drogas? Uma mae ingenua, ignorante da realidade, que vive na realidade de sonhos (ou realidade de novela).
Enquanto as pessoas pensarem assim, achar que politicas de segurança publica é que tem que educar seus filhos, muita autoridade pública vai continuar se sustentando com o dinheiro corrupto vindo da venda de drogas.

Mas fazer o que? Quando se fala em legalizaçao ou regulamentaçao ao uso de drogas, as pessoas acham que isso significa vender cigarro de maconha na padaria e pedra de crack no botequim. ISSO NAO É REGULAMENTAÇAO!

Responder

    Daniel

    14/04/2012 - 06h59

    Um filho é um indivíduo, um sujeito envolto pelo mundo. Assim, as crianças se influenciam mais pelo meio, pela TV, pela cultura, pelos amiguinhos de escola do que pelos pais. Não adianta a culpabilizar os pais enquanto vivemos num meio extremamente hostil. É muito fácil termos a crença de nossos avós, porque eles eram assim e assado na infância, mas acontece que o meio era diferente. Claro, há camadas diferentes de hostilidade. Por exemplo, há pais que foram criados sem estrutura, e como não se pode dar o que não se possui, não podem fornecer educação aos filhos. A gama de fatores que podem influir na vida da criança é muito grande. Aí que entra o estado (ideal) como agente sustentado por todos, que cuida dos desiguais… aí começa a discussão…

    Luisa

    04/05/2012 - 23h30

    Incrível como a culpa sempre é da mãe, nunca do pai! e viva o machismo nosso de cada dia!

    Aristoteles

    17/04/2013 - 06h08

    A culpa sempre é da mãe ! Freud já provou isso há mais de 100 anos !

    Eliana Azevedo

    20/08/2012 - 11h34

    George,

    Acho que vc foi muito infeliz em acreditar que existem mães que, por trabalharem fora de casa são culpadas pelo vício de seus filhos. Existem milhões de mães que, com marido ou sem marido, precisam do dinheiro do salário para as contas da casa,da vida. Os pais tem sim obrigação de educar seus filhos e mantê-los longe das drogas. Mas a sociedade está tão doente que não tem super-mãe nem super-pai que consiga ser mais influente que a sociedade bebedora de cerveja e afins e que estimule o inconsciente dos jovens o tempo todo a beber,fumar,tomar calmantes,etc. Então antes de por a culpa na família, veja a situação na qual a mesma está inserida. A gente agradece!

Martin

06/01/2012 - 23h20

http://zerohora.clicrbs.com.br/especial/sc/crackn
(80 % têm recaída após 1ª internação – OMS)

Att.
Martin

Responder

Francisco

06/01/2012 - 23h02

Fico impressionado com os "filosofeiros" da vida alheia que contemporizam com a droga: "tem gente que aguenta e gente que não tem 'estrutura", "sabendo usar, não tem problema", "o pessoal também faz um escarcéu por causa de um ou outro que 'não sabe usar", "o pessoal mais instruído usa com moderação", "pobre é que não sabe usar", "todo mundo' usa!"…

Não há o que contemporizar! Ainda outro dia conversava com alguém que, a muito custo, admitiu que o crack vicia na quarta ou quinta pedra. Mas insistiu: até a terceira pedra não deve ter problema…

Acima de todas as coisas, o uso do crack é de um egoismo sem medida – rouba da sociedade (que opta por não usar…) o direito sobre o espaço urbano. A "liberdade de usar" é individualista às raias do narcisismo.

Resumo da ópera:

Quem esta doente – tratamento. Criança e jovem que ainda não usa – tem que ATERRORIZAR sobre essa porcaria de droga. Quanto ao traficante… realmente a minha dúvida é se a pena de morte deve ser a bala ou a golpes de pau…

Responder

    razumikhin

    12/08/2012 - 16h24

    Parabéns pelo post. É isso aí.

    H. Back™

    22/09/2012 - 22h14

    “Quanto ao traficante… realmente a minha dúvida é se a pena de morte deve ser a bala ou a golpes de pau… ”
    Tenho uma sugestão melhor – na minha opinião – que seria o traficante provar de seu próprio veneno; isto é, drogá-lo em uma prisão até que o mesmo não aguentasse mais e cometesse suicídio.

    Anonimo

    19/01/2016 - 11h14

    Perfeito!!!!!

Martin

06/01/2012 - 22h37

….Pena de Morte p/ o Traficante !!!

