paulo bigode (02/03/2010 - 08:52)
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A verdadeira droga que mata (19/11/2009 - 07:11)
Atropelamentos em Salvador chegam a 1,7 mil este ano
Entre janeiro e outubro deste ano, Salvador teve 6.812 vÃtimas de acidentes de trânsito, com 195 mortos. O número de atropelamentos é igualmente preocupante: até o último dia 12, foram registradas 1.797 ocorrências, com 92 mortos. Os dados são da Transalvador (órgão de trânsito da prefeitura municipal).
http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1284482
kakaka... ainda vêm me falar de maconha kakaka.. o paÃs da piada pronta !!
maconheiro (17/11/2009 - 06:50)
Se atleta tem anti-doping,por quê a policia não tem ????
JULIO SILVEIRA (13/11/2009 - 17:46)
No meu entendimento, sujeito a mudança por convencimento, nosso problema nacional com drogas está muito ligada a forma como a sociedade brasileira se constrói. Impunidade em todos os nÃveis, leviandade, irresponsabilidade e uma boa dose de coitadismo. Nosso paÃs subverte costumeiramente o sentido de correção e costuma privilegiar a criminalidade dando-lhe prerrogativas que deveriam ser primazia dos cidadãos de bem, aqueles que buscam levar a vida dentro de princÃpios condignos com a civilidade e as normas sociais.
A droga tem sido isso, historicamente um instrumento de beligerância contra a sociedade, contra as normas sociais. Buscam-nas quem quer transgredir, e que dela necessitam por falta de coragem na transgressão de cara limpa. Os danos à saúde são secundários diante dos resultados que almejam.
Os traficantes de drogas, aqueles que usam a fraqueza humana, ou a beligerância anti-social como instrumento de enriquecimento, no meu entendimento são como os traficantes de armas, criam produto para guerra, buscam o enfrentamento. Do outro lado necessitamos enfrentar quem desde o principio foi contra as instituições sociais e busca a guerra e, portanto esperam o confronto. Aceitar a transgressão em qualquer dos casos do consumo transgressor ao trafico beligerante, ou mesmo facilitar o uso, é transferir covardemente a todos, principalmente aqueles que pautam suas vidas pelas normas dentro dos parâmetros de civilidade, ao aviltamento incompreensÃvel e covarde.
Emerson Paulista (13/11/2009 - 00:18)
Caro Azenha,
Uma sugestão de reportagem para teu blog é com o agente da PolÃcia Federal de Niterói Sandro Araújo. Ele e mais um parceiro da PF comanda um projeto chamado Geração Careta. Esse projeto visa um ciclo de palestras em milhares de escolas conscientizando os males dos efeitos dos entorpecentes. O esforça do agente é muito grande no combate as drogas e relata entrevistas, palestras e até algumas operações no próprio blog. Segue o link:
http://sandro-anjodanoite.blogspot.com/
Neo-tupi (11/11/2009 - 23:27)
Dan, parte 2:
O envelhecimento da população também é uma hipótese clássica sobre diminuição da criminalidade me várias cidades do mundo, porque a criminalidade violenta se dá mais na população jovem. Muita gente credita parte da queda da criminalidade em Nova York ao envelhecimento da população e não apenas à polÃtica de tolerância zero.
Apenas para reforçar minha hipótese (que continua carecendo de confirmação em dados mais abrangentes), a Holanda apresenta hoje uma taxa de 12 homicÃdios para cada cem mil habitantes que para os padrões europeus é considerado muito alto. Não creio que seja a maconha que provoque esses homicÃdios. Mas o ambiente hedonista criado em torno de Armsterdan atrai o consumo e tráfico ilegal das outras drogas consideradas pesadas. Tanto o consumo lá é maior destas drogas ilÃcitas (não pelos holandeses, mas pelos turistas), que o preço é mais barato do que em outras cidades da Europa, indicando que há maior oferta e facilidade.
