Atualizado em 01 de fevereiro de 2008 às 10:03 | Publicado em 31 de janeiro de 2008 às 20:31
Dois pilotos disputavam posição durante o Grande Prêmio de Toronto, da Fórmula Indy, em 1996. Em sequência, no lado direito da foto, aparecem os carros dos brasileiros André Ribeiro, Émerson Fittipaldi e Gil de Ferran. O novato americano Jeff Krosnoff, 31 anos de idade, passa sobre a roda traseira do carro do veterano Stefan Johansson - e decola. Notem, à esquerda, um grupo de homens de branco, atrás do muro de proteção. Um deles é um engenheiro, bandeirinha voluntário, que vai morrer.

Depois de decolar, o carro de Krosnoff inicia o vôo. É nesta fração de segundo que mata o voluntário, que trabalhava sinalizando a prova.

São vários giros rápidos no ar. O carro de Krosnoff acerta uma árvore e um poste. A velocidade estimada era de mais de 200 quilômetros por hora. Segundo integrantes da equipe de resgate, o piloto americano bateu a cabeça na árvore. O carro dele se partiu em milhares de pedaços.

Notem na foto acima: o carro de Stefan Johansson, sobre o qual voou o de Krosnoff, toca o muro. Do lado direito da pista passam três pilotos brasileiros: André Ribeiro, Émerson Fittipaldi e Gil de Ferran assistem a tudo de dentro dos cockpits.

Jeff Krosnoff, 31 anos de idade, era iniciante na categoria. O narrador Téo José, experiente, sabia na hora que o piloto tinha poucas chances de sobreviver. "Ai, ai, ai - que pancada", disse o Téo na transmissão. Eu e o cinegrafista Luiz Carlos Novaes corremos para o lugar da tragédia. Na hora é preciso engolir as emoções e contar a história.

Depois do choque, pedaços voaram para todos os lados. Foi uma chuva de peças de fibra e metal sobre o carro de Johansson. Notem que impressionante, mal dá para ver o carro do sueco, encoberto pelos destroços.
Ainda assim, Johansson saiu ileso do acidente. Krosnoff não teve a mesma sorte. O carro dele se partiu em dois. O motor foi para um lado, o cockpit para outro.

Um pedaço do carro de Krosnoff se arrastou até parar entre os carros de Stefan Johansson e Émerson Fittipaldi, como se vê na foto acima. Gil de Ferran, que vinha mais atrás, pára o carro amarelo ao lado da pista. A morte de Krosnoff só foi anunciada depois que a corrida acabou. O mexicano Adrian Fernandez venceu, sob bandeira amarela.
A comemoração foi amarga: todos os que viram o acidente, mesmo que pela tevê, estavam certos de que o piloto americano não tinha sobrevivido. Algumas regras do automobilismo são cruéis. Aconteça o que acontecer, é preciso cumprir os compromissos comerciais com os patrocinadores.
Publicado originalmente em 2006
Azenha, cansei, me ajuda, outro dia li um texto que vc escreveu, na verdade uma parte, meu tempo é curto, e agora não encontro, vc parece que brinca de esconde esconde com os textos, brincadeirinha...., então e agora eu quero ler e não encontro; vou descrever uma parte, tá.No texto eu lembro que vc cita que vc está no saguão de um hotel com outros jornalistas e o Lula aparece e faz um comentário sobre a criação de um orgão regulador da classe, acho que é isso, e vc faz o seu comentário que não aprova esse do Lula, porque vc já da satisfação para superiores, etc, etc,. Olha já li quase todos seus textos hj, aliás nossa de arrepiar o caso do assassino hildebrando, eu lembro vagamente, mas não acompanhei mais, que bom que ele está preso, que coragem vc teve e o outro jornalista também!!!