Isso SIM é cortar o mal pela raiz !!!

…Tratar o viciado é INSUCESSO GARANTIDO em mais de 70% das vezes !!!!!!!!!!!

Att.
Martin

Responder

Martin

06/01/2012 - 22h33

Pena de Morte p/ o Traficante de Drogas !!!!!!
(…Digamos daqui uns 2 anos, oferecendo a estes, Cursos Técnicos/Profissionalizantes, enquanto anuncia-se a entrada em vigor da Nova Lei !!)
……Pronto !! Acabou o Problema !!!!
E FIM da Posse e Venda de armas p/ os civis…
…..Pronto !! Acabou o Problema !!!!

Obs.: A Lei é ASSIM lá na Indonésia (e em Dubai… E onde mais ??) …E NÃO EXISTE o PROBLEMA da VIOLÊNCIA URBANA nesses PAÍSES !! …"Não há páginas policiais" nos jornais de lá, ou qdo aparece é matéria "importada"… Vão lá ver se duvidam (ou pesquisem) !!!!

Att.
Martin

Responder

max santos

10/03/2011 - 12h20

o crack é a maior prova do quanto o governo brasileiro(infelizmente)é incompetente.Em pleno seculo 21 e essa "epidemia" se alastrando por todo o brasil aos olhos de toda a populacao.E o que eles fazem?nada.pagamos impostos altissimos pra dar dinheiro aos vossos filhos sairem bebados de carro aos fds!

Responder

JOSÉ BASTO

01/01/2011 - 23h09

Azenha, quanto mais vejo e leio suas repostagens postadas mais "vejo o mundo…"…. Muito obrigado!

Responder

lucia

21/12/2010 - 18h45

Só li essa matéria hoje, dia 21/12, coincidência, estou muito angustiada com meu sobrinho, que sempre foi um menino lindo, bem educado, estudou em boas escolas, minha cunhada sempre foi uma mãe dedicada, que só cuidou dos filhos, deixando de lado sua profissão, que só retomou recentemente, por necessidade. O rapaz começou com maconha, agora está no crack, já roubou as jóias da minha cunhada, está irreconhecível. É muito angustiante, ninguém sabe o que fazer, pois ele some, volta, desaparece novamente, já foi internado, mas fugiu. Espero que um dia ele queira realmente sair desse submundo, porque não adianta a gente querer. é uma coisa terrível.

Responder

    Hell Back™

    06/01/2012 - 23h26

    "Espero que um dia ele queira realmente sair desse submundo, …" Ele quis dizer: "Espero que um dia ele queira realmente sair desse MUNDO, …"

Eleilson

05/10/2010 - 15h43

Meu irmão desde os 11 anos estava envolvido com drogas, se manteve viciado e completamente desacreditado pela família e sociedade até os 18. Não houve clinica, psicólogos ou tdo q as limitações humanas podem dispor.
O tratamento e as políticas podem á primeira vista ter soluções mas, sempre irão perecer diante das forças q jogam as pessoas para este buraco.
Jesus libertou meu irmão porque o fez nova criatura, ele deixou o vicío pelo ponto de vista divino e assim foi a sua existencia neste mundo para a glória do Pai, poi ele 3 anos após converter-se nos deixou.

Responder

Pai

01/09/2010 - 06h07

É fato que esse prazer custa caro. Custa não apenas altos valores em dinheiro, mas em saúde e em vida, e não só daqueles que se tornaram dependentes, mas dos filhos, pais, cônjuges, amigos e parentes, desgastados nas tentativas de afastar o viciado da droga.
Também é fato que, quanto mais o tempo passa, a droga passa a produzir menos prazer e a depressão passa efetivamente a tomar conta do dia-a-dia daquele que é usuário ou dependente.
Há que haver uma discussão livre de dogmas, pois hoje permite-se essa forma de suicídio dos mais marginalizados e dos mais frágeis emocional e psicologicamente.

Responder

Pai

01/09/2010 - 06h07

Não pode o Estado ficar inerte, sem repressão. Mas também não pode ficar omisso, sem propiciar o tratamento e agir principalmente de forma preventiva. De propiciar, de forma eficaz, apoios sociais e psicológicos. O Estado também deve fomentar a formação de grupos de saúde comunitários incumbidos de verificar a saúde individual de todos da comunidade, estudando a situação econômica e social da família, cuidando não apenas da saúde física e mental, mas adotando medidas para orientar, evitando o uso pelos membros da comunidade. Na constatação da existência da dependência toxicológica, deveria haver o pronto tratamento de desintoxicação e recuperação, sem a penalização do dependente ou usuário que se submeter ao tratamento, que deveria ser obrigatório, salvo para a pequena parcela de capazes que, além de ter uma vida ideal em todos os sentidos, optou pela droga de forma livre e pensada, como opção de vida e de prazer.

