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PESQUISA COM CÉLULAS EMBRIONÁRIAS NÃO É INCENTIVO AO ABORTO; ASSINE A PETIÇÃO

Atualizado em 26 de fevereiro de 2008 às 14:44 | Publicado em 25 de fevereiro de 2008 às 20:32

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por Conceição Lemes

Em março de 2005, o Congresso Nacional aprovou a Lei 11.105, que autoriza o uso de células-tronco embrionárias em pesquisa e tratamento de doenças hoje incuráveis. O placar foi estrondoso: 96% dos senadores e 85% dos deputados federais deram-lhe a vitória. O presidente Luís Inácio Lula da Silva rapidamente a sancionou. Só que ela foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), porque o então procurador geral da República, Cláudio Fonteles, alegou que é inconstitucional. A motivação é religiosa.  Fonteles é católico.

 

Finalmente, na próxima semana, dia 5 de março, a ação irá a julgamento. Contra a lei, a Igreja Católica, representada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A favor, grande parte da sociedade brasileira, associações de portadores de várias doenças e familiares e 16 mil cientistas. São membros de 50 sociedades científicas, entre as quais a Academia Brasileira de Ciências, a Federação de Sociedades de Biologia Experimental e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

 

De um lado, o obscurantismo, que prefere preservar embriões congelados que sobram nas clínicas de fertilização assistida. Do outro, o direito à liberdade de pesquisa, ao progresso de tratamentos e à esperança de cura ou melhor qualidade de vida para milhares de brasileiros com mal de Parkinson, diabetes, doenças neuromusculares, câncer e secção da medula espinhal por acidentes e armas de fogo. Entre eles, os músicos e compositores Herbert Vianna (Paralamas do Sucesso) e Marcelo Yuka (ex-RAPPA, hoje F.U.R.TO -- Frente Urbana de Trabalhos Organizados) e o adolescente João.

 

Herbert, 47 anos, ficou paraplégico após acidente com ultraleve. Marcelo, 41, durante tentativa de assalto, quando levou nove tiros que o deixaram paralisado da cintura para baixo. João tem distrofia muscular de Duchenne. A doença é genética, letal e afeta apenas meninos, degenerando todos os músculos do corpo. No Brasil, existem cerca de 28 mil casos. Aos 3, 4 anos de idade, começam a ter quedas freqüentes e dificuldades para subir escadas, correr; aos 12, muitos param de andar; ao redor dos 17, a maioria morre por insuficiência respiratória ou cardíaca. João já tem 15.

 

E você, o que acha? Veja as fotos abaixo. Chocam, mesmo! Mas estas imagens ajudam a reforçar o absurdo e a desumanidade que representariam a revogação da atual lei. As duas primeiras são do João: aos 6 anos, fofinho como todo menino da sua idade, e recentemente. A terceira é de um tubo de congelação, onde o embrião fica armazenado nas clínicas de fertilização assistida.  

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Quem você acha que tem mais direito de viver: o João ou os embriões excedentes nas clínicas de fertilização, que permanecerão eternamente nesses tubinhos ou irão para o lixo? É a escolha que os 11 ministros do STF terão que fazer na próxima semana. Ou decidem pela vida dos Herberts, Marcelos e Joões de todas as idades, que não têm tempo para esperar. Ou pela vida dos embriões, que nunca serão gentes de carne e osso.

 

Mentiras sobre o uso das células-tronco embrionárias estão sendo disseminadas a torto e a direito. É fundamental, portanto, colocar a questão em pratos limpos.  É, de novo, pela vida de milhares de Herberts, Marcelos, Joões...

 

Células-tronco embrionárias: a rejeição delas é mentira

As células-tronco embrionárias são encontradas em embriões humanos de até 14 dias. São as únicas capazes de formar os 216 tipos de tecidos do corpo humano – inclusive neurônios, as células nervosas -- e de produzir cópias idênticas de si mesmas.

 

Por isso, as pesquisas com as células embrionárias (é o seu outro nome) sugerem que elas realmente representam uma possibilidade de tratamento para inúmeras condições que desafiam a medicina. Por exemplo: 1) doenças neuromusculares, algumas letais, como a distrofia muscular de Duchenne do João e as escleroses múltipla e lateral amiotrófica; 2) doenças que afetam o sistema nervoso central (cérebro), como o mal de Parkinson; 3) pessoas com lesão da medula espinhal por acidentes, como Herbert Vianna, ou armas de fogo, como Marcelo Yuka, que provocam paraplegia e às vezes tetraplegia (paralisação do pescoço para baixo).

 

Os cientistas não sabem ainda quando isso será realidade, mas têm certeza: as células-tronco embrionárias são a esperança para curar ou melhorar a qualidade de vida de portadores dessas doenças.

 

Conseqüentemente, a liberação das suas pesquisas é questão de vida. É mentirosa a informação de que seriam rejeitadas pelo corpo humano. Por uma razão: até hoje, elas – atenção! -- nunca foram injetadas em seres humanos.  