Joao Rodrigues dos Santos para CONCEICAO LEMES, in off (11/11/2009 - 22:34)
Nao me leve a mal. Considero seus textos aqui no blog do azenha, excelentes mas em janeiro de 2008 voce "cutucou a onça com vara curta" quando me criticou incorretamente no caso da vacina da febre amarela e por esta razao eu continuo eu tentando abrir seus olhos para as verdades reais e nao as verdades de uma politica do passado que ainda nao se extinguiu no Brasil. Nada como o tempo para que a verdade se estabeleça. Espero que vc tenha recebido minha mensagem da publicacao na NATURE de outubro de 2009 mostrando que a vacina da febre amarela provoca 1 caso de febre amarela a cada 250 mil vacinados. Pergunte ao MS quantas mortes por febre amarela vacinal ocorreram em MG quando foram aplicados 16 milhoes de doses entre 1998 e 2003. Nesta semana a OMS mostra que mais de 54% dos casos de poliomielite no mundo sao provocados pela vacina do " Zé Gotinha" (http://www.medscape.com/viewarticle/710466?src=mp&spon=38&uac=39701HT).Nenhum caso notificado no Brasil(rsrsrs). Esta é a vacina que o ministerio da saude diz nao ter contra indicacao durante as campanhas mas que está proibida nos EUA desde o ano 2000. Abraço
Dan (11/11/2009 - 19:55)
Parte 2
As afirmacoes acerca da prostituicao se baseiam na ideia que o povo nao gosta da prostituicao, ou que ha mais prostitutas la que em um lugar especifico, Paris. Creio que na Alemanha tenha mais, onde a prostituicao, e casas de S&M sao legalizadas (aparecendo constantemente na tv alema). O aumento do trafico. Infelizmente o artigo coloca uma questao muito especifica, nos 3 primeiros anos. Nao ha dados, nao ha nenhuma citacao, sequer afirma sobre os anos seguintes. Fora que o aumento do trafico de mulheres nao precisa ser uma consequencia direta da legalizacao. Acredito que na holanda a prostituicao, por ser legalizada, tenha que ter alvara ou uma permissao de trabalho. O que deve dificultar a prostituicao de escravos sexuais. Infelizmente nao posso dizer muito acerca sobre esse tema, pois nao achei dados sobre este.
2 - Acerca das drogas, o artigo ainda diz: "As prisões por posse ou comércio de cocaÃna, heroÃna e ecstasy (drogas proibidas na Holanda) cresceram 21% entre 2002 e 2006". Sim, possivelmente, visto que o turismo de drogas traz pessoas que desejam outras drogas que nao a maconha somente, como o artigo aponta. Houve realmente um pequeno aumento em um certo tipo de crminalidade, que ainda que possa ser relacionado as drogas, estas nao sao causas unicas. Visto que esse tipo de criminalidade so ter crescido agora, e na verdade ser uma tendencia mundial em seu crescimento. (continua...)
Maconheiro (11/11/2009 - 16:28)
Toda minha famÃlia ,quem não fuma maconha,toma Lexotan !!!!
Eugenia (11/11/2009 - 10:16)
Ou entâo, liberar geral as drogas, deixar a galera idiota se drogar atê o talo, o Miistêrio da Saûde, oferecer a populaçâo algumas clinicas de reabilitaçâo, quem nâo quiser, morrerâ mais rapidamente, sem que precise ter armas como uma guerra que estamos assistido atualmente. Ê melhor do que construir presîdios. Peo menos dâo emprego aos mêdicos
Juliana Paiva (11/11/2009 - 09:38)
Conceição,
Como de costume excelente matéria; a diferença do n° de mortos entre usuários e crimes ligados às drogas é brutal! Com certeza, quero acompanhar a discussão por aqui.
Aproveito e faço coro com o luis: que tal uma discussão semelhante à respeito da legalização do aborto? Sem dúvida, um dos nossos grandes problemas de saúde pública.
Juliana (11/11/2009 - 07:56)
No dia em que nos formos uma raca realmente evoluida a gente nao vai mais fazer uma porcao de coisas contra nos mesmos, tipo se drogar. Porque qualquer dependencia, e aqui fala uma dependente da nicotina, nao pode ser bom para o ser humano. O ser humano nasceu pra ser livre e o vicio aprisiona o corpo e de consequencia aprisiona a alma, no vicio, qualquer vicio, perdemos o que temos de mais precioso, a liberdade. Esse papo de que e divertido e pura balela, ninguem deveria precisar de substancias prejudiciais ao proprio corpo para se sentir "bem".Na minha opiniao todos os vicios sao iguais: tabaco, maconha, heroina, cocaina, alcool, todos agem da mesma maneira sobre a psique humana, em intensidades diferentes, a estrutura e a mesma. Fiquei sabendo de um conhecido meu de infancia que esta viciado em crack, quem e que pode ficar feliz por um amigo que se viciou em qualquer coisa? O mundo ocidental vende estranhas formas de diversao. Mas e preciso enfrentar a realidade atual como ela e e nao tentar levar as coisas pra um plano ideal, ja que o consumo existe e existira por muito e muito tempo e preciso entao tentar, de todas as maneiras, extinguir a violencia que o acompanha.
