Atualizado em 08 de maio de 2008 às 18:36 | Publicado em 08 de maio de 2008 às 18:34
Ato no Masp lembra 60 anos da catástrofe palestina, a nakba
O Mopat (Movimento Palestina para Tod@s) realiza no próximo dia 16 de maio um ato-vigília lembrando os 60 anos da nakba, a catástrofe de 15 de maio de 1948, quando se iniciou a vida do povo palestino em campos de refugiados e na diáspora, no momento em que foram expulsos cerca de 750 mil árabes não-judeus de suas terras e de suas casas por forças militares israelenses que legitimavam a criação unilateral do Estado de Israel. Nesses 60 anos, a catástrofe ganhou diversos contornos, nuances, avanços e retrocessos. As diversas vidas vividas por palestinos formam um conjunto de narrativas cheias de dramas, sofrimentos, deslocamentos, memórias de família, separação, mortes e massacres. O ato incluirá diversas intervenções culturais, como interpretação de poesia palestina de combate e músicas de protesto, apresentação de vídeo com peça de teatro feito em um campo de refugiados na Jordânia, entre outras iniciativas. Ao final, será feita vigília para homenagear as vítimas da ocupação, com pessoas vestidas de camisas pretas.
HISTÓRIA
No dia 29 de novembro de 1947, as Nações Unidas recomendaram a partilha da Palestina em dois Estados, um judeu e um árabe. Esse plano jamais foi integralmente implementado, no entanto, criou o cenário da guerra de 1948, durante a qual Israel foi unilateralmente estabelecido como um Estado judeu no dia 15 de maio, mediante a limpeza étnica de mais de três quartos do povo palestino, confiscando suas terras e impedindo o seu retorno. Essa guerra é lembrada pelos palestinos como a Nakba (catástrofe) e deu início à mais longa ocupação no mundo contemporâneo, a qual já dura 60 anos. Desde então, as políticas e práticas israelenses violam a lei internacional, incluindo a Quarta Convenção de Genebra e a Convenção Internacional de Supressão e Punição do Crime de Apartheid.
O MOVIMENTO
Organização laica e independente, o Mopat (Movimento Palestina para Tod@s) foi lançado em 26 de janeiro, no Dia de Ação e Mobilização Global. Criado por palestinos e brasileiros, baseia-se em São Paulo e tem como objetivo principal fortalecer as iniciativas locais em defesa da causa palestina. Como princípios, o Mopat apóia e pleiteia, de governos e instituições internacionais, a implementação plena dos direitos inalienáveis do povo palestino: à autodeterminaçã
SERVIÇO:
Ato-vigília
16 de maio de 2008 (sexta-feira)
Local: Vão livre do Masp (Av. Paulista, São Paulo/SP) - a partir das 17h
Organização:
Mopat (Movimento Palestina para Tod@s)
Apoio:
ICArabe (Instituto da Cultura Árabe); Sociedade Árabe-palestina de São Paulo; PSOL (Partido Socialismo e Liberdade); SBM (Sociedade Beneficente Muçulmana); Assisp (Associação Islâmica de São Paulo); PCdoB-SP (Partido Comunista do Brasil); CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil); Revolutas; MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra); Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas); PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado); Marcha Mundial de Mulheres; SOF (Sempreviva Organização Feminista); Uemb (União dos Estudantes Muçulmanos do Brasil); CUT (Central Única dos Trabalhadores)
PARABÉNS pela excelente colaboração na divulgação deste evento! Eu estive lá, saí do Rio Grande do Sul de ônibus para participar deste ato. Sempre é bom saber que há pessoas que sabem diferenciar Israel de judaísmo, que Israel é uma entidade política nefasta e eivada de erros em sua constituição (e de agressividade e beligerância ao longo de sua existência), e que judaísmo é apenas o falso-pressuposto da constituição daquele país, que na verdade foi uma péssima solução global alcançada com o intuito de "livrar o mundo" dos seus indesejáveis judeus. Em outras palavras, Israel contempla perfeitamento aos anseios nazistas do início do século passado. Parabéns novamente ao jornalista!