Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha

Palanque

Deixe aqui sugestões de pauta, de leitura e desabafos

Escreva!

   
 
Home Receba as últimas notícias via RSS
Blog da Saúde Utilidades

Gripe suína: vacinar ou não?

Atualizado em 10 de março de 2010 às 22:18 | Publicado em 10 de março de 2010 às 21:40

por Conceição Lemes

Para a Fundação Oswaldo Cruz, (Fiocruz), a Escola Nacional de Saúde Pública, o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Sociedade Brasileira de Infectologia, a Sociedade Brasileira de Pediatria, a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, entre dezenas de instituições médicas e de saúde coletiva de peso no país, a resposta é sim.

A saúde pública do Brasil tem um grande desafio nos próximos três meses: vacinar pelo menos 80% das 91 milhões de pessoas que devem ser imunizadas contra a influenza A (H1N1), ou gripe A, mais conhecida como gripe suína. A vacinação acontecerá simultaneamente em todo o território nacional.

“Prioritariamente o objetivo é proteger os profissionais de saúde e alguns grupos que têm maior risco de desenvolver a forma grave da doença ou evoluir para o óbito durante a segunda onda da pandemia da gripe A”, explica o médico epidemiologista Eduardo Hage Carmo, diretor de vigilância epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. “A segunda onda acontecerá no inverno.”

Os grupos com maior risco de desenvolver a forma grave de gripe suína são:
* Gestantes
* Indígenas que vivem em aldeias
* Portadores de doenças crônicas, independentemente da idade
* Crianças de 6 meses a 2 anos de idade
* Pessoas de 20 a 39 anos

Se você está em uma dessas situações ou é profissional da área de saúde, o Ministério da Saúde recomenda que se vacine. A vacinação será feita em cinco etapas, de  acordo com os grupos, como mostra o calendário abaixo.

 calendario4_influenza_2010.jpg

MINISTÉRIO DA SAÚDE ESCLARECE AS DÚVIDAS FREQUENTES

Preocupado em informar ao máximo a população, o MS selecionou as dúvidas mais freqüentes nos serviços públicos de saúde e no seu Disque Saúde (0800 611997).  A equipe técnica do próprio ministério é quem as respondeu.

O que é influenza A, ou gripe suína?

É uma doença respiratória contagiosa causada pelo vírus A (H1N1). Assim como a gripe comum, a influenza A é transmitida de pessoa a pessoa, principalmente por meio de tosse, espirro e contato direto com secreções respiratórias de pessoas infectadas. Os sintomas podem aparecer 7 a 14 dias após a pessoa infectar-se pelo novo vírus.

Qual a diferença entre a gripe comum e a suína?

Elas são causadas por diferentes subtipos do vírus influenza. Os sintomas são muito parecidos e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Por isso, ao apresentar esses sintomas, procure o seu médico ou um posto de saúde.
 
O vírus da gripe é mais violento do que o da gripe comum? Qual mata mais?

Inicialmente, acreditava-se que o vírus A (H1N1) fosse mais patogênico do que o da gripe sazonal, comum.  Porém, até o momento, ele não demonstrou ser mais violento ou mais mortal na população geral. A maioria das pessoas desenvolve a forma leve da doença e se recupera sem uso de medicamentos. Assim como na gripe comum, portadores de doenças crônicas, gestantes e crianças com menos de 2 anos são  os mais vulneráveis. A principal diferença é que o vírus da gripe A tem potencial maior de causar doença grave em pessoas saudáveis de 20 a 39 anos. Em compensação, tem afetado menos as com mais de 60 anos.

Por que não vacinar toda a população?

A vacinação em massa não tem sentido por um motivo bem simples: a contenção de segunda onda da pandemia de gripe A não é mais possível em todo o mundo.

Que critérios o Ministério da Saúde utilizou para selecionar os grupos prioritários para a vacinação? Esses grupos são os mais afetados ou os que têm maior risco?

Comecemos pelos trabalhadores da saúde. Eles precisam estar protegidos, pois são os que garantirão o funcionamento ininterrupto dos serviços de pronto-atendimento, vigilância em saúde, laboratório. Deles dependem todos os serviços de combate à pandemia de gripe A – da vacinação ao diagnóstico e tratamento. Não se pode correr o risco de colapso dessas atividades essenciais.