 

Embriões excedentes em clínicas de fertilização, o alvo

A reprodução assistida permite que casais, que não conseguem engravidar por meio da relação sexual, tenham filhos. É a fertilização in vitro, uma opção quando a natureza falha. O “encontro” dos óvulos e espermatozóides se dá em laboratório, fora do organismo materno. Caso haja fecundação, formam-se embriões. Aí, dois ou três são implantados no útero e os restantes congelados. No instante em que isso ocorre, os embriões não são visíveis a olho nu -- são menores que um ponto na letra i. Não têm bracinho, mãozinha, carinha, perninha, corpinho, ao contrário do fazem crer  alguns opositores do uso das células-tronco embrionárias.  

 

Outra mentira difundida: os cientistas acabariam utilizando todos os embriões disponíveis em clínicas de reprodução assistida. Primeiro, os cientistas que apóiam as pesquisas defendem as restrições previstas na Lei 11.105. Segundo, a própria lei é rigorosa. Ela estabelece que apenas poderão ser usados em pesquisas e tratamento:

 

* Os embriões que sobram nas clínicas de fertilização assistida. São embriões inviáveis para a reprodução, pois têm, por exemplo, doenças genéticas.

 

* Ou os congelados há mais de três anos. É que, com o passar dos anos, os embriões deterioram-se, perdendo o “prazo de validade”. Após três anos a probabilidade de gerar um ser humano é quase zero.

 

Importante: em qualquer dessas circunstâncias, os embriões só serão usados em pesquisas com consentimento prévio dos genitores. Portanto, casais contrários a tal uso terão o desejo respeitado, independentemente do motivo. 

 

Falso problema ético, desinformação ou hipocrisia

A lei 11.105 é taxativa. É proibida a produção de embriões produzidos especificamente para a pesquisa.  Somente podem ser utilizados os congelados há mais de três anos e os inviáveis.

 

Ou seja, são embriões que nunca serão implantados em um útero humano. Logo, não tem sentido discutir neste caso a questão do início da vida, como defendem os opositores das pesquisas com células embrionárias.  É um falso problema ético.  Insistir sugere desinformação ou hipocrisia.

 

Tem mais. Se esses embriões não forem utilizados em pesquisas serão descartados.  Em português: a revogação da lei não mudaria em nada o destino inglório deles – o lixo; em compensação, prejudicaria o futuro de milhares de crianças, adolescentes, adultos e idosos, que precisam urgentemente que as pesquisas com células embrionárias avancem no Brasil. 

 

“Ah, mas tem gente defendendo a adoção dos embriões. Não é uma saída?"

 

Não. A proposta é absurda. Se nos orfanatos brasileiros sobram milhares de crianças à espera de adoção, como é possível alguém pensar em adotar um tubinho? Tudo bem, embrião congelado não dá trabalho. Você não tem que dar mamadeira, educar, dar banho, levar à escola, às festas dos amiguinhos.  É só pagar a clínica de reprodução assistida para guardá-lo. Mas será a opção a mais digna e humana?  Por que não utilizá-los de forma ética e responsável em benefício do futuro e da evolução da humanidade, salvando vidas? Detalhe: a maioria dos casais que tem embriões congelados se recusa a doá-los para implantação em outro útero.  

 

Pesquisa com embriões congelados não é aborto!

Opositores da Lei 11.105 também apregoam que as pesquisas com células embrionárias seriam aborto. É mentira. Pesquisar embriões congelados não significa interrupção de gravidez em andamento nem nada parecido. Afinal, se eles não forem inseridos no útero, nunca haverá gestação. Logo, nãoaborto.

 

A questão do aborto, porém, é igualmente importante. É  problema de saúde pública no Brasil. O seu debate tem que ser feito separadamente do das células embrionárias, pois envolve outras questões éticas, jurídicas e de saúde.

 

Células reprogramadas podem provocar tumores

Os opositores das pesquisas com células-tronco embrionárias alardeiam que existem mais de 65 doenças sendo tratadas com células-tronco adultas. Infelizmente, é outra mentira. Basta consultar as mais respeitadas publicações científicas do mundo para descobri-la. 

 

Aliás, se as células-tronco adultas permitissem resultados tão espetaculares,  por que os pesquisadores que trabalham com elas insistiriam na necessidade de continuar as investigações com as células embrionárias?

“Mas e o anúncio de que as células de pele podem ser programadas para se comportarem como embrionárias... Elas não seriam o recurso para se dispensar o uso de embriões em pesquisas?”

 

Realmente, trabalhos recentes sugerem que células-tronco adultas, como as da pele, podem ser programadas para se comportarem como embrionárias. Mas os próprios cientistas responsáveis por esses estudos e a maioria daqueles que trabalham com células-tronco adultas são categóricos: a pesquisa com células embrionárias é fundamental. São elas que ensinarão os cientistas a programar as células adultas, de modo a que se transformem nos tecidos desejados.

 

Além disso, as células reprogramadas estão associadas a:

 

* maior risco de geração de tumores;

 

* introdução de um vírus no organismo, cujos efeitos são imprevisíveis;

 

* ativação de mutações que se acumulam nas células-tronco adultas (mas estão silenciadas) e que podem ser muito patogênicas em tecidos derivados de células-tronco embrionárias reprogramadas.

