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Uberlândia: Em defesa das grávidas

Atualizado e Publicado em 26 de fevereiro de 2009 às 14:14

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ATO EM DEFESA DO DIREITO DAS MULHERES GRÁVIDAS AO TRABALHO

DIA 02 DE MARÇO/2009 - SEGUNDA-FEIRA -  08H30MIN - NA PLENÁRIO DA CÂMARA MUINICIPAL DE UBERLÂNDIA

Participe. Divulgue. Convide sua família. Entre nessa luta.

Informações: (34) 3211-9786 ou 9976-2590


 
Manifesto em defesa dos direitos das mulheres grávidas

O MOVIMENTO EM DEFESA DOS DIREITOS DAS MULHERES GRÁVIDAS TRABALHADORAS vem a público manifestar-se contra a decisão da Prefeitura Municipal de Uberlândia (PMU) de não renovar contratos temporários de trabalho de mulheres grávidas.

          O ato é tão absurdo que pareceria desnecessário até tecer maiores comentários sobre seu despropósito. Entretanto, o fato está acontecendo e não nos furtaremos da obrigação cidadã da denúncia, do repúdio, da indignação e da busca por providências.

          Sob o falso argumento da “supremacia do interesse público”, a Assessoria Jurídica da Secretaria Municipal de Administração da PMU produziu um documento no qual procura justificar a discriminação contra as mulheres grávidas. O documento é um verdadeiro atentado ao bom senso, à Constituição do Brasil (Art. 7º, Inciso XVIII) e, porque não dizer, à própria civilização, uma vez que defende a desproteção da geração da vida humana, que é o bem maior a ser preservado pelos homens e mulheres, para que possamos continuar no planeta Terra. O que os administradores de Uberlândia desconhecem é que há muito, os seres humanos resolveram convencionar normas entre eles – as leis – para que os que menos podem não fiquem à mercê dos atos arbitrários e predatórios dos mais poderosos. E nesse conjunto de regras é abundante a proteção à mulher grávida (Constituição, Consolidação das Leis Trabalhistas etc), ao ponto de colocar a licença maternidade como direito a ser assegurado às trabalhadoras, com os ônus arcados pelo sistema previdenciário ao qual ela esteja vinculada. Pois parece que até esse princípio básico, a assessoria jurídica da PMU parece ignorar, pois argumenta “irresponsabilidade” do gestor público que contrata uma gestante, como se ela fosse onerar desnecessariamente o erário. Não onera: a licença maternidade é paga pela Previdência, porque os homens e mulheres civilizados entenderam o óbvio: que deveriam proteger a sua própria espécie. Pena que a atual administração municipal não compreenda dessa maneira e transforma direito em motivo de discriminação.

          Exigimos a revogação dessa medida e o respeito às mulheres grávidas trabalhadoras. Gestação é tempo especial e a mulher grávida precisa ser acolhida, não humilhada como vem ocorrendo. Gestação não pode ser motivo de discriminação e de punição. A saúde, os direitos sexuais e reprodutivos devem ser garantidos. E tais atos ainda constituem violência simbólica e provocam danos morais e materiais às mesmas.

Repudiamos a atitude do poder público municipal e exigimos a revogação da medida. “Mudar a vida das mulheres para mudar o mundo” essa é a condição para a mudança de toda a sociedade.

Assinam o Manifesto: Central de Movimentos Populares - CMP, o Grupo de União e Consciência Negra - Grucon,  o Movimento Cidade Futura, SOS Mulher  Família, Adufu – Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal de Uberlândia, Associação Educacional Paulo Freire, Sind-UTE, vereador professor Neivaldo Lima e demais organizações e cidadãs e cidadãos.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
liza prado (01/03/2009 - 20:00)
tem uma obra de um jurista,Daniel Sarmento que fala do p rincipio da desconstuição do interesse publico.Nosso ordenamento é existencialista após CF:88 e não mais patrimonialista como ordem constitucional anterior ou seja o pilar do ordenamento é da dignidade da pessoa .humana.Conte comigo nesta luta e toda minha solidariedade.

Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (26/02/2009 - 18:58)
Os abutres que pseudamente administram a Prefeitura Municipal de Uberlândia estão cometendo um ato atroz contra as mulheres grávidas de não mais renovar o vinculo empregatício com essa administração. Esse ato merece nosso repudio contra tudo e todos que estão envolvidos com essa insanidade em não permitir que uma mulher, que carrega um ser humano em gestação, em trabalhar em beneficio daquele que logo estará entre nós.

Patrick (26/02/2009 - 18:47)
E vejam como é capciosa a argumentação da Prefeitura: elas são substitutas e temporárias, por isso não houve a "renovação" do contrato. É a novilíngua que Azenha citava em outro texto aqui no Vi o Mundo. Precarize a relação de trabalho de todos seus funcionários e você sempre terá "argumentos" para "não renovar" (novilíngua para demitir) o contrato de funcionários com "defeito" (grávidas, sindicalistas, doentes etc).

Fernando Mundim Veloso (26/02/2009 - 15:22)
Moro aqui em Uberlândia e não sabia disso. Por isso que gosto da blogosfera.



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