Atualizado em 15 de abril de 2008 às 22:32 | Publicado em 15 de abril de 2008 às 22:19

À uma e quarenta e cinco da manhã de segunda-feira, 3 de dezembro, publiquei esta manchete no site. Era o resultado do referendo na Venezuela, direto de Caracas. Enquanto isso, na capa da FolhaOnline estava escrito:
No dia 3 de dezembro, o ombudsman da Folha, Mário Magalhães, escreveu, com o título "A Virtude da Cautela":
"Chamada de duas colunas no pé da primeira página da Folha na edição Nacional concluída às 21h22: "Boca-de-urna dá vitória a Chávez em referendo".
Manchete da Folha na edição São Paulo fechada à 1h34: "Referendo na Venezuela tem disputa acirrada". Manchete do "Globo", pelo menos na segunda e na terceira edições: "Resultado apertado põe a Venezuela em alerta". Manchete do "Estado" na edição das 21h35: "Referendo aumenta poderes de Chávez". Manchete do "Estado" na edição de 0h45 de hoje: "Referendo aumenta poderes de Chávez". Ou seja, o principal concorrente local da Folha não mudou a manchete e manteve uma barriga antológica. O principal título interno do "Estado", pelo menos na primeira edição, ocupou seis colunas e duas linhas: "Chávez vence referendo e ganha superpoderes na Venezuela". Já na edição Nacional a Folha trouxe uma reportagem, "Em antigo reduto chavista, apatia foi maior" (pág. A10; na São Paulo, pág. A12), que apontava para um cenário em que as coisas não iam bem para o presidente da Venezuela. O jornal deveria ter estampado na capa a assinatura dos três repórteres que cobriram o referendo em Caracas, e não apenas de um. É incompreensível a Folha não destacar a presença das outras duas repórteres, cujo trabalho foi muito bom. Escondeu um dos seus trunfos, a superioridade numérica em relação ao restante da imprensa brasileira."
Posso dizer que fui lá sozinho e dei o resultado certo.
Publicado originalmente em dezembro de 2007
Hehehehehehe! É duro ser competente, né? Não adianta ter uma dúzia batendo cabeça um no outro. 10x0 pro Azenha.