 
O motivo desses riscos é o fato de a reprogramação das células adultas ir na contramão da natureza. É como se o pano de uma calça pronta fosse usado para fazer uma saia. Explicamos. Imagine um tecido novinho, que nunca foi utilizado para nada. Você pode fazer dele o que desejar: calça, camisa, saia, vestido, blusa. Ele equivale à célula-tronco embrionária.

 

Agora, experimente pegar a calça pronta e transformá-la em saia. A roupa pode ficar com um furinho ou outra imperfeição que já existia na calça, mas você não via. É possível, inclusive,  que ela fique tão comprometida que você não poderá usá-la. A roupa pronta equivale à célula-tronco adulta. É impossível prever no que resultará ao ser transformada em embrionária.

 

Academias de ciências dos Estados Unidos e da Itália apóiam

Conclusão: tanto as pesquisas com células embrionárias quanto as com células-tronco adultas têm que ser feitas simultaneamente e comparadas.

 

É a opinião majoritária dos cientistas, aqui e no exterior. Isso inclui as academias de ciências ao redor do mundo, entre as quais a dos Estados Unidos e a da Itália, onde fica o Vaticano, a sede mundial da Igreja Católica.

 

Afinal, o que os cientistas querem é curar os pacientes. Dois anos de pesquisas com células-tronco adultas, realizadas após a aprovação da Lei 11.105, confirmam essa necessidade.

A luta pela vida está acima de todos os credos religiosos

É preciso que fique bem claro: respeitamos todos os credos religiosos; defendemos a liberdade e a tolerância religiosa.  Consideramos, porém, que a liberdade de pesquisa não pode ser restringida por questões religiosas num Estado laico, como é do Brasil. Não se pode misturar ciência com religião. A junção é obscurantismo.

 

Não à toa 41 mil brasileiras e brasileiros – de diferentes níveis socioeconômicos, profissões, etnias, crenças religiosas, inclusive católicos – assinaram a petição Pró-células-tronco embrionárias, destinada ao Supremo Tribunal Federal. A petição representa a voz sociedade civil. O Viomundo ajudou a divulgá-la desde o início. Luiz Carlos Azenha foi um dos primeiros a assinar. “A causa é justa”, justifica.  

 

Faça o mesmo. Quem quiser apoiá-la, ainda dá tempo. Hoje são os Herberts, os Marcelos e os Joões que precisam que as pesquisas com células-tronco embrionárias prossigam. Amanhã talvez seja um de nós ou alguém muito querido.

 

Portanto, as Ministras e os Ministros do STF terão, no dia 5 de março, a chance de tomar uma decisão histórica: aprovar – já! -- a liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias, e ajudar os cientistas a mudar a vida de milhares de brasileiros que hoje padecem e outros tantos que adoecerão nos próximos dias, meses e anos. A questão não é só de humanidade. É também de soberania científica do País.  A não-aprovação das pesquisas com células tronco embrionárias excluirá irreversivelmente o Brasil desses avanços da ciência e da medicina.

 

Senhoras Ministras e senhores Ministros, por favor, não joguem a esperança no lixo! É por todos nós e pelas futuras gerações.

 

A cientista Mayana Zatz, professora de Genética da USP, assina embaixo. Ela é a porta-voz da Academia Brasileira de Ciências no tema células embrionárias e há 30 anos trabalha com doenças neuromusculares letais ou altamente incapacitantes. Já viu milhares de crianças, jovens e adultos afetados morrerem sem qualquer chance de cura. Daí o seu desejo:  “Que a esperança vença o obscurantismo”.

 

Solidariamente é também o anseio desta repórter e o do Azenha. Ah, quer assinar a petição e passá-la adiante? É só clicar abaixo:

 

http://www.petitiononline.com/pesqcel/petition.html

 


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Marco - sitiom@yahoo.com (24/06/2008 - 22:58)
Desta vez no Supremo venceu o Bom Senso. Mas não se enganem os Iluminados: o Achismo, O Fanatismo, O Criacionismo e outros ismos à q são chegados os Fanáticos não acabarão por aqui, assim como a tentativa destes mesmos fanáticos em tutelar, dominar, controlar o restante da sociedade. Olho Aberto ! Pra mim continua sendo 1 absurdo q 1 parte da sociedade queira impor suas concepções ao Todo. Neste caso proibindo ou limitando 1 procedimento científico tão importante. Mais absurdo ainda q certos setores contra a proibição aceitem certas limitações não por motivos éticos ou operacionais mas apenas p/tentar acalmar os fanáticos a favor da proibição. Ô idade das trevas; daqui a pouco se conseguissem dar certo status à 1 zigoto após negar o mesmo status ao coitado do bando d espermatozóides q se imolaram p/dar origem ao mesmo rs é possível q voltassem suas baterias pela Defesa do ensino do 'Criacionismo' nas Escolas Públicas, bem como do ensino Religioso ( Leia-se Apologia Fundamentalista Cristã ), isso pra não falar da volta da discussão do SEXO dos Anjos, já q sua existência será dada por liquida e certa assim como a proibição da amputação d membros já q, se à 1 zigoto se deva tanta consideração q dirá braços e pernas gangrenados, verdadeiros ecossistemas compostos d mto mais e complexas células q 1 simples zigoto...

