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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Sobre asas e gaiolas

16 de outubro de 2017 às 15h31

por Marco Aurélio Mello

Estava aqui pensando, depois que descobri que o Edgar (que eu não conheço) tem um sapo de estimação.

Sapo não, sapa, a Fiona.

Quem deu a ela o nome de ogra foi a irmã dele e, conforme o relato, a batráquia curte um cafuné.

Parece que se afeiçoou ao dono e agora o procura sempre.

Sapa de estimação, quem diria…

Minha mãe é outra que também se relaciona com a espécie.

Tem sempre mais de um na varanda da casa dela, na roça.

Acho que eles a entendem perfeitamente.

A velhinha também conversa com um casal de maritacas que empulera por lá toda noite.

Ela gosta de bicho.

Tanto que já teve mais de uma centena de galinhas.

E proíbe que maltratem as cobras que aparecem no sítio.

A maior que eu já vi foi uma jibóia, com mais de dois metros.

Aliás, por falar em réptil, ontem mesmo estive com a Tata, uma jabuti piranga.

Tata apareceu na porta da casa da sogra em Campinas no fim de 2000.

Ela e a irmã, a Fujona, estavam numa caixa de sapatos recém nascidas.

A segunda, como o próprio nome diz, sumiu.

Provavelmente foi furtada quando trocamos a cerca de alambrado do jardim.

Ontem dei hibiscos e ração para a Tata, que já tem algo em torno de 17 anos.

Considerando todas as adversidades que passou posso assegurar que ela viverá pelo menos a minha idade, 50 anos.

Outro bicho que adotou meus filhos Pedro e Gabriel foi a Cloe.

Cloe é uma gata que, sem mais nem menos, foi se “achegando” e hoje tira um cochilo no sofá da casa com total liberdade.

Mas o que ela gosta mesmo é de se enfiar por debaixo do edredom da cama do Pedro.

Suspeita-se que a Cloe pariu e sumiram com seus filhotes.

Presumimos que o desgosto foi tão grande que ela resolveu mudar de endereço.

Agora mora por lá, bem ao estilo dos felinos: livre, leve e solta.

Meus bichos preferidos são passarinhos.

Quando eu era criança tive um sabiá e um pássaro preto.

Viviam na gaiola até que um dia resolvi deixar a porta aberta para ver no que dava.

Não me arrependo.

Asas não combinam com gaiolas.

17 - nov 0

De tudo quanto é jeito

16 - nov 0

Ele está em nós

Mas muita gente não vê

09 - nov 3

Não se iluda. Essa gente não brinca em serviço

O estrago vai ser revertido rapidamente

 

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Edgar Rocha

19/10/2017 - 19h36

Olha, Marco Aurélio, fiquei lisonjeado. O comentário foi despretensioso, acredite. Quis comentar com bom humor a partir de suas considerações sobre a mesmice dos assuntos na internet e a necessidade de seguir a algo como uma manada. Concordo com tudo que escreveu. Por outro lado, pensar e falar de coisas simples pode ser um convite à frugalidade defendida pelo José Mujica e, com a qual tenho grande afinidade. Vivemos tempos difíceis. Se eu for comentar, obviamente abordarei temas da pauta comum a muitos. Embora poucos tenham me dado eco (acho que não sou dos mais populares, *-*). Moro num bairro muito violento, controlado pelo PCC e sufocado por uma polícia completamente entregue ao “esquema”. Quase sempre entro pra falar de segurança pública. Teu texto dá uma arejada quando leio.

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