Nunca entendi porque prendiam usuarios de droga no Brasil, foge a minha compreensao que raio de crime pode ser esse, e quem criou uma lei tao estpafurdia.
Neo-tupi (10/11/2009 - 21:59)
Hans Bintje
Segundo Wálter Fanganiello Maierovitch:
Pelo levantamento de 2003, existiam 800 cafés autorizados a vender maconha na Holanda. O número teria caÃdo em 20%, no ano de 2008.
Em várias cidades, os alvarás para aberturas de novos cafés com autorização para venda canábica estão suspensos.
No momento, os conservadores (no poder, infelizmente) não querem mais ver aberto nenhum "grow-shop" (loja especializada na venda de instrumentos e produtos para os que pretendem cultivar maconha e desfrutar do produzido.)
Fonte: http://maierovitch.blog.terra.com.br/2009/04/22/maconha-guerra-contra-grow-shop-na-holanda/
Em dezembro de 2008 uma droga que era permitida foi proibida depois que um jovem frances pulou de uma ponte em uma bad trip: os cogumelos mágicos (de efeito semelhante ao LSD). Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL882462-5602,00-HOLANDA VAI PROIBIR CULTIVO E VENDA DE COGUMELOS MAGICOS.html
Leia também: Farta de ser tolerante, Amsterdã troca bordéis em bairro degradado por lojas e ateliês de arte
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/cidade/conteudo_272408.shtml
Além disso maconha é liberada desde o inÃcio dos anos 70 em Amsterdan, e me parece improvável que só em 2009 causaria queda na criminalidade depois de um aumento no fim do século passado.
Como se vê, para nossa decepção, parece que a diminuição da criminalidade pode estar ligada a um cerco as drogas e ao envelhecimento da população, e não a liberação.
Patrick (10/11/2009 - 15:19)
"Neo-tupi (09/11/2009 - 12:40)
Em paÃses como a Holanda, onde algumas drogas são legais, a criminalidade é muito maior entre usuários do que entre não usuários"
Exatamente como acontece com o álcool. Mas não criminalizamos o ato de beber álcool. Criminalizamos quem, sob efeitos do álcool, comete um crime (como um assalto). Tal como deveria ser com outras drogas.
ROCHA (10/11/2009 - 00:04)
NUNCA legalizar é o fim da moral crista!!!
Neo-tupi (09/11/2009 - 14:30)
Parte - 1
A princÃpio não faz sentido a sociedade alocar verbas para justiça, polÃcia e sistema prisional pagear adultos que escolhem ser dependentes de remédios (drogas) para gerar artificialmente emoções (prazer) que são naturais do ser humano. Sob essa ótica liberal, as drogas tóxicas deveriam ser liberadas, e dane-se o indivÃduo que se der mal com seu uso.
Mas o consumo (e não o tráfico) de determinadas drogas interferem nas estatÃsticas de criminalidade como um todo, afetando a sociedade. Então o caso é semelhante a uma epidemia, onde as drogas provocam distúrbios (doenças) psÃquicas com danos sociais coletivos (e não apenas individuais).
Controlar a propagação da doença se faz necessário, e é criminoso alguém disseminar qualquer doença propositalmente. Nesse contexto é que o tráfico de drogas como o crack precisa continuar criminalizado (há que se melhorar todo o sistema penal, para recuperar recuperáveis).
Numa cidade onde não existe consumo de drogas como o crack, a criminalidade é baixa. Os Ãndices de criminalidade comum (roubo, homicÃdio, latrocÃnio, estupro, etc.) em cidades do interior antes bucólicas, explodem com o aumento do consumo de determinadas drogas, como o crack e cocaÃna.
Continua na parte 2...
VinÃcius Aires (09/11/2009 - 12:40)
Naturalmente, a conversa fugiu um pouco do tema da Redução de Danos. Com ou sem proibição, eu acho que é, sim, hipocrisia oferecer só repressão aos viciados.