lorena santos. (19/06/2008 - 23:06)
* Ou os congelados há mais de três anos. É que, com o passar dos anos, os embriões deterioram-se, perdendo o "prazo de validade". Após três anos a probabilidade de gerar um ser humano é quase zero. Importante: em qualquer dessas circunstâncias, os embriões só serão usados em pesquisas com consentimento prévio dos genitores. Portanto, casais contrários a tal uso terão o desejo respeitado, independentemente do motivo. Falso problema ético, desinformação ou hipocrisia A lei 11.105 é taxativa. É proibida a produção de embriões produzidos especificamente para a pesquisa. Somente podem ser utilizados os congelados há mais de três anos e os inviáveis. Ou seja, são embriões que nunca serão implantados em um útero humano. Logo, não tem sentido discutir neste caso a questão do início da vida, como defendem os opositores das pesquisas com células embrionárias. É um falso problema ético. Insistir sugere desinformação ou hipocrisia. Tem mais. Se esses embriões não forem utilizados em pesquisas serão descartados. Em português: a revogação da lei não mudaria em nada o destino inglório deles - o lixo; em compensação, prejudicaria o futuro de milhares de crianças, adolescentes, adultos e idosos, que precisam urgentemente que as pesquisas com células embrionárias avancem no Brasil. probalidade e zero. não vai ser posta em ultero neum. é uma coisa que era jogada no lixo,agora salvando vidas.

Mateus (17/06/2008 - 10:47)
É muito facil criticar sem conhecer... usar imagens de pessoas deficientes para chocar as pessoas, ou criar longos textos a favor da lei e do uso de células embrionárias, mas buscar entender porque o outro lado defende a não aprovação da lei é que é comoplicado...criticar a Igreja é simples, mas ter a sabedoriae o discernimento que ela possui é o que os que são a favor da lei jamais terão... A Igreja é contra, e mesmo que seja provado que as células embrionárias curem a todo mal existente, ela continuará sendo contra, salvar uma vida é envão quando se destroi outra.... O embrião é uma vida desde sua fecuundação, pois graças aquele tempo onde todos fomos um amontoado de células que estamos vivos.... A luta pela vida não esta inferior a religião, pois é essa mesma religião que esta tentando convencer SURDOS como VOCÊ que a vida deve ser preservada! Sou católico e fico triste ao ver tantas pessoas que se negam a aceitar a verdad e tornam o ser humano uma farmacia: produz embrioes e eles sao usados para curar pessoas... Espero que um dia o ser humano seja mais humano e valorize e proteja os mais indefesos: os que ainda nem nasceram....

Renato (29/05/2008 - 23:04)
Caros, Independentemente do resultado da votação - 6 a 5 a favor - o que acho absurdo é gente com vários tipos de necessidades especiais aparecerem (ou serem usadas) na TV em favor da liberação. Dão a impressão ao povão que o remédio para seus males existe de imediato e que vão ser curados da noite para o dia!!! Absurdo total!!! Isso sem falar na fogueira de vaidades dos pesquisadores. A cura exigirá mutio tempo e dinheiro e aqui mora o perigo... Todos terão acesso aos tratamentos ou só a parcela da população que poderá pagá-la.

Laura Antunes (29/05/2008 - 05:02)
Oi Azenha, vais trazer sobre a votação no STF? 28/05/2008 - 19h41 Decisão sobre pesquisas com células-tronco fica para esta quinta-feira Cláudia Andrade* De Brasília Atualizada às 20h49 Com quatro votos a favor das pesquisas com células-tronco embrionárias e outros quatro pedidos de ressalvas, a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o tema foi adiada para esta quinta-feira, a partir das 14h. A sessão, iniciada nesta quarta-feira às 8h30, tinha como objetivo julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que contesta artigo da Lei de Biossegurança (Lei 11.105/05) sobre a utilização em pesquisas de células-tronco de embriões descartados em tratamentos de fertilização. O julgamento teve início em março, mas foi adiado após pedido de vista de um dos ministros. Até agora, os ministros Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia, Ellen Gracie e Carlos Ayres Britto manifestaram-se contra a Adin e, portanto, a favor das pesquisas com células-tronco embrionárias nos moldes do texto da Lei de Biossegurança.