Os indígenas aldeados por dois motivos: são mais vulneráveis a infecções e têm maior dificuldade de acesso às unidades hospitalares, caso necessitem.

Os demais grupos prioritários são aqueles que, na primeira onda da pandemia, tiveram mais frequentemente a síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que é a forma grave da influenza A. Por exemplo, entre as mulheres em idade fértil que apresentaram SRAG em 2009 devido à gripe A, 22% eram gestantes. Os jovens de 20 a 29 anos foram o grupo etário mais afetado: representam 24% do total de casos de SRAG por influenza A em 2009. Entre os adultos de 30 e 39 anos, ocorreu a maior taxa de mortalidade: 22% do total de óbitos.  

Todos os trabalhadores da área de saúde precisam se vacinar?

Não. Apenas aqueles estão na rede de serviços, atendendo diretamente a população. Ou seja, aqueles que, em razão das suas funções, têm risco potencial de contrair a infecção pelo H1N1 no contato com possíveis suspeitos da doença. Portanto, devem se vacinar os trabalhadores da atenção básica (postos de saúde e  programa de saúde da família),  dos serviços de média e alta complexidade (pequeno, médio e grande porte) e aqueles que atuam na vigilância epidemiológica, especialmente na investigação de casos e em laboratório.

É importante que todos os trabalhadores da área de saúde informem-se nos seus serviços e na Secretaria Municipal ou na Secretaria Estadual de Saúde para conhecer os detalhes da vacinação, já que a imunização não será feita em 100%. 

E a população indígena que vive em aldeias será 100% vacinada?

A partir dos 6 meses de idade, sim, devido à maior vulnerabilidade a infecções.

Por que vacinar portadores de doenças crônicas?

Devido às doenças crônicas eles já são naturalmente mais vulneráveis a infecções. E a maior vulnerabilidade aumenta a probabilidade de quadros de maior gravidade e óbito. Na pandemia de 2009, observou-se um alto percentual de pessoas com doenças crônicas entre os casos de SRAG.

Quem pode ser considerado portador de doença crônica?

A lista é grande. Estão nesse grupo, por exemplo:
* Pessoas com obesidade grau III, antigamente chamada obesidade mórbida, independentemente da idade. 
* Pessoas com doenças renais, pulmonares, cardiovasculares, hepáticas e hematológicas crônicas
* Imunodeprimidos devido ao uso de certos medicamentos (por exemplo, contra rejeição de transplantes, cortiscosteróides e antineoplásicos) e de algumas doenças (como câncer e aids).
* Diabéticos.

E os idosos por que não estão entre os grupos prioritários?

Porque a influenza A afeta menos as pessoas com mais de 60 anos. Porém, se o idoso tiver alguma doença crônica, deverá ser vacinado contra a gripe suína. A vacina será feita durante a campanha anual de vacinação do idoso contra a gripe comum, de 24 de abril a 7 de maio. Portanto, o idoso com doenças crônicas tomará duas vacinas: contra a influenza A e contra a gripe comum. 
 
O fato de as pessoas terem doenças crônicas não aumenta o risco de efeitos colaterais da vacina?

Não. A possibilidade de ocorrer um evento adverso após a administração da vacina em pessoas com doença crônica é a mesma de qualquer outra pessoa. 
 
Por que as crianças com menos de 6 meses não estão incluídas nos grupos prioritários? Há alguma contraindicação?

É que não está comprovado que nessa faixa etária a vacina garante proteção.

Por que vacinar as grávidas contra a gripe suína se normalmente não são vacinadas contra a gripe comum?

Não há nenhuma contraindicação à vacinação de gestantes contra a gripe comum. Acontece que as campanhas anuais priorizam a população de maior risco – a população de 60 anos ou mais. Já em relação à influenza A as gestantes são consideradas como grupo de risco. Relembramos que, em 2009, entre as mulheres em idade fértil que apresentaram a forma grave da gripe A, 22% eram gestantes.

A vacina não oferece risco à grávida? E ao feto? Há risco de aborto? 

Não há risco em vacinar grávidas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e os  laboratórios produtores, a vacina contra o vírus influenza A H1N1 é segura para a gestante. Também não há evidências de que possa causar aborto ou afetar o feto. 
 