Concordo com o companheiro que disse que estamos nos afundando desde os anos 80. O mundo não passou por uma mudança de valores, passou por uma perda de valores, e agora está todo mundo sem saber o que fazer da vida.
Também acho que, assim como o fim do moralismo em relação às drogas ajudaria os jovens usuários a terem mais consciência de seu uso, mais respeito com os defensores da proibição permitiria uma verdadeira e bilateral troca de idéias. O debate sobre as drogas foi sempre uma guerra de trincheiras, sem avanço sem recuo de nenhum dos lados; ninguém aprende nada de novo, ninguém toma nenhuma atitude e o problema só vai se aprofundando. Abraço pra todos.
Gerson Pompeu (09/11/2009 - 10:56)
Quem colabora muito mais do que o consumidor de drogas para a violência dos traficantes, são as leis hipócritas, os fabricantes e vendedores de armas, a polÃcia corrupta, e por aà vai.
É como dizer que a culpa da mortalidade infantil seja das crianças que nascem.
Leonardo (08/11/2009 - 22:33)
a causa por uma abordagem mais pragmática está em franca desvantagem. diariamente os policiais sobem os morros cariocas, e com a justificativa oficial de combater o tráfico, praticam uma faxina étnica. no resto do paÃs, claro, reproduz-se o enfrentamento.
João (08/11/2009 - 21:15)
Gostaria dar os parabéns ao Eduardo Guimarães pelo belo trabralho que faz contra o PIG, mas discordo com relação
ao seu comentário.Acho que só não desistindo, que consiguimos mudar uma lei injusta.
Cláudio Motta (07/11/2009 - 22:15)
Meu Deus!!!! Abaixo, de forma irônica, escrevi dizendo que para descriminalizar o consumo deveriam tbm descriminalizar a produção e venda e teve uma galera que achou que eu estava falando sério!!!! Putz, convenhamos: a maioria arrasadora dos crimes, assaltos, latrocÃnios, acidentes de trânsito, estupros e outras atrocidades contra seres humanos são efetuados sob o efeito das drogas. E querem "segurança" pra comprar cocaÃna, LSD e maconha?!?!?! É perigoso deslocar-se até as "bocas de fumo"?!?! Segurança quem está precisando é a grande maioria da população que se encontra à mercê da maioria dos usuários e da totalidade dos traficantes desse paÃs. Há uma inversão absurda de valores. Gostaria que essa minoria que parece que "aprendeu" a cheirar sem se detonar começasse a frequentar sessões dos Narcóticos Anônimos. Talvez conhecessem um pouco deste submundo criado pelas drogas.
Vou mais além. Ao contrário da maioria, defendo a criminalização do consumo de drogas, a proibição do tabaco e o fim da propaganda de álcool. Conheço muitas pessoas que acabaram suas vidas e de seus pais e amigos por causa destas coisas. Quem não consegue viver sem "um pega" ou um "traguinho" tá precisando é visitar o terapeuta, urgente!!
Flavio/CE (07/11/2009 - 14:26)
Trata-se de um problema de saúde pública. A droga consumida por jovens os deixa facilmente dependentes. A repressão é importante para evitar a fácil disseminação dos tóxicos mas não podemos esquecer a prevenção e tratamento dos dependentes de drogas lÃcitas ou ilÃcitas.
marcio gaúcho (07/11/2009 - 11:30)
Os danos sociais e econômicos causados pelos viciados em drogas é uma chaga inominável. Crimes são cometidos por causa da droga e para adquirir a droga. Bons momentos de um viciado são trocados pela vida de inocentes todos os dias.FamÃlias gastam todas as suas reservas financeiras na ansia desesperada de recuperar o familiar doente. Sim, doente mesmo! Ao sistema de saúde, que já é precário, cabe atender quem deliberadamente se drogou uma vida inteira e depois quer se salvar, numa última tentativa para se recuperar. Sabemos que mais de 90% dos drogados voltam a reincidir no vÃcio, realimentando o cÃrculo vicioso dos prejuÃzos à sociedade. Temos que reverter isso, mesmo que a longo prazo, com ações reais e concretas a partir de dentro da nossa casa e na comunidade na qual vivemos nosso dia-a-dia.