Dra. Zulma Peixinho - Professora de Imunologia (08/05/2008 - 22:54)
A Imunologia, ciência que dita regra para terapia com células, tecidos e órgãos, ensina que células nucleadas (incluindo óvulo e espermatozóide) expressam moléculas protéicas codificadas pelo MHC - Complexo Principal de Histocompatibilidade, denominado HLA em humanos, as quais registram biologicamente cada indivíduo de nossa espécie: estas moléculas são as responsáveis pela reação de REJEIÇÃO de aloenxerto quando o doador e o receptor não são HLA-idênticos, sendo comumente contra-indicado transplante de medula óssea (transplante de células-tronco adultas) na vigência de incompatibilidade HLA entre o paciente e seu provável doador. Dessa maneira, eventual terapia com células-tronco embrionárias humanas não poderia ser idealizada somente em função do excelente resultado obtido em camundongos, quando se constatou, à época, que "a célula-tronco embrionária é o único tipo celular capaz de se diferenciar em neurônio". Diferentemente do observado na espécie humana, os estudos com camundongos empregam animais geneticamente idênticos (clones), ou seja, MHC-idênticos, o que permite a livre transferência de células, tecidos e órgãos entre os animais na ausência de rejeição imunológica, incluindo a transferência de células-tronco embrionárias a animais adultos. Confirmando a inexeqüibilidade da mesma abordagem em humanos, foi recentemente declarado pela Dra. Natalia López Moratalla, catedrática de Biologia Molecular e Presidente da Associação Espanhola de Bioética e Ética Médica, que «as células-tronco embrionárias fracassaram; a esperança para os enfermos está nas células adultas» e «hoje a pesquisa derivou decididamente para o emprego das células-tronco 'adultas', que são extraídas do próprio organismo e que já estão dando resultados na cura de doentes» (ZENIT.org). Portanto, devemos apoiar as pesquisas com células-tronco ADULTAS, especialmente as células iPS que tiveram seu potencial de uso em terapia recentemente comprovado, pois não precisam enfrentar a rejeição imunológica, não precisam mais ser obtidas com a introdução de genes ou com a utilização de retrovírus como vetor, e a sua utilização para tratamento de doenças graves independe da aprovação do Artigo 5º da Lei de Biossegurança. Aproveito para endossar as palavras da geneticista Paula Costa: "o comentário sobre a utilização de células-tronco embrionárias ao invés de adultas, com objetivos de obter financiamento, é absurdo" (Folha Online 27/04/2008).

Jose telles (10/04/2008 - 06:37)
Aborto é questão de saúde pública e assim deve ser tratado pelo Estado. A pressão da Igreja Cat.nessa questão é indevida e não resistirá no tempo, sendo ela ilegítima na medida em que, felizmente, vivemos num país laico (ao menos formalmente). Não pode uma instituição, dentre tantas outras existentes, ter esse peso político na questão. O pleno do STF tem de julgar o assunto livre de pressões. A postura do ministro Direito demonstra o quanto a questão religiosa se sobrepõe à razão.

Edson Barbosa de Lima (12/03/2008 - 17:12)
Engraçado! Voces dizem Q é a favor da vida porem querem assasinar indefesos que já são seres humanos. cuidado podemos pagar pelos nossos erros.

Oliveira (10/03/2008 - 15:14)
Carta da CNBB aos senadores sobre o projeto de Lei de Biossegurança à época da votação, para fazer o contraponto, e expor a posição da Igreja Católica nas letras, hoje o caminho é o Ministro Direito. Fonte: www.cnbb.org.br/ddview.php?notid=4758&dataid=2004-06-26 Conferência Nacional dos Bispos do Brasil 26/06/2004 Carta aos Senadores sobre o Projeto de Lei da Biossegurança, com temas referentes à Bioética Ex.mo. Sr.Senador da República Excelência, Os Bispos Católicos do Conselho Permanente da CNBB, reunidos em Brasília, de 22 a 25 de junho de 2004, desejam fraternalmente saudar Vossa Excelência. Acompanhamos, com vivo interesse, os trabalhos legislativos do Senado. Constatamos que está em votação, em fase adiantada, o Projeto sobre Biossegurança com temas referentes à Bioética (PL n.2.401-A-2003). Os últimos decênios vêm apresentando grande progresso no campo da biogenética e da biotecnologia, abrindo perspectivas, tanto no sentido da cura de certas doenças como também no aprimoramento da nossa vida na terra. Contudo, com as esperanças, erguem-se novas interrogações e preocupações. Estas interrogações não são apenas científicas, mas sobretudo de cunho ético. Queremos louvar o empenho dos Senadores que, ao longo dos últimos anos, se têm dedicado ao conhecimento da problemática, por meio de debates e seminários. Isto bem mostra como os representantes eleitos pelo povo têm consciência do peso de suas decisões, mormente daquelas que dizem respeito às manifestações da vida em suas múltiplas formas. Alegramo-nos com as conquistas da ciência que permitem sanar certos males oriundos de causas genéticas e outras, e com a crescente expectativa da biotecnologia agir eficazmente na superação de deficiências e enfermidades. O progresso da ciência e da tecnologia abre novas possibilidades para que possamos levar adiante a missão que o Criador nos confia. Neste sentido, nos congratulamos com as pesquisas recentes e o uso responsável de células-tronco encontradas no cordão umbilical, na medula óssea e um pouco espalhadas por todo o corpo humano. Incentivamos a continuação das pesquisas, visando descobrir outras fontes para se obter células-tronco, sem recorrer aos embriões humanos. A vida humana, que é fim em si mesma, deve ser respeitada sempre, desde a sua concepção até o seu termo. Não é lícito jamais sacrificar uma vida humana já presente no embrião em benefício de outra. É necessário, portanto, rejeitar com firmeza a produção de embriões, e a utilização de embriões já existentes, tanto para pesquisas, quanto para eventual produção de tecidos e órgãos. Preocupa-nos a maneira apressada com a qual certas pessoas e entidades se pronunciam em relação à denominada terapia gênica, como se por meio dela pudessem ser sanados todos os males do mundo. A vida saudável não se reduz aos genes nem aos organismos, mas remete a relações sociais, econômicas, políticas, afetivas e espirituais. Há pessoas e grupos que mais parecem vendedores de ilusão de vida fácil do que preocupados com a saúde e a vida de todos. Ainda que devamos buscar minorar os sofrimentos provenientes de falhas genéticas, de acidentes e de doenças degenerativas, preocupa-nos, igualmente, a exploração emocional oriunda da exposição na mídia de portadores de necessidades especiais. Diante destes pressupostos e baseados no Evangelho da Vida, confiamos que os Senhores Senadores não se deixarão dobrar pela pressão de grupos que investem na biotecnologia para auferir lucros. A liberação, sem mais, de embriões para obter células-tronco, se nos afigura não como sinal de progresso, mas como sinal de uma postura antiética sem precedentes na história, porque sacrifica vidas humanas. Por que não conceder a esta questão tão importante o tempo necessário para a justa ponderação dos aspectos complexos, científicos e morais, sem precipitar decisões com graves conseqüências? Em muitos países de avançada tecnologia, a questão permanece em profundos estudos e debates. Na certeza de que nossos legisladores hão de se orientar pelo valor supremo da vida humana na elaboração das leis, pedimos a Deus que os guie no alto desempenho de sua missão legislativa. Atenciosamente, agradecemos a Vossa Excelência o empenho pessoal na defesa desta causa em prol do padrão ético do povo brasileiro. Pelo Conselho Permanente, a Presidência da CNBB, Cardeal Geraldo Majella Agnelo, Arcebispo de São Salvador da Bahia e Presidente da CNBB Dom Antônio Celso de Queirós Bispo de Catanduva-SP e Vice-Presidente da CNBB Dom Odilo Pedro Scherer Bispo Auxiliar de São Paulo e Secretário-Geral da CNBB