A grávida pode se vacinar em qualquer fase da gestação?  

Sim, pois será utilizada para as gestantes a vacina que não contém o adjuvante.  Com base na experiência de outros países que estão vacinando desde novembro de 2009, a OMS e Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) orienta o uso da vacina com ou sem adjuvante. Porém, por cautela, a orientação do Ministério é utilizar em grávidas somente a vacina sem adjuvante. 

Suponhamos que a mulher só se descubra grávida depois de 21 de maio. Ela poderá se vacinar, mesmo após o término da campanha de vacinação contra a gripe A?

As mulheres que se descobrirem grávidas ou engravidarem depois de 21 de maio poderão se vacinar depois, sim. 
 
 A vacina que será utilizada no Brasil é segura?

Sim. Ela já está em uso em outros países. Até o momento não foi observado neles a relação entre o uso da vacina e a ocorrência de efeitos adversos graves.A segurança da vacinação, porém, não depende apenas do imunizante. Está relacionada também à: 1) utilização de seringas e agulhas apropriadas; 2) adoção de procedimentos seguros no manuseio, no preparo e na administração da vacina, conforme normas técnicas estabelecidas; 3) conservação da vacina na temperatura adequada, conforme preconizado; qualidade da capacitação do pessoal envolvido, bem como da supervisão ao trabalho de vacinação. É fundamental, no entanto, o monitoramento de eventos adversos associados temporalmente à vacinação, para investigá-los. 

Qual a eficácia da vacina a ser utilizada no Brasil? 

Em média, acima de 95%. Proteção máxima é alcançada entre 14º e 21º dia após a vacinação.  
 
A vacina que será utilizada no Brasil é inalável ou injetável? 

 Injetável, administrada por via intramuscular. 
 
Qual a incidência de efeitos colaterais da vacina?

A grande maioria apresenta os mesmos da vacina contra a gripe em idosos, são reações leves: dor local, febre baixa, dores musculares, que se resolvem em torno de 48 horas. 
 
Tudo bem tomar a vacina em clínica particular?

A vacina vai estar disponível em toda a rede pública de saúde do Brasil. Mas se você preferir vacinar-se em clínica particular, não há nenhum problema. O Ministério da Saúde não impôs nenhum obstáculo para o setor privado adquirir vacina contra a gripe A. O que pode ocorrer é não haver o produto disponível; isso dependerá da capacidade de fornecimento dos laboratórios produtores. 
 
Se eu me vacinar contra a gripe comum estarei protegida contra a gripe A?

Não. Portanto, se faz parte dos grupos prioritários deverá se vacinar também contra a gripe A.

 Supondo que eu faça parte dos grupos prioritários e não queira me vacinar, e aí?A vacina é obrigatória?

De modo algum, a vacina contra a gripe A é compulsória.  Nós, enquanto Ministério da Saúde, apenas recomendamos o que do ponto de vista de saúde pública julgamos necessário. A decisão é individual. Questão de livre arbítrio. Mas antes de decidir, reflita bem. Nós esperamos que você espontânea e conscientemente se imunize, caso faça dos grupos prioritários. 
 
O vírus da gripe suína, como já dissemos, é transmitido da mesma forma que o da gripe sazonal: por gotículas que são expelidas quando a pessoa infectada fala, espirra ou tosse. E as medidas de prevenção são as mesmas para o controle e prevenção da gripe sazonal e de outras doenças respiratórias.Por isso, as medidas de prevenção são muito importantes, principalmente as individuais, pois evitam que uma pessoa doente transmita o vírus para outra. Questão de respeito com a saúde do outro:

* Cubra a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir e espirrar; é para evitar que gotículas atinjam os que estão próximos.

* Lave frequentemente as mãos com água e sabonete. Faça isso, pelo menos: depois de tossir ou espirrar. Após usar o banheiro; antes de comer; e antes de tocar os olhos, boca e nariz

* Evite compartilhar pratos, talheres e alimentos. 

* Evite colocar as mãos nos olhos, nariz ou boca após pegar mexer com dinheiro, pegar produtos no supermercado ou ter contato com superfícies que não estejam devidamente higienizadas.