Douglas Yamagata (06/11/2009 - 17:11)
Não tenho uma opinião formada a respeito do assunto. No entanto, acho que a discriminalização das drogas traria um impacto no tráfico de drogas. Talvez fosse possÃvel a liberalização como é na Holanda (porte restrito de maconha). Não sei a solução para as drogas pesadas como a cocaÃna e o crack, que tem efeitos devastadores. É uma demagogia os estadunidenses serem os maiores consumidores e ao mesmo tempo criarem polÃticas de intervenção na Colômbia. Não são eles (os estadunidenses) os "melhores" em polÃtica de segurança? Como deixam entrar drogas nos EUA então?
maconheiro (06/11/2009 - 12:06)
Nunca và maconheiro matar ninguém atropelado !
Patrick (05/11/2009 - 23:22)
Caro
"Neo-tupi (05/11/2009 - 19:22)
Agora, se liberar só as leves, o tráfico armado e corrupto continua para as drogas que continuarem ilÃcitas como o crack. E os traficantes vão concentrar suas vendas nos menores de idade (para quem, presume-se, continuará proibida a venda). Então a legalização não resolverá o problema da violência."
Na época da lei seca nos Estados Unidos, os traficantes de então, como Al Capone, comercializavam destilados clandestinos de péssima qualidade a preços baixos, que causavam graves prejuÃzos à saúde de seus consumidores. Nesse aspecto, o crack não é novidade.
Quanto aos menores de idade, não serão os traficantes a tentar alcançá-los, mas as empresas fabricantes das drogas. Elas já fazem isso, basta ver os comerciais coloridos e divertidos da Ambev & concorrentes. Quando meu sobrinho tinha 4 anos, seu personagem preferido na TV era o caranguejo do "nã-na-na-na" da Brahma.
Ainda assim, acredito que controlar a publicidade de uma Ambev (ou Souza Cruz) da maconha/cocaÃna seja muito mais fácil e eficiente do que dar murro em ponta de faca contra a criminalidade. Os fatos estão aà para mostrar que não deu certo (4 mil mortes/ano, centenas de milhares de pessoas submetidas a um estado de terror, centenas de milhões de reais gastos com repressão, etc.).
A droga da polÃcia (05/11/2009 - 22:03)
PMs jogam água e agridem em rosto de homem no Morro dos Macacos
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1154595-7823-PMS JOGAM AGUA E AGRIDEM EM ROSTO DE HOMEM NO MORRO DOS MACACOS,00.html
www.guilhermescalzilli.blogspot.com (05/11/2009 - 18:47)
O Tribunal de Justiça descriminalizou as drogas
A 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (segunda instância do Judiciário) publicou um Acórdão no dia 31 de março inocentando um acusado de tráfico. O caso especÃfico tem pouca importância, mas a argumentação do julgamento, relatado pelo juiz José Henrique Rodrigues Torres, é revolucionária.
Segundo ele, a legislação que criminaliza o porte e o uso de substâncias entorpecentes é inconstitucional, porque: a) viola prerrogativas individuais garantidas pela Constituição, b) a prática não causa danos inequÃvocos a terceiros ou à coletividade e c) drogas comprovadamente nocivas, como tabaco e álcool, não poderiam receber tratamento legal privilegiado.
As teses do juiz Torres não trazem novidade aos antigos debates internacionais sobre o tema. Entretanto, quando tais idéias florescem no seio do próprio Judiciário, a discussão recebe um peso diferente. O documento, que pode ser lido aqui, representa (a partir da página 9) um marco na discussão jurÃdica envolvendo o assunto. E não apenas pela polêmica decisão, mas porque bem escrito, corajosamente desmistificador e com cuidadosa fundamentação doutrinária.
A medida cria um precedente jurÃdico para que qualquer réu enquadrado na Lei de Entorpecentes tente suspender as sanções nela previstas até uma decisão definitiva das instâncias superiores competentes. É o passo mais sólido e decisivo jamais esboçado rumo à descriminalização das drogas no Brasil.
Patrick (05/11/2009 - 14:40)
Neo-tupi (04/11/2009 - 22:20)
"Quem já teve um dependente quÃmico na famÃlia que desestruturou uma famÃlia inteira é contra a droga e tem um discurso legÃtimo que não tem nada de hipocrisia."
