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Cartas de Minas

Reflexão antecipada

11 de outubro de 2017 às 15h36

por Marco Aurélio Mello

Este é um texto de domingo.

Publicado na quarta-feira porque não adianta mais escrever todo dia.

Nós já não conseguimos ou aguentamos mais assimilar tanta informação.

Portanto, ficarei no ar com esta reflexão até segunda-feira.

Se você veio parar aqui por acaso, quem sabe possa encontrar repouso temporário, antes de empreender nova busca em seu navegador.

Até bem recentemente recorríamos aos cadernos culturais nos fins de semana.

Leituras aprofundadas, densas, reflexivas, provocativas…

Hoje, muitos estamos órfãos, porque abandonamos os jornais e as revistas, impregnados de opiniões e interesses políticos e comerciais dos patrões.

Por isso, somos leitores ávidos à procura daquilo que preencha este vazio de conteúdo.

Na condição de escritores, cronistas, colunistas e poetas somos também sôfregos à procura de quem possa se conectar às nossas ideias.

Percorremos páginas de sites e blogs e percebemos no ar uma cobertura quase que monotemática, replicante e — muitas vezes — implicante.

Tendemos todos a repetir os mesmos assuntos, os mesmos temas para “aproveitar a onda”.

Enquanto isso, um mundo arejado, novo, jovem e altamente dinâmico ferve lá fora.

Andamos em círculos, presos a uma enorme bolha que flutua até que perde a tensão molecular e se desfaz em duas ou três gotas no ar.

A propósito, como se forma uma bolha de sabão?

Como ela mantém as moléculas unidas no ar?

Por que elas são sempre esféricas?

Como fazer para conseguir bolhas de sabão mais resistentes?

Ou, por analogia: quem alcança quem?

Quem lê quem?

Quem lê?

O quê ler?

Vivemos este tempo estranho…

Em que caminhamos pelos bits a procura do zeitgeist ou, em bom português, o espiríto do tempo.

Queremos saber o que move o mundo “no caminho do bem”.

Como e se virá a nossa redenção?

De que forma promoveremos a paz e a justiça social no planeta terra?

Como vamos domar o ímpeto destruidor e selvagem do capitalismo?

Paz combina com amor.

Felicidade combina com alegria.

E, já que a vida segue seu curso, o melhor é seguir pensando.

De preferência com a TV devidamente desligada.

Se não dá todo dia, pelo menos no fim de semana.

Boa reflexão a todos.

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Edgar Rocha

12/10/2017 - 05h29

Se eu tivesse um facebook, juro que te dava um like.
O zukerbeg falou que quem não tem página no “face” é psicopata. Será que eu sou? Medo…
Faz quase três anos, uma sapa gigante decidiu morar no meu jardim. Chegou numa enxurrada e não foi mais embora. Sapos são vítimas de gente doida, sabia? Eu achei um barato. Minha irmã deu um nome pra ela. Se chama Fiona. Dou ração de cachorro com minhoca, ela come que só. Descobri que ela curte um cafuné. Eu faço e quando paro, ela me procura querendo mais. Ora vejam, um sapo…
Nestes dias frios que tivemos ela sumiu. Bastou esquentar um pouco e, lá veio a Fiona. Fiz cafuné na cabeça dela e a bichinha foi encostando, procurando calor. Fiquei com um dó… Peguei no colo. Bicho gelado do caramba! Mas, ela foi se enfiando no meu braço, buscando lugar pra se aquecer. Quando ficou mais espertinha, começou a se agitar e ergueu a cabeça com aquela cara blazê (parece um pouco o Temer dando entrevista. Quando mexe a mãozinha, então…). Ficava inflando o papo enquanto respirava, olhando pra mim.
Não que ela quisesse. É que me deu uma certa gastura, um medo que ela, a qualquer momento abrisse aquela boca rasgada e dissesse com voz de sapo: “Papaaai!” Cruz credo! Então, procurei um bom cantinho entre as folhagens e deixei ela lá. Intimidade tem limite, ora pois!
Embora, vez por outra, eu a procure, pra saber se está bem. Consciência ecológica, nada mais.
Então, não. Acho que não sou psicopata…

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