* Procure ter hábitos saudáveis, como alimentação adequada, ingestão de líquidos e atividade física.

 Afinal de contas, quanto mais prevenção mais proteção.

Nota do Viomundo : A vacinação contra a gripe suína tem levantado discussões principalmente em alguns países da Europa. Questionam-se especialmente o risco de efeitos colaterais e sua utilidade, já que o vírus A (H1N1) não se mostrou tão patogênico, como se supunha inicialmente. Nós fizemos uma entrevista exclusiva com o ministro da saúde, José Gomes Temporão, onde todos os pontos polêmicos foram abordados. Ela será publicada na sexta-feira.


Indique esta Matéria
ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Conceição Lemes (14/03/2010 - 00:03)
César,a entrevista exclusiva com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, será publicada na segunda-feira. Abs

Cesar (13/03/2010 - 18:57)
Ia me esquecendo...Kd a entrevista com o Ministro Temporão deste blog que disseram sairia sexta-feira?

Cesar (13/03/2010 - 18:57)
Conceição Lemes
A Vacina das particulares chama-se vacina conjugada, ou seja, mistura de cepa da gripe A H1N1 e de 2 de gripes sazonais numa só. A minha duvida é se juntar 3 cepas numa dose só nao pode provocar resposta imunologica exagerada do organismo ou trás algum risco a quem tomar mesmo crianças.
Obrigado...espero que consiga informações para todos nós,pois muita gente deverá tomar a vacina em clinica particular.

Conceição Lemes (13/03/2010 - 18:15)
Jade, você tem de 20 a 39 anos? Está grávida? É profissional da área de saúde? Tem alguma doença crônica? Se você respondeu NÃO a todas essas perguntas, não precisa se vacinar. Se disse SIM a uma delas, a recomendação do Ministério da Saúde é que você se vacine. Abs.

Carla (13/03/2010 - 10:30)
E leiam isto também, sobre o Conselho de Europa, falando da gripe...
http://crohnsnews.wordpress.com/tag/wolfgang-wodarg/

Carla (13/03/2010 - 10:21)
Haverá uma razão pela qual na Europa pouquissimos quiseram tomar a vacina? E como é que, apesar do inverno rigoroso, foram denunciados tão poucos casos? A gripe praticamente desapareceu! Por que tomar a vacina? Cui prodest?
Interessante este artigo que vem do Portugal: http://forum.pplware.com/showthread.php?tid=3642

jade (12/03/2010 - 23:59)
Eu já tive a gripe suina, devo ser vacinado?

Conceição Lemes (12/03/2010 - 23:49)
César, a vacina que será aplicada na rede pública será apenas contra o vírus H1N1, o da gripe suína. Desconhecia que clínicas particulares usarao uma que "mistura" o H1N1 e o vírus da gripe sazonal. Na segunda-feira entrarei em contato com pessoal especialização em imunização e te responderei. OK? Abs e obrigada pela informação.

Conceição Lemes (12/03/2010 - 23:40)
Cintia, a resposta é sim. É a recomendação do Ministério da saúde para quem teve a gripe em 2009 e faz parte dos grupos prioritários, como é o seu caso, que é profissional de saúde.
Quando uma pessoa é infectada pelo vírus influenza A, ela adquire imunidade para aquele subtipo específico de vírus. Em princípio, está imune. Só que há registro de alguns casos que desenvolveram uma segunda infecção. Daí a precaução. Abs

Cesar (12/03/2010 - 20:55)
Gostaria de saber de alguem especializado se a vacina dos laboratorios particulares que terão 3 cepas (gripe A 02 sazonais) oferecem mais riscos do que se fosse 1 cepa somente. Não seria necessario mais tempo de testes ou essa vacina com 3 cepas ja fopi testado na europa e EUA?

