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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Não se iluda. Essa gente não brinca em serviço

09 de novembro de 2017 às 11h24

por Marco Aurélio Mello

A Manchete no portal G1, da Globo, informando com destaque o afastamento de William Waack da bancada do Jornal da Globo diz muito sobre o estrago que a imagem da emissora sofreu.

Também diz quem ganha e quem perde na luta diária e sangrenta pelo poder nos bastidores da maior emissora de TV do país.

Poder que vira pó da noite pro dia, como provavelmente acontecerá com o premiado jornalista, autor e professor universitário.

O vídeo, que incendiou as redes sociais e o whatsapp, mostra uma pessoa muito diferente daquela que se consagrou nas telas como repórter, correspondente e apresentador.

O comentário, que segundo a emissora em nota ainda será apurado, expõe ao público uma personalidade diferente do âncora, quando fora das câmeras.

Numa simples busca na internet há vídeos com material da própria Globo que podem ajudar e emissora a concluir que podemos sim estar diante de uma pessoa misógina e racista.

Alguns episódios são emblemáticos: quando ele chamou a colega Zelda Mello de Zelda “Merda”, numa transmissão ao vivo. Ou quando corrigiu a colega Zileide Silva no ar, na hora do boa noite.

Aliás, vale a pena perguntar à Zileide (mulher e negra) porque ela treme toda vez que tem que encarar o William.

Uma história que só ela pode contar um dia, se achar que vale a pena.

Num caso recente, durante as Olimpíadas do Rio, Waack foi confrontado por outra mulher, a colega do esporte, Cris Dias, com quem tinha nítido estranhamento.

Naquela ocasião a emissora pôs panos quentes e ficou por isso mesmo.

Como não assisto mais TV há algum tempo, pergunto: o quê que aconteceu com a Cristiane Dias?

A última notícia que tive é que ela apresentava o bloco de esportes do Bom Dia Brasil, o que significa acordar entre 3h30 e 4h da manhã, o que convenhamos não é o melhor dos mundos, principalmente para quem tem filho pequeno.

Já trabalhei neste horário e sei bem o que isto significa.

Mas não pensem vocês que a Globo perde com a saída de Waack.

Nada disso.

Waack não é da turma do todo-poderoso do jornalismo, Ali Kamel, ao contrário, ele vem de outra geração (tem 65 anos) e está mais vinculado à Alice Maria, que se aposentou há três anos, e a Carlos Schroder, o atual número um da emissora.

As apostas internas já começaram.

A mais cotada chama-se Renata Lo Prete, a jornalista que, ao lado do deputado Roberto Jefferson inventou o termo Mensalão, que quase destruiu o PT e o Lulismo; mesada que nunca foi comprovada, diga-se de passagem.

Mas na Globo as coisas não são simples assim.

Há tantos interesses em jogo que pode ser que a escolha recaia sobre um nome que possa fazer a interlocução com os telespectadores conservadores e endinheirados do horário e, portanto, alguém com uma pegada radical, extremista até.

Também crescem nos bastidores nomes de jornalistas carreiristas, que podem “fazer o serviço sujo”.

E estes a gente sabe, têm em profusão lá dentro, infelizmente.

Afinal de contas 2018 está aí.

E em ano de eleição ninguém brinca em serviço, não é mesmo?

17 - nov 0

De tudo quanto é jeito

16 - nov 0

Ele está em nós

Mas muita gente não vê

07 - nov 4

Olho no caldeirão

A sopa vai ter sabor amargo

 

3 Comentários escrever comentário »

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Julio Silveira

16/11/2017 - 21h58

O Brasil vive dos restos do extinto e decadente imperio brasileiro. Vive do ranço cultural que determinava preconceitos raciais e de classe, vive dentro de principios assemelhados, adquiridos por osmose por uma republica não muito bem vinda, mas retirada a forceps. Esse é o resultado para um país que não entende o significado de Democracia, viciado no uso do centralismo autoritario paternal. Fora aqueles espiritos mais libertários, de origem e cultura mais aberta, que receberam e perceberam na igualdade, liberdade e fraternidade, mais que um lema, um dogma, temos uma grande parte de indutores culturais fruto do regime de cortes, que vivem a herança de um ambiente hipocrita, que gerou o mesmo tipo de democracia, sustentando e sendo sustentados por instituições constituidas e adaptadas com essa marca. Parecem mas não são, apenas obedecem a logica, emprestada, de um politicamente correto que não saiu da alma dessa gente. Por isso somos esse país que carrega firme essa herança de sermos tão contraditoriamente cavernosos.

Responder

Eldo Vilaça Borges

09/11/2017 - 13h51

Uma dúvida: o apresentador Chico Pinheiro é boa gente?

Responder

    leonardo-pe

    10/11/2017 - 14h31

    não é. aliás, NINGUEM DA IMPRENSA É BOA GENTE.

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