DAV|I (08/03/2008 - 22:29)
nao se pode colocar os embrioes para teste assim leia o livro ciencia e fe do prof Aquino e vcs vao ver como jesus resolveria

Amyra El Khalili (27/02/2008 - 15:11)
Azenha e Conceição. A Mayana faz um trabalho fantástico, reconhecido internacionalmente. Você, Conceição, pegou o seu talento, competência e generosidade e colocou-os a serviço desta causa, que é justa. Você, Azenha, ajudou a disseminá-la. É de cidadãos como vocês que a sociedade brasileira precisa. Cidadãos que não se acomodam. Cidadãos compromissados com a vida e que têm a coragem de botar a cara para apanhar. Com mais de dez anos de experiência de cyberações em rede, disseminando campanhas, debates e denúncias públicas, previno-lhes que é comum aparecerem sabotadores e oportunistas, tentando desqualificar as iniciativas da sociedade civil. No caso da petição, você, Conceição, não é obrigada aceitar assinatura de quem usa de má-fé. O sucesso de uma petição não se mede por esses sabotadores que se escondem atrás de pseudônimos. O sucesso de uma petição se mede pela capacidade de mobilização, qualidade do conteúdo e legitimidade da causa. A petição pró-células-tronco embrionárias preenche esses três requisitos. Considerando ainda a minha experiência de mais dez anos de net, eu não debato nem aprovo o anonimato. É conveniente se ocultar se ocultar atrás de um e-mail. Atingir mais de 41 mil assinaturas, representativas da sociedade brasileira, é dificílimo, minha querida. Você não imagina como a gente rala para conseguir 2 mil, 3 mil assinaturas. Aliás, muitos blogs, hoje em dia, já não aceitam mais comentários com pseudônimos, pois eventualmente a responsabilidade pode cair sobre o blogueiro. Parabéns, Azenha, pela iniciativa de criar a seção Viomundo apóia. Parabéns, Conceição, por entrar de cabeça nessa causa e fazer um texto que toca fundo no coração da gente. Todas as campanhas usam o apelo para sensibilizar o cidadão. Inclusive, viu?, as do Greenpeace e a do Al Gore. Que bom que, neste caso, você não fez mais uma das fantásticas reportagens, mas um documento para sensibilizar nós, cidadãos. Essa é a diferença entre você ser só jornalista e ser uma jornalista-cidadã. Nós precisamos urgentemente de mais jornalistas-cidadãos, como vocês dois, Azenha e Conceição. Amyra El Khalili, cidadã.

Conceição Lemes (27/02/2008 - 10:25)
Azenha, soube ontem que até em missa de sétimo dia tem padre pregando contra as pesquisas com células embrionárias. Aí, já é apelação, né? Tem um meu e-mail meu, urgente, na sua caixa postal. abs

Conceição Lemes (26/02/2008 - 17:27)
André, não esquenta, não. Posso te garantir: são pouquíssimos -- talvez uns 15 -- os tolos que fizeram isso. Te garanto mais: se eles e elas estivessem ou tivessem filho (a), irmão (a), mãe, pai, namorado (a) nas mesmas circunstâncias que os nossos Herberts, Marcelos e Joões, nunca agiriam assim. É mesquinhez demais´, já que a adesão é voluntária. Desejo apenas que o dia em que eles precisarem das células embrionárias, elas já sejam realidade,apesar da estupidez deles. Obrigada pelo alerta. Abs.