Cintia (12/03/2010 - 18:00)
Já tive a gripe suina devo me vacinar? Estou com muitas duvidas pois sou profissional da saúde

Conceição Lemes (12/03/2010 - 10:51)
Viviane, as doenças crônicas que podem aumentar o risco de a pessoa desenvolver a forma grave de gripe suína são muitas. Até o momento, as listadas pelo Ministério da Saúde são estas:

* Obesidade grau 3 - antigamente denominada obesidade mórbida (crianças; adolescentes e adultos).
* Doenças respiratórias crônicas desde a infância (por exemplo, fibrose cística, displasia broncopulmonar)
* Asmáticos (formas graves)
* Doença pulmonar obstrutiva crônica e outras doenças crônicas com insuficiência respiratória
* Doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (por exemplo, distrofia neuromuscular)
* Imunodeprimidos (por exemplo, pessoas em tratamento para aids e câncer ou portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico)
* Diabetes
* Doença hepática (exemplos: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral)
* Doença renal (exemplo: insuficiência renal crônica, principalmente em pacientes com diálise)
* Doença hematológica (hemoglobinopatias; por exempplo, talassemia e anemia falciforme)
* Pacientes menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos (exemplos: doença reumática autoimune, doença de Kawasaki)
* Portadores da síndrome clínica de insuficiência cardíaca
* Portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica (exemplos: hipertensão arterial pulmonar, valvulopatias, cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular).
Abs

Viviane Santos (11/03/2010 - 21:29)
Conceição Lemes, na materia vc deu alguns exemplos de doenças crônicas cujos portadores o Ministério da Saúde recomenda a vacinação. Daria para você publicar a lista completa dessas doenças? Seria muito útil. Obrigada por nos informar com tanta seriedade, responsabilidade e paciência. Um beijo

Conceição Lemes (11/03/2010 - 19:18)
Ricardo Luiz, realmente de 40 a 60 anos não está indicada a vacina contra a gripe suína, a menos que a pessoa tenha alguma doença crônica. Aliás, mesmo acima de 60, se ela não tiver uma doença crônica, a vacina não está indicada. A seleção dos grupos prioritários foi baseada no estudo da incidência das formas graves da doença em 2009. Aí, se percebeu, por exemplo, que a gripe suína não atingiu a população acima de 60 anos. São estudos que permitem verificar o comportamento da doença na população.
Agora, se vc alguma doença crônica, a vacina é recomendada, independentemente de vc ter 10, 20, 40, 50, 60, 70 anos. A razão é uma só: as doenças crônicas tornam as pessoas mais vulneráveis, aumentando o risco de desenvolverem a forma grave da doença. Portanto, se vc tem alguma doença crônica, como diabetes, anemia falciforme, doença cardiovascular, deve se vacinar, sim.
Se ficou alguma dúvida, por favor, volte a escrever. Essas informações foram fornecidas pela equipe técnica do Ministério da Saúde. Abs

Ricardo Luiz (11/03/2010 - 17:05)
Prezada Conceição,
a faixa 40-60 anos (estou nesta faixa) não é mencionada e também não ví esclarecimento do por quê...
Grato,

Conceição Lemes (11/03/2010 - 16:36)
Alexandre, a sua filhota não precisa tomar a vacina contra a gripe suína. O limite é 2 anos mesmo. Por quê? Durante a pandemia de gripe suína de 2009, se verificou pelos estudos epidemiológicos que o risco maior de ter a forma grave da doença é entre os bebês de 6 meses a 2 anos. Antes de responder para vc, consultei a equipe técnica do Ministério da Saúde. Essa também é a posição da Sociedade Brasileira de Pediatria. Portanto, fique tranquilo. Qualquer outra dúvida sobre a gripe suína e vacinação,não se acanhe, escreva. Abs e um beijo na sua princesa.

Alexandre Moraes (11/03/2010 - 15:57)
Minha filha tem 2 anos e 4 meses. Ela pode ser vacinada, ou o limite é exatamente 2 anos.

Ministério da Saúde (11/03/2010 - 11:59)
Marco, de fato não há disponibilidade da vacina para todos. A Influenza H1N1 teve um impacto na população mundial. Diversos países precisaram comprar vacina. E a indústria não consegue acompanhar a demanda. Principalmente pelo tempo de demora na fabricação da mesma. O Ministério da Saúde do Brasil comprou vacina suficiente para atender aos grupos prioritários, que correm mais risco de desenvolver a forma grave da doença. Atendemos aos critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde, sobre o público alvo e, ainda estendemos a imunização aos jovens saudáveis de 20 a 39 anos, além de crianças maiores de seis meses a menores de dois anos. Após esta campanha, de acordo com a situação epidemiológica e também com a disponibilidade de vacina, outros grupos poderão ser vacinados.