Responder

Pai

01/09/2010 - 06h06

Hoje, não penso assim. A enorme maioria das pessoas que recorre às drogas não tem condições de discernir suficientemente o prazer que ela pode, sim, proporcionar, dos riscos implicados. Muitos recorrem como fuga, como uma tentativa de fugir de uma tristeza ou de um sofrimento ou uma dor sem fim. Muitos fogem da dor da miséria, da dor da solidão, das dores psicológicas de uma reflexão e caem no caminho da morte. Poucos são aqueles que, capazes, têm uma vida ideal em todos os sentidos e optam pela droga como uma livre e pensada opção de prazer. A esses, imagino que possa ser permitido fazer essa opção pelo uso da droga. A todos os outros, não.

Responder

Pai

01/09/2010 - 06h05

É triste ver um mundo destruído pelas drogas. Muitos recorrem a elas para fugir da depressão, para afastar-se dos problemas efetivamente ou aparentemente insolúveis, por imaturidade, por curiosidade ou pelo prazer que ela proporciona.
Antes de um evento que aconteceu em minha família, era favorável à descriminalização das drogas, a todas elas. Cria que as pessoas tinham condições de discernir o que lhes era bom ou não, não devendo o Estado tutelar um direito de escolha/liberdade que cria ser de cada indivíduo.

Responder

Marcos

24/04/2010 - 05h15

É bem forte o depoimento da Sônia. Imagino que apesar de tudo que passou e passa ela seja uma mulher muito forte.

Eu moro no centro de São Paulo, a poucas quadras da Cracolândia. É triste ver essas pessoas que chegam e ficam nas ruas pedidndo dinheiro. Elas vão se deteriorando dia após dia, morrem aos poucos. A pele fica sem brilho, aparecem feridas nas pernas, pés e braços. Suas roupas se tornam trapos. Os olhares ficam perdidos.

É uma grave epidemia.

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    Bira

    10/07/2012 - 20h28

    fiquei estarrecido com o depoimento da Sônia. desejo, de coração, que Deus a ajude nessa luta.

    tenho um primo que caiu no crack. foi pra rehab, e voltou à vida. vai ser pai, disse que agora não quer saber de droga. detalhe : mora em cidade do interior, pacata, aqui em pernambuco. ele começou com a maconha, em função de depressão por causa do divórcio dos pais.

    o pai é um lutador, herói. graças a Deus isso passou.

    devia haver uma política séria de combate. o viciado se destrói.

    tive um aluno assim. até hoje ele sofre. e não se iludam : crack não é coisa só da capital. está devastando o interior do brasil.

    abraço e força, sônia.

    Bira.

Wagner Souza

17/04/2010 - 22h17

Eu cheguei a New York em 84, cheguei logo quando a epidemia do crack nos Eua estava engrenando e infelizmente pude presenciar e testemunhar a queda de varios compatriotas Brasileiros nesta praga, nao foi um ou dois mas muita gente que perdeu tudo, ate a moral nesta droga que agora aflige minha gente ai no Brasil. Nao converso fiado, tenho ate sobrinho em Neves (penitenciaria agricola de neves) preso por causa desta porcaria!

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LuizRONDONIA

23/03/2010 - 18h45

Sônia, muito obrigado pelo seu depoimento!

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Luiz /RONDÔNIA

23/03/2010 - 18h39

Muito importante o depoimento da Sônia. Obrigado!

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Ivan Moraes

22/03/2010 - 06h25

Esse caso tem alguma coisa a ver com o finado monstrinho cujas cinzas terminaram no East River, Azenha? Ja tinha ouvido falar dele nos anos 70 ainda. Minha irma foi pro Brasil e passou o apartamento pra ele por pena. Ele comecou a vender drogas la e parou de pagar o aluguel. Quando finalmente tocaram ele de la ele vandalizou o apartamento do chao ao teto. Nao sobrou nada inteiro la, e uns 2 anos mais tarde minha irma voltou pros EUA e foi informada que sob o proprio nome ela nao conseguiria alugar um apartamento en NY nunca mais.