É tão grave e urgente quanto o problema do alcoolismo. Mas é um mal uma ordem de grandeza inferior à existência de bandos de criminosos fortemente armados e que impõe uma vida de terror a centenas de milhares de pessoas. E esse mal (a dependência), como já se viu, não foi solucionado com a criminalização.
Clóvis (05/11/2009 - 12:33)
1- Quem consome drogas, atualmente, comete crime, não punÃvel com pena restritiva de liberdade, mas é crime! Não dá pra vir com lenga lenga que nunca cometeu crimes... Ademais, como expos o Eduardo Guimarães, está financiando crime organizado. É uma opção sua fazer isso, assim como a do traficante de vender drogas, ambas foram tipificadas pelos "representantes do povo" como crime.
2- Maconha, parece que realmente faz mal como cigarro e álcool, viciando um pouco mais, mas também não faz tanta diferença. Legalize, mas de verdade, produção, venda e consumo, porque não? Se deixamos vender álcool e cigarro, porque a maconha é proibida (nunca fumei maconha, mas não vejo porque proibir mesmo);
3- Demais drogas - extremamente viciantes e trazem malefÃcios violentos à saúde de seus usuários... Dá pra legalizar? Acho que não, não dá pra legalizar qualquer coisa, drogas como crack, heroÃna, e cia, tem grande tendência a deixar usuários em abstinência violentos. descriminalizar o uso só? também acho que não. O uso que sustenta o crime organizado que traz as drogas, e comete uma penca de crimes.
joão (05/11/2009 - 10:37)
Fumo maconha há 30 anos. Nunca robei nem uma bala, nunca me envolvi com marginais, nunca me envolvi em brigas, corrupção,enfim nunca fiz mal a ninguem.Trabalho, tenho familia, pratico esportes, gosto de ler, nunca votei em nenhum tucanopefele.Fumar diminui o stress, abre o apetite e me da sono, não etendo por que tenho que viver como se fosse um marginal.
Anonimo (05/11/2009 - 00:22)
Pra quem usou drogas por anos e parou, reduzir danos no sentido de que se use menos ou mude pra droga mais leve é uma verdadeira piada. Só pra quem ainda ta na festa. Isso não é serio tipo: pimenta no dos outros não arde.
Neo-tupi (04/11/2009 - 22:20)
Tá tudo muito bom, se quiserem até legalizar o comércio que façam, não me oponho desde que façamos uma campanha honesta, do tipo "legalizem essa merda". Mas não façam campanha escondendo e minimizando o malefÃcio da droga, dizendo apenas que é hipocrisia não ser legal. Quem já teve um dependente quÃmico na famÃlia que desestruturou uma famÃlia inteira é contra a droga e tem um discurso legÃtimo que não tem nada de hipocrisia.
Da minha observação de leigo a maconha se assemelha ao álcool em termos de danos. A questão é que a evolução do usuário do álcool é do chopp de baixo teor para uma bebida destilada forte como vodka, cachaça, uisque, mas o elemento alucinógeno continua sendo álcool.
Já a evolução da maconha é para a cocaÃna, crack, ecstasy, heroÃna, LSD, etc. São drogas capazes de provocar distúrbios de comportamento semelhante à surtos de doenças psÃquicas como esquizofrenia e paranóia. Há casos de neto que decaptou a avó.
maconheiro (04/11/2009 - 12:22)
A única droga que mata é a polÃcia !
Rachel Araújo (03/11/2009 - 23:51)
Sei que a discussão não é esta. Mas peço um espaço no "blog da saúde" para a discussão a respeito da negativa do sistema de saúde em relação a medicamentos de uso continuo. Hoje , depois de meses de batalha administrativa e dois dias de batalha judicial já que depois de conseguir que finalmente as secretarias de saude estadual e municipal negassem administrtivamente os medicamentos para meu pai, a defensoria pública da união pode entrar judicialmente e o juÃz ( que nada mais fez do que mandar que a constituição seja cumprida) concedeu a tutela antecipada em 24 hs e, fui retirar os medicamentos. Em tempo: estava gastando 1.400,00 reais por mês só com remédios. E o problema é mais sério pois em virtude dos avanços da medicina estamos vivendo mais. Só que com Parkinson, sequelados por AVC e etc, etc. Ou seja no futuro teremos milhares de pessoas acamadas, necessitando de cuidadores especializados 24 hs por dia e, usando medicamentos caros. A solução é pagar cuidadores em domicÃlio, o que sai mais caro ou mante-los em instituições que, apesar de custar menos, ainda assim são caras. O que o MS tem como polÃtica para esses casos? Não são poucos. E a população está envelhecendo. Ainda não vi uma discussão séria sobre o assunto Eu consigo pagar a instituição para meu pai mas quem naõ pode? Não há instituições públicas, apenas instituições de caridade para quem é de baixa renda.