Atenciosamente,
Ministério da Saúde
fernanda.scavacini@saude.gov.br.

Ministério da Saúde (11/03/2010 - 11:36)
Fulano, o público que será vacinado foi definido dentre as pessoas que correm maior risco de desenvolver uma forma mais grave da doença. Esse não é o caso da faixa etária citada. Após esta campanha, de acordo com a situação epidemiológica e com a disponibilidade da vacina, outros grupos poderão ser vacinados.

Atenciosamente,
Ministério da Saúde
fernanda.scavacini@saude.gov.br.

Ministério da Saúde (11/03/2010 - 11:28)
Eduardo Airton, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os principais efeitos colaterais da vacina são dores de cabeça, nos músculos e articulações e febre. São sintomas leves, que devem durar cerca de dois dias. Em casos mais raros, pode haver reação alérgica.

De fato, a produção da vacina contra a Influenza H1N1 foi possível de forma rápida porque os laboratórios já tinham experiência com a produção da vacina contra os vírus de influenza sazonal (vacina administrada anualmente nos idosos no Brasil), e estes investiram em tecnologia num processo de preparação para a produção de uma vacina para a prevenção do vírus pandêmico (H1N1) 2009. O Brasil, por exemplo, fez investimentos na adequação do processo de produção pelo Instituto Butantan.


A vacina a ser utilizada é segura e já está em uso em outros países. Não tem sido observada nesses paises uma relação entre o uso da vacina e a ocorrência de eventos adversos graves.

Atenciosamente,
Ministério da Saúde
fernanda.scavacini@saude.gov.br.

Oliveira (11/03/2010 - 10:59)
Realmente é dever do Min. da Saúde esclarecer essas dúvidas. Eu, por exemplo, estou muito inseguro em tomar a vacina, tendo em vista que nunca me vacinei contra a "simples" gripe comum!!!. Na minha modestíssima opinião o surto de gripe A foi muito recente para se ter estudos suficientes para a criação/testes da vacina e para os efeitos de mutabilidade do vírus. Além disso, como será a reação do organismo das pessoas vacinadas num próximo surto da gripe? Qual a "validade" da vacina? Terá que ser tomada todos os anos, assim como a vacina para a gripe normal ou ela é como a de febre amarela que tem uma validade "maior"(10 anos)?
Outra questão: pelo que li (por favor, me corrijam se eu estiver errado!!!) a "gripe normal" causou e causa mais mortes todos os anos do que a "gripe Suína", sendo assim por que não se tem uma campanha de vacinação em massa contra a gripe normal? Geralmente vemos a campanha apenas para idosos! Ou mesmo para a febre amarela (mas algo oficial, nada como aquele surto de FA criado pelo PIG), que geralmente é indicada apenas para as pessoas que viajam para os locais de incidência da doença?
Essa vacina carece de esclarecimentos, de muuuuuuuuuuuitos esclarecimentos!

Marino Piccoli (11/03/2010 - 09:42)
Em mim, ninguém mete a seringa pra vacinar contra a gripe A.. nem a pau, juvenal!!

Marco (11/03/2010 - 09:36)
O grande motivo é que não há vacina para todos, sendo priorizado grupos de maior risco para casos graves e óbitos, de acordo com a experiência nacional e internacional na primeira onda pandêmica de Influenza A H1N1 2009.

Ary Martini (11/03/2010 - 08:20)
Tannto faz. Basta não ficar perto do porquinho quando ele espirrar. hehehe...

Fulano (11/03/2010 - 01:32)
Pessoas entre 2 e 19 anos não será vacinada?
Porquê?

eduardo ayrton (10/03/2010 - 22:51)
Tambem estava me questionando sobre isso ngm sabe quais são os reais efeitos colaterais da vacina vamos pensar ...a epidemia surgiu ano passado e nesse periodo ja desenvolveram a vacina mas e os periodos de teste? são no minimo 05 anos para so depois chegar ao mercado. Eu ainda estou lendo sobre isso mas por enquanto nada de vacina(pelo menos para mim)



Comente este Texto
Email: viomundoteve@msn.com Receba o conteúdo do site via RSS developed by: webmasters online design by: kallore design