Tem muita informacao a respeito dele que se perdeu (que pena) mas se eh o que voce ouviu entao voce ouviu certo: quem lidou com ele so se deu mal. Uma maquina de azar…

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    Conceição Lemes

    22/03/2010 - 12h39

    Ivan, tem, sim. É o próprio. Inclusive no livro do Viomundo este texto está com um e-mail seu, contando a história. Abs

    Ivan Moraes

    22/03/2010 - 18h00

    EU? FAMOSO?! EU SOU FAMOSO?! WEEEEEEEEEEEEEEEEEEH…!

    Obrigado, muitissimo obrigado, Conceicao! Eu nao sabia! Obrigado, Azenha! Tou famoso!

    Uh… me empresta 100 dolares? (:-)

Glecio_Tavares

21/03/2010 - 02h46

Meu melhor amigo morreu em 1994, tinha 30 anos. tomou 8 tiros, pois foi buscar uma pedra, ia trocar o secador de cabelos da mulher dele, pela droga na favela do heliopolis, os caras pensaram que ele tava armado, pois colocou o secador na cintura e acabaram com a vida dele. Deixou um filho pequeno. Mas o avo é rico, portanto o moleque esta bem.

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Sara

19/03/2010 - 12h56

Sr. Azenha,Boa tarde…
Parabéns pelo novo visual,(seu e do blog…)
Quanto ao assunto em tela, a semanas, tive um relato doloroso, em que ví apenas os vestígios dos aliciados
(ou por modismo ou desespero) , e fiquei muito abalada com a degradação , o desapego , pois ao vermos
uma reportagem não formamos a idéia do mal em toda sua amplitude…creio que um minuto de felicidade
extrema, transforma-se em horas de desespero emocional…pois físicamente devem sofrer as convulsões
do inferno , Meu conselho , esta triste deprimido? faça voluntariado …ajude as pessoas , participe, a alegria e a tristeza são componentes da nossa vida

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sonia dugich

18/03/2010 - 20h40

por isso eu digo sempre nao entre na besteira de entrar na maconha ele e caminho direto para a pedra , pirei estou de licença nao tenho animo para nada, desliguei meu telefone, ouço telefone tocar sem ter ligado, ouço interfone sem ter nada disso ,vivo de remedios estou de licença e sendo sacaneada pela pericia medica que acham que nao tenho nada so frescura , tudo que amava deixei minha politica meu sindicato meu trabalho e ai sou acusada de ser desonesta por pedir licença isso e o crack, desculpe o desabafo mas e muito bom pais socialista que nem eu saber o quanto e duro e uma viajem sem volta

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sonia dugich

18/03/2010 - 20h40

ai foi para a cracolandia me deu 2 netos sendo que a primeira tinha dado para traficantes tive de lutar muito para conseguir de volta, depois outro menino, mil envolvimento ate o dia que foi embora de vez, e eu fiquei comn duas crianças com seguelas, consegui sua interdição, a tutela das crianças 25 internaçoes, dois assaltos sendo que a primeira vez quem a reconheceu no 77 dp foi um policial da cavalaria que a paquerava na joao mendes por ela ser linda me ligou apavorado , isso foi em 2004 , consegui medida de segurança sai do hospital voltou para a cracolandi a foi pega assaltando de novo 7, dia usando pedra, toda suja foi para o manicomio judicial ficou la um an o depois para o semi aberto um trabalho primoroso, mas ai colocaram na rua depois disse mil dividas mil pedras ,

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    Fernando

    20/08/2010 - 15h37

    Depois do tratamento o ideal é tirar o ex-vciado da antiga convivência, se ele realmete tiver deixado o vicio. Pois, mudar achando que vai parar, não para. Muito pelo contrário vai é propagar o vicio. Depois do tratamento, vc perde 100% dos seus "amigos" e essa rejeição na cabeça do jovem é insuportável, afinal vc se tornou careta! É nessa hora que toda a familia tem que chegar junto. Se possível estabelecer projetos de vida juntos.

sonia dugich

18/03/2010 - 20h39

eu sei o que é o crack, sendo que so uma vez eu vi na minha vida, nas maos de policiais que tinham prendido minha filha, uma moça linda 1,84 loira , magra funcionaria do tribunal de justiça, se envolveu dentro mesmo do forum joao mendes com uns caras primeiro foi a maconha depois cocaina, eu como uma boa socialista achava que isso e besteira liberdade de pensamento , de escolha,

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