Andre Lucato (26/02/2008 - 15:57)
Pena que essa petição acabe perdendo credibilidade com nomes como "41366 Bur Lando Normas - Lobista pro-pesquisas", "41367 Jandira Tiratodo - Acogueira", "41363 Meengana Zatz - Acogueira", etc. Um assunto tão sério e uns idiotas tratando com desdém. Depois dizem lutar por um Brasil melhor...

Rosa Maria (26/02/2008 - 15:54)
Já assinei e repassei aos meus contatos.

nancy lima (26/02/2008 - 15:29)
já assinei e repassei,já passamos de 41 mil e vamos nós,parabéns Azenha pela colaboração.

Conceição Lemes (26/02/2008 - 13:51)
Azenha, na verdade, o Viomundo e vc fazem campanha pró-células-tronco embrionárias desde que a petição começou a circular. A doutora Mayana e eu ficamos super felizes, quando vimos que vc tinha assinado. Quando descobrimos que vc tinha colocado a petição no Viomundo, então nem se fala. Não sei se sabe -- provavelmente os seus leitores, não --, mas vc foi o primeiro jornalista a divulgar a petição. Ajudou muito, pois, no começo, é extremamente difícil. Vc nos abriu, inclusive, caminho para que outros veículos tivessem interesse em divulgá-la . Depois, quando já estávamos com alguns milhares de assinaturas, vc, de novo, nos deu força, republicando a petição. Se nós chegamos às 41 mil assinaturas, tenha a certeza de que esse resultado tem a sua mão. Parabéns por ser esse cidadão-jornalista tão honrado, ético, competente e solidário. É um privilégio ter você como colega, e vocês, como leitores. Obrigadíssima.

Stella (26/02/2008 - 13:00)
Assinei e repassarei.

Conceição Oliveira (26/02/2008 - 12:59)
Xará, no blog mariafro e nas mensagens para listas e amigos a chamada foi 'campanha de utilidade pública' é assim que entendo seu artigo e a petição que vc lançou. Pode ter certeza os educadores e a mulherada preta consciente vão multiplicar o texto e acho que os blogueiros que freqüentam o Vi o mundo deveriam abrir posts em seus respectivos blogs com a campanha. Abraços, vamos multiplicar sim.

boto - ssa (26/02/2008 - 12:41)
de nada, disponha.

Conceição Lemes (26/02/2008 - 12:38)
Pessoal, faltou um "NÃO" no comentário que eu postei às 11h e 15. Como o assunto é sério e eu sou uma repórter chata, aqui vai, de novo, o trecho. É quando eu falo das fotos do João. "Os pais do João sabem que o tempo é curto para o filho, mas eles têm esperança. Além disso, são muito maiores. Não pensam apenas no filho, que já é adolescente. Pensam também nos meninos de 5,6,7 anos com Duchenne e seus pais. Daí as fotos. O que eles querem é que elas abram a cabeça das pessoas e ajudem a aprovar as pesquisas com células embrionárias, mesmo que o filho NÃO seja beneficiado." É uma lição pra todos nós. Abraços a todas e todos.

Conceição Lemes (26/02/2008 - 12:26)
Azenha, excelente idéia trazer a petição pro título. Adorei.É a primeira campanha do Viomundo? Boto,obrigada pelo debate. Abs.

Conceição Lemes (26/02/2008 - 12:09)
Azenha, ótima a idéia de ter uma seção CAMPANHAS. Agora, Boto, na seção Você escreve não há só reportagem. Há artigos também. O texto da febre amarela era uma reportagem. Este é um artigo. Ele não caberia na seçâo OPINIÃO, por exemplo, porque não é mera opinião pessoal. É ,como já disse no comentário anterior, um texto baseado em evidências científicas. Por isso, a seção ideal seria "CAMPANHAS". É o Viomundo, fazendo um trabalho de utilidade pública. Quanto a achar que os resultados demorarão décadas, os cientistas discordam de vc, Boto. Eles não têm como estabelecer um prazo, mas batalham incansavelmente para isso ser realidade nos próximos anos. abs e boa sorte

Conceição Lemes (26/02/2008 - 11:15)
Francine e Conceição Oliveira, obrigada. Que realmente a esperança vença o obscurantismo. POr favor, nos ajudem a passar a petição adiante. É por todos nós e pelas futuras gerações. Quanto a você, Boto, o que eu pretendi foi desmontar as mentiras alardeadas pelos opositores das pesquisas com células embrionárias. Elas são deslavadas, cara. O que está no meu texto é a verdade científica neste momento. Aqui, na Europa, nos Estados Unidos, no Canada, no Japão. Enquanto jornalista, este é o meu compromisso: com a verdade dos fatos. Enquanto cidadã, o meu compromisso é com a vida. Por isso, esse texto não é uma reportagem. É um artigo veraz. Se você considera-o manifesto, ok. A pesquisa com células embrionárias é uma questão que eu defendo como jornalista e cidadã. De coração. Eu já vi muitos Marcelos, Herberts e Joões no dia-a-dia profissional. Se você passasse uma manhã -- só uma! -- no Hospital das Clínicas de São Paulo, você entenderia, porque não dá para ser imparcial. As imagens são para mostrar o absurdo que será interromper as pesquisas. Os pais do João sabem que o tempo é curto para o filho, mas eles têm esperança. Além disso, são muito maiores. Não pensam apenas no filho, que já é adolescente. Pensam também nos meninos de 5,6,7 anos com Duchenne e seus pais. Daí as fotos. O que eles querem é que elas abram a cabeça das pessoas e ajudem a aprovar as pesquisas com células embrionárias, mesmo que o filho seja beneficiado. Agora, comparar a defesa de uma causa justa, como a pesquisa com as células embrionárias, com a campanha repugnante que a Veja fez contra o desarmamento, eu, hein?! Essa não dá, Boto. Meu voto é sempre pela vida. Eu votei pelo desarmamento assim como defendo as pesquisas com células embrionárias. A propósito: você já assinou a petição? Um abraço pra vc e um beijo enorme pra Francine e pra Conceição Oliveira.

Dulce Leão (26/02/2008 - 11:05)
Azenha, para emitir opinião a respeito devo ser clara, como o assunto exige. EU SOU RADICALMENTE CONTRA O ABORTO. EU, JAMAIS ABORTARIA. MAS, NÃO POSSO IMPEDIR QUE OUTRAS MULHERES TOMEM ESTA DECISÃO. EMBORA, CONTINUE CONTRA E SE FOSSE "CONSULTADA" PELA GRÁVIDA, DESESTIMULARIA O PROCEDIMENTO, BUSCANDO SAÍDAS ALTERNATIVAS. Esta é uma questão MUITO PESSOAL. Para começar, interpreto que para HAVER ABORTO, É PRECISO QUE A MULHER ESTEJA GRÁVIDA! Não interpreto como GRAVIDEZ / ABORTO células EM TUBO DE ENSAIO. ESTADO DE GESTAÇÃO É QUANDO A MULHER TEM O FILHO NA BARRIGA e SEJA DE QUE TAMANHO FOR, NÃO É QUESTÃO DE TAMANHO, para mim. É questão da consciência do estado de gravidez. PORTANTO, não me ATINGE MORALMENTE em nada, a lei aprovada. Acho um ganho da ciência, em novos tratamentos com células-tronco que beneficiarão milhares de pessoas. ASSITIREI, E TORCEREI PELA APROVAÇÃO DA LEI. Ficou meio complicadinho...mas deu para entender, Azenha?

Luiz Carlos Azenha (26/02/2008 - 10:36)
Boto, por conta de sua sugestão vou pedir ao Leandro para criar na barra à esquerda a seção CAMPANHAS; quanto às crianças, vou te contar uma novidade: tem gente que era paralégica andando por conta de tratamentos experimentais com céulas tronco. Eu vi. Casos raros, sim. Vou trazer de volta uma reportagem que fiz para a TV Globo aqui, para vc ver. Vou recuperar no site antigo.

boto - ssa (26/02/2008 - 10:18)
já afirmei que concordo com o conteúdo. não disse que havia informações falsas ou manipuladas. disse que o texto é parcial. só se percebe que é um manifesto com a leitura do texto. o fato dele estar inserido na categoria "você escreve" não esclarece nada sobre sua natureza, vez que a excelente REPORTAGEM da mesma jornalista (salvo engano) sobre a febre amarela foi publicada aqui também (salvo engano). o que não posso concordar ou endossar é o expediente de utilizar imagem de pessoas que não serão beneficiadas com as descobertas (vez que a utilização prática dos conhecimentos adquiridos (caso válidos) só ocorrerá em décadas) para sensibilizar o leitor. é isso.

Luiz Carlos Azenha (26/02/2008 - 09:51)
Boto, me parece óbvio que não é uma reportagem. É um manifesto, que termina com pedido de adesão. Mas não tem nenhuma informação errada, deturpada ou manipulada. Se tiver, me diga qual é. abs

boto - ssa (26/02/2008 - 09:15)
não é uma reportagem imparcial. é um manifesto. lembra a reportagem de veja sobre o referendo das armas de fogo. embora eu concorde integralmente com sua opinião, a forma como a questão foi colocada não lembra o bom jornalismo. azenha poderia ter destacado esse ponto na chamada da matéria. em relação ao conteúdo, quase nada a reparar. um estado laico não pode aceitar explicações metafísicas para barrar o avanço da ciência, ainda mais quando seu objetivo final é salvar vidas e melhorar as condições de vida de pessoas atingidas por eventos traumáticos. apenas discordo da exploração sentimental da imagem de pessoas que, quase certamente, não serão beneficiadas pelas pesquisas. mas isso faz parte de um manifesto.

Conceição Oliveira (25/02/2008 - 22:49)
Xará, assinado e tô levando sua matéria e o pedido de petição para as listas e blogs. 41271 Signatures Total às 22:49

Francine (25/02/2008 - 21:07)
41261 Signatures Total, acabo de assinar e vou enviar aos amigos, realmente "QUE A ESPERANÇA VENÇA O OBSCURANTISMO"

waleria (25/02/2008 - 21:00)
O Congresso, eleito pelo povo, aprovou. O presidente, eleito por mais de 62% dos votantes, aprovou. O procurador não tem nenhuma autoridade para querer inibir a vontade popular - ele não teve nenhum voto - e está querendo impor os principios pessoais dele e de uma religião num estado que pela Constituição é LAICO. Ele não tem esse direito.



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