Marcia Costa (03/11/2009 - 23:17)
Minha opção é pela descriminalização. Vamos acabar com a hipocrisia. Em tempo: bebo ocasionalmente e não fumo nem cigarro.
Michael (03/11/2009 - 22:36)
Azenha, boa noite!
Tenho 26 anos de idade e utilizo drogas desde os 16, portanto, há dez anos. Sou casado, bancário, formado e com pós graduação. Nem de longe lembro a imagem sempre feita de um usuário de drogas. Mantendo cabelos cortados, trabalho de terno diariamente, faço academia, tenho vida social ativa... E mais, conheço centenas de pessoas usuárias de algum tipo de droga (cocaÃna, machonha, bala, etc) e que, como eu, não tem a minima proximidade com a imagem do usuario de drogas da tv. Não digo não ser viciado, devo ser, já que não tenho interesse atualmente em parar. Como não tem interesse em parar um monte de gente que fuma e bebe. Mas esses não são drogados. Só nós somos. O que me preocupa nisso tudo, é o perigo que se enfrente para conseguir a droga. Há que se buscar em becos, barzinhos em regiões barra pesada, vilas onde traficantes disputam ponto, bares sujos de boates. E a utilização então. Quase todo bar GLS, por exemplo, possui em seus banheiros locais destinados ao consumo de cocaÃna. Para quem nunca se atentou, aqueles lugares que parecem ser para colocar copos, dentro de banheiros, não só em boates GLS mas em muitos outros lugares també, são maioria das vezes destinados ao uso de cocaÃna. Imaginem então o risco envolvido no uso, com notas que passam pelas mãos, bolsos, e muitas vezes de narizes, de dezenas de pessoas, em "prateleiras" dentro de banheiros onde se urina, defeca, transa. Dá para imaginar? É isso que me assusta (continua)
Paulo Teixeira (03/11/2009 - 17:53)
Concordo contigo! Sou favorável a legalização da maconha como medida para diminuir a violência associada ao mercado de drogas. O efeito da maconha para a saúde é comparável ao efeito do alcóol. Defendo uma regulação muito restritiva, caso haja legalização. Mas o Brasil é signatário de tratados internacionais que impedem a legalização. Uma polÃtica alternativa seria a de descriminalizar o uso e o porte de pequenas quantidades para retirar o usuário da ação criminal. Esta medida foi adotada em Portugal, contribuindo para diminuir o uso de drogas e os crimes associados ao tema. Toda a atenção ao usuário deve ser da área da saúde e das demais polÃticas sociais. Em relação a obtenção da maconha, creio que a autorização para o cultivo pelo usuário de pequenas quantidades para seu uso próprio seria a melhor solução para afasta-lo do traficante, desde que tivesse autorização e acompanhamento de órgãos de saúde. Essa prática existe na Espanha e em alguns estados dos EUA.
JMello (03/11/2009 - 13:04)
Certamente un dos itens a ser incluido e o destino do dinheiro gerado pelo trafico, a investigação dos caminhos ate os grandes bancos onde e lavado e legalizado sua aprenção e aplicação pública (Saude, educação)acredito que contribuiria para reverter o cuadro atual.
Patrick (03/11/2009 - 11:59)
Da própria matéria:
"Só no Rio de Janeiro ocorrem anualmente 4 mil mortes associadas a crimes de drogas, enquanto o uso provoca cerca 100. A droga tem produzido efeitos menos nocivos do que o próprio crime relacionado à droga."
Precisa de outro argumento para justificar a legalização? Devemos trazer o problema das drogas da área criminal para a de saúde pública, onde estão o álcool e o tabaco.
boa tarde, gostaria se possivel tirar uma duvida se alguem tiver esse conhecimento.
gostaria de saber se tem algum alimento ou bebida como agrião agua de coco ou outras que ajuda a menimizar os efeitos do crack ?
por favor se alguem sou ber responda
obrigado de coração