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O Admirável Mundo Novo

25 de julho de 2017 às 10h53

por Marco Aurélio Mello

Que reforma trabalhista que nada!

Há anos tenho sonhado com este dia.

Sabia que estava para chegar a qualquer momento.

Pois chegou.

Uma empresa de software, a Three Square Market , acaba de anunciar que vai implantar chips em cinquenta dos seus empregados a partir do dia primeiro de Agosto.

Uma notícia para correr o mundo e dividir opiniões no mais novo Fla-Flu das redes sociais.

Segundo a empresa, o dispositivo vai facilitar tarefas como abrir portas, acessar computadores, fazer cópias de documentos e compartilhar informações.

Também vai servir para controlar o tempo que o empregado dedica à atividade que ele executa.

E, num futuro próximo, vai permitir também ativar “outros mecanismos”.

Claro que com toda ética.

A empresa garante: vai preservar a privacidade dos funcionários.

Mas o que é mesmo privacidade neste atual momento da humanidade?

Ir ao banheiro fazer o número um?

Ir ao banheiro fazer o número dois?

Por que não segurar o número dois para fazer em casa, ao invés de fazer na firma, muita gente se pergunta?

Em breve imagino uma condição análoga à escravidão, em que o chip vai funcionar como despertador, acionar a cafeteira eletrônica, ligar o chuveiro, a máquina de lavar e te deixar em condições de chegar ao trabalho sem que você tenha que gerenciar o tempo.

Afinal de contas que coisa mais chata gerenciar o tempo, não é mesmo?

Agora, imagina só a cena.

É madrugada e você está fazendo amor depois de um jantar a dois regado a um bom vinho.

Seu smartphone está devidamente desligado.

Você acha mesmo que aquele seu supervisor pelego vai ter algum pudor em te dar um toque, “acionar o chip”?

Como diria Thomas Jefferson (autor da Declaração de Independência Estadunidense): “o preço da liberdade é a eterna vigilância.”

Encerro esta reflexão ao som de Zé Ramalho: “Ê, ê, ô, vida de gado, povo marcado ê, povo feliz.”

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Luiz Carlos P. Oliveira

25/07/2017 - 20h50

Ê, Ê Ô, vida de gado
Povo marcado, povo feliz.

Só falta o ferro quente no lombo, com o logotipo da empresa